sexta-feira, 26 de abril de 2019

Luiz Manoel


Arquivo de Som:

 
Dorno em Os Herculóides



Biografia:

 
Luiz Manoel foi um dublador Carioca.


Início


Luiz Manoel Godefroy de Almeida (também conhecido como Luiz Manoel) nasceu em 1942 em Portugal.

 

Luiz é oriundo de uma família de atores de teatro. Sua avó tinha um Teatro em Portugal, o Teatro Rentini, aonde nasceu sua mãe, Saluquia Rentini, em 1924. Saluquia ficou famosa em Portugal, e por volta de 1947/48, vai para o Brasil com a Companhia Portuguesa. No Brasil, fez muito sucesso, principalmente no Teatro de revista. Em 1949, levou Luiz para o Brasil. Luiz tinha 7 anos de idade.

 

Rádio Nacional

 

Em 1952, Saluquia atuava em um programa na Rádio Nacional, e levou seu filho de apenas 8 anos para participar do programa Tal Pai, Tal Filho (1952), de apresentação de Milton Rangel, aonde imitou o sambista Jorge Veiga. Milton além de apresentar, também era o ensaiador, junto com Mafra Filho.

 

Pouco tempo depois, ouve a falta do filho de um locutor comercial, que fazia pequenas locuções na emissora, e Luiz foi sugerido para ficar em seu lugar. A partir daí nunca mais largou a carreira artística.

 

Posteriormente, começou a participar da série Atomam, o Homem Atômico (1954), ao lado de um de seus grandes amigos, Rodney Gomes. A série posteriormente fez parte do programa de César de Alencar, aonde Luiz acabou também fazendo o papel de animador. Luiz ficou no programa por dois anos, e em seguida partiu para o rádioteatro.

 

Entre as novelas que atuou, estão Serra Brava (1956), aonde fazia o personagem Beto Centelha, até completar 15 anos de idade, posteriormente sendo substituído, Uma Vida Estranha (1956), e Uma Cidade Nas Trevas (1960).

 

Entre outros trabalhos que atuou na emissora, está a peça Anjo de Pedra (1956), o seriado Presídio de Mulheres, em episódios como O Segredo de Dora (1956), programas como o infantil Rádio Ginkana Estrela (1957), ao lado de Jacyra Gomes, Milton Rangel, e Nelly Amaral, e os programas Rádio Gincana... (1958), apresentado por Milton Rangel e Jacyra Gomes, e O Programa dos Estudantes (1960).

 

Luiz foi uma das crianças mais atuantes na emissora.

 

Em peças religiosas também esteve muito presente, como na consagrada Paixão de Cristo (1956), de Castro Viana, ao lado do elenco de peso da emissora, interpretando Jesus criança.

 

Lá era a voz principal de crianças. Fez parte de muitos clássicos do radioteatro, como a primeira versão de A Paixão de Cristo (1956), fazendo Jesus criança.

 

Discos

 

Luiz Manoel (1994)


Posteriormente, esteve presente em A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo: O Romance da Eternidade (1959), primeiro disco gravado pela Rádio Nacional, sendo outra comemoração de a paixão de cristo. Essa obra de 1959, foi regrava em 1994, como Vida de Cristo, gravada ao lado de vários atores da primeira obra, e também de dubladores.


Um ano depois, participou de outro LP, chamado História do Brasil - Vol. II (1960), gravado também pelo elenco da Rádio Nacional

 

Televisão

 

Participou de uma peça do Teatro Moinho de Ouro (1959) na TV Rio, ensaiado por Victor Berbara.

 

Nos anos de 1980, teve uma pequena participação em uma produção na Globo, ao lado de Luiz Carlos de Moraes, com quem trabalhara anos antes na Dublasom Guanabara. Nessa ocasião, fazia parte da cooperativa Combate, que atuava em vários estúdios de dublagem, e sua imagem foi expostas, sendo assim captado pela Globo.

 

Essas foram suas únicas participações na TV.

 

Dublagem

 

Na dublagem, foi chamado por Milton Rangel para atuar no estúdio CineLab pela Herbert Richers. Luiz fez parte do primeiro elenco de dubladores do estúdio. O primeiro trabalho que atuou foi na série Histórias de Zane Grey (Zane Grey Theater), produzida para a TV Tupi do Rio, em uma parceria de pouco tempo entre Victor Berbara e Herbert Richers.

 

Nos anos de 1960, foi convidado para ser diretor de dublagem e chefe de produção do estúdio Dublasom Guanabara. Permaneceu no estúdio até seu fim, em meados dos anos de 1970. Nos anos de 1960, também integrou a Herbert Richers, CineCastro, e TV Cinesom, tendo nessa última também sido diretor de dublagem. No final dos anos de 1960, se retira da CineCastro.

 

Nos anos de 1970, além da Dublasom Guanabara, também continua na Herbert Richers, e ingressa nos estúdios Peri Filmes, Tecnisom e Telecine. Com o fim da Dublasom, vai na Herbert Richers. Dirigiu no estúdio no período entre 1976-78.

 

Na Herbert, ficou conhecido por dirigir muitos desenhos animados, como Tutubarão, Vovó Viu a Uva, Formiga Atômica, Capitão Caverna, entre outros. Foi conhecido pelos amigos de profissão de Cazarré do Rio, alusão feita à Older Cazarré que dirigiu dezenas de clássicos da Hanna Barbera em São Paulo nos anos de 1960.

 

Se retira da Herbert após a greve de 1978, e ingressa na Peri Filmes como diretor de dublagem. Apos à greve, monta uma cooperativa ao lado de outros colegas dubladores, chamada Combate, na qual ficou no cargo de vice-presidente. A cooperativa usava os estúdios da Tecnisom, futura Delart, que havia encerrado suas atividades como empresa de dublagem, e da Peri Filmes. A cooperativa funcionou por 6 anos, depois se separaram, mas juridicamente existiu por 10 anos.

 

Reginaldo Primo, Luiz Manoel, e Phillipe Maia (Anos 2000)


Nos anos de 1980, atua apenas na Combate, Peri Filmes e Telecine. Por volta de 1988, funda a Sincrovídeo. Na empresa, atua como diretor de dublagem e dublador. Chegou a dublar muitas séries e desenhos para TV's, como SBT, Nickelodeon, Globo, entre outras.

 

Luiz não só abria a empresa pra novos talentos, como mantinha dentro do grande elenco os clássicos profissionais que já não eram tão escalados em outros estúdios. Na Sincrovídeo, dirigiu produções como Cat & Dog, Blossom, Avatar, Jambo e Ruivão, entre muitos outros.

 

A empresa funcionou até meados dos anos de 2000. Após isso, Luiz é chamado para dirigir dublagem na Wan Macher, que tinha como um dos sócios, seu amigo dos tempos de CineCastro, Leonardo José. Na empresa, esteve à frente de diversas direções conhecidas, como Dois Homens e Meio, Chuck, Sobrenatural, e Diário de Um Vampiro.

 

Luiz Manoel (Anos de 2010)


Por volta de 2013/14, deixa a Wan Macher, após a mesma perder Leonardo José como proprietário, a quem Luiz era amigo desde os anos de 1960. Na ocasião, estava dirigindo a série, Sobrenatural, na qual foi substituído por Sheila Dorfman.

 

Em 2014, vai para a Som de Vera Cruz, também atuando como diretor de dublagem. Na ocasião, foi um dos diretores das séries Dallas, Sem Escrúpulos, e Jane, a Virgem.

 

Em 2015, vai para o estúdio Sonora, aonde, entre outros, foi o segundo diretor da novela A Traiçoeira, dublada para ser exibida em Moçambique e Angola.

 

Como diretor de dublagem, passou pelos estúdios TV Cinesom (1960), Dublasom Ganabara (1960 e 1970), Herbert Richers (1970), Telecine (1970), Peri Filmes (1970 e 1980), Sincrovídeo (1980, 1990, 2000), Wan Macher (2000 e 2010), Som de Vera Cruz (2014), e Sonora (2015).
 

Fabiano Anthony Forte


Entre seus trabalhos como dublador, estão os atores Fabiano Anthony Forte em As Férias de Papai, e Cinco Semanas Num Balão, Roddy McDowall em As Chaves do Reino, e Se Minha Cama Voasse (3ª Dublagem - DVD), e Johnny Sheffield em Tarzan - Contra o Mundo, e O Tesouro de Tarzan, além dos atores Rex Downing em Sangue e Areia, Michael Bollner na primeira dublagem de A Fantástica Fábrica de Chocolate, Martin Short em Príncipe Encantado, Nicholas Hammond em A Noviça Rebelde, Chris Chittell em Ao Mestre Com Carinho, Dick Hogan em Comboio Para o Leste, Merrill Rodin em A Canção de Bernadette, entre outros.
 

Bud Ricks


Em séries, foi a voz de Tom Sawyer em As Aventuras de Huckleberry Finn, no qual era uma série de desenhos com atores interagindo juntos, Takeshi Minami em O Regresso do Ultraman, Ed Zeddmore em Sobrenatural, Richard Grayson "Dick" / Robin (segunda voz) em Batman (TV Cinesom), Bud Ricks em Flipper (1964), entre outros.
 

Dorno


Em desenhos, foi a voz de Fred Jones em Scooby-Doo, Cadê Você?, Os Novos Filme de Scooby-Doo, e Scooby-Doo Show, Menino Pássaro em Homem Pássaro, Dorno em Os Herculóides, a segunda voz de Nancy em Shazzan, a primeira voz do famoso camundongo Mickey Mouse nas dublagens do mesmo nos anos de 1970, o gato China em Hong Kong Fu, Catatau na segunda dublagem de Zé Colméia Show, Cat, e Orelha em Catdog, Darwin em Os Thornberrys, Gary Gulliver em As Aventuras de Gulliver, Tom em Moby Dick, Gavião nos episódios do Frangolino nas dublagens dos anos 1970 de Looney Tunes, Jambo na segunda e mais famosa dublagem de Jambo e Ruivão, Butt em Vovô Viu a Uva, Aquamoço em Aquaman, Confuso em Carangos e Motocas, Pica Pau na primeira dublagem de Pica Pau, entre outros.


Sobrenatural


Como diretor de dublagem, Luiz dirigiu as séries Sobrenatural, Chuck, segundo diretor de O Clube do Travesseiro, quarto diretor de Galera do Surf, Pentágono - O Jogo do Poder, Em Nome da Justiça, Dois Homens e Meio, Diário de Um Vampiro, primeira direção em Dupla Identidade, primeiro diretor de Os Waltons, a direção da primeira dublagem de As Panteras, Blossom, entre outros.
 
Em filmes, dirigiu Minhas Adoráveis Ex-Namoradas, Bem Vindo Ao Jogo, Nuvens Negras, A Vida e Morte de Peter Sellers, Por Toda Eternidade, Se Beber Não Case, entre outros.
 

Scooby-Doo, Cadê Você?


Em desenhos, dirigiu Scooby-Doo, Cadê Você?, Tutubarão, Vovó Viu a Uva, Formiga Atômica, Capitão Caverna, Lunáticos à Solta, segundo diretor de Bratz, Jambo e Ruivão, Cat & Dog, entre outros.

 

Por volta de 2015, se aposenta.

 
Trabalhos:

 

Filmes

 

- Fabiano Anthony Forte em As Férias de Papai, Cinco Semanas num Balão, e Fúria no Alasca

- Roddy McDowall em As Chaves do Reino, e Se Minha Cama Voasse (3ª Dublagem - DVD)

- Johnny Sheffield em Tarzan - Contra o Mundo, e O Tesouro de Tarzan

- Jim Kincaid (James Cagney) em A Lei do Mais Forte

- Potter (Chris Chittell) em Ao Mestre Com Carinho
- Robert Parker (Dick Hogan) em Comboio Para o Leste
- Jean Soubirous (Merrill Rodin) em A Canção de Bernadette
- Friedrich (Nicholas Hammond) em A Noviça Rebelde
- Juan Criança (Rex Downing) em Sangue e Areia
- Augustus Gloop (Michael Bollner) em A Fantástica Fábrica de Chocolate (1ª Dublagem)
- Rodney (Martin Short) em Príncipe Encantado

 

Séries

 

- Ed Zeddmore (A.j. Buckley) em Sobrenatural
- Takeshi Minami (Shunsuke Ikeda) em O Regresso do Ultraman

- Richard Grayson "Dick" / Robin (segunda voz) (Burt Ward) em Batman (TV Cinesom)

- Bud Ricks (Tommy Norden) em Flipper (1964)

- Tom Sawyer (Kevin Schulz) em As Aventuras de Huckleberry Finn

 

Desenhos

 

- Fred Jones em Scooby-Doo, Cadê Você?, Os Novos Filme de Scooby-Doo, Scooby-Doo Show, Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis, e Falcão Azul e Bionicão

- Mickey Mouse em Mickey e Sua Turma (Anos de 1970), e Como é Bom Se Divertir

- Catatau em A Arca do Zé Colméia, e Zé Colméia Show (Últimos Episódios)
- Pica Pau em Pica Pau (1ª Dublagem) (Dublasom Guanabara)
- Confuso em Carangos e Motocas (1ª Dublagem)
- Marvin em Super Amigos
- Aquamoço em Aquaman
- Ben Turner Junior em Lassie
- Escoteiro em Os Brasinhas do Espaço
- Dorno em Os Herculóides
- Tom em Moby Dick
- Menino Pássaro em Homem Pássaro
- Chuck (segunda voz) em Shazzan
- Toulie em Os Três Mosqueteiros
- Gary Gulliver em As Aventuras de Gulliver
- Yak-Yak em Os Apuros de Penélope (1ª Dublagem)
- Groove em A Turma da Gatolândia

- China em Hong Kong Fu
- Tagarela (primeira voz) em Elefantástico
- Catatau, Bóbi Filho, e Patinho Duque em Ho-Ho-Límpicos
- Gavião em Looney Tunes (Anos de 1970)
- Cat e Orelha em Catdog
- Darwin em Os Thornberrys
- Jambo em Jambo e Ruivão (2ª Dublagem)

- Sheldon em Garfield e Seus Amigos (Sincrovídeo)

- Piu-Piu - Forma Monstruosa em Patolino em: Os Caça-Fantasmas

- Jato, Professor Zei, Jeong Jeong (primeira voz), Pirata Barker (segunda voz), e personagens secundários em Avatar - A Lenda de Aang
- Guarda Chico (no episódio do Sr. Gaiato), Bóbi Filho, Tartaruga Touché e Formiga Atômica em A Arca do Zé Colméia

 

Novelas

 

- Senhor Costa, Pai de Bruno (Esteban Franco) em Camaleões

 

Trabalhos de Direção de Dublagem

 

Filmes

 

- Barrabás (1961)

- Batman (1989) (VHS)

- Escravos da Babilônia

- Minhas Adoráveis Ex-Namoradas

- Bem-Vindo Ao Jogo

- Anjos Rebeldes

- Contágio

- Quem é Essa Garota?

- Se Beber, Não Case!

- Se Beber, Não Case! Parte II

- Por Toda a Eternidade

- O Massacre da Serra Elétrica 3

- O Labirinto do Fauno

- A Vida e Morte de Peter Sellers

- A Casa dos Sonhos

- Uma História de Natal 2

- Dessa Vez é Para Sempre

- Não É Você, Sou Eu

- Performance (1970)

- Tubarões da Areia

- Soraya

- O Garoto Que Podia Voar

- O Coelho Da Páscoa Está Chegando (1977)

- Nuvens Negras

- O Grande Gatsby

- E Se... Você Tivesse Uma Segunda Chance

 

Séries

 

- As Panteras

- Dois Homens e Meio (4º Diretor)

- Chuck

- Sobrenatural (1ª à 8ª Temporada)

- Em Nome da Justiça

- Diários de Um Vampiro (1ª à 3ª Temporada)

- The Middle: Uma Família Perdida no Meio do Nada

- V: Visitantes (1ª à 8ª Temporada)

- O Alvo Humano

- Longmire

- Testemunha Silenciosa

- O Mundo é dos Jovens (Sincrovídeo) (Primeiras Temporadas)

- Dupla Identidade (Sincrovídeo) (Primeiras Temporadas)

- Galera do Surfe (Sincrovídeo) (2ª Temporada)

- Pentágono - O Jogo do Poder

- Dallas (2012) (3ª Temporada) (Som de Vera Cruz)

- Sem Escrúpulos (3º Diretor)

- Hércules (2005)

- Alvo Humano

- Jane, a Virgem (2º Diretor)

- Linda Green

- Longmire: O Xerife

- Testemunha Paranormal - Terror de Verdade

- Dupla Identidade

- State of Play

- O Clube do Travesseiro (2º Diretor)

 

Desenhos

 

- Scooby-Doo, Cadê Você?

- Avatar - A Lenda de Aang (Sincrovídeo)

- Super Galo

- Tutubarão (1ª Dublador)

- Homem-Pássaro

- Apenas Um Show (1º Diretor) (Wan Macher)

- Lunáticos à Solta (Wan Macher)

- Os Tremendões

- Bratz (Sincrovídeo) (1ª Temporada)

- Tutu e Pudim

 

Novelas

 

- As Tontas Não Vão Ao Céu (2º Diretor)

- A Força de Uma Mulher

- Maria José

- Império de Cristal


Links Relacionados:


Fontes: A Era do Rádio Teatro, Luiz Manoel, Acervo Pessoal, Dublanet, Carlos Amorim, Correio da Manhã, A Noite, Natan Lisboa, Revista do Rádio, Radiolândia.

Lígia Rinelli


Arquivo de Som:

 
Terry (Clare Bloom) em Luzes da Ribalta


 

Biografia:

 

Lígia Rinelli foi uma dubladora Carioca.

 

Elenir Girotto Sepúlveda nasceu em 5 de Fevereiro de 1939, em São Carlos, Capital.

 

Início

 

Lígia se mudou cedo para Santos, aonde cresceu. Começou no mundo artístico cantando aos 5 anos de idade na Rádio Atlântica, em Santos. Por volta dos 13 anos, largou o rádio e foi trabalhar no fórum da cidade, virando depois escrevente. Teve que largar o rádio, pois precisava se sustentar, e também ajudar a família nas despesas.

 

Pouco tempo depois, retorna à carreira artística, virando Girl em peças de teatro de revista na em uma boate na Praça Tiradentes.

 

Aos 15 anos, em 1954, se torna garota propaganda em uma emissora de TV em São Paulo.

 

Apesar de ter pensado em se formar em direito, deixou essa idéia de lado por conta da carreira artística.

 

Teatro

 

Casou-se aos 17 anos de idade, em 1956. Três anos depois, em 1959, foi a passeio para o Rio de Janeiro, e encontrou sua amiga Marivalda, que pediu para Lígia acompanhá-la em sua apresentação na Boate Freds.

 

Na época, a boate pertencia a Frederico C. Mello, e o diretor de shows era Maurício Sherman. Maurício ficou interessado em Lígia, e a convidou para atuar no espetáculo, e por estar de férias aceitou, e acabou seguindo carreira no meio.

 

Pouco tempo depois, Carlos Machado comprou a boate, e Lígia, que era apenas modelo nos espetáculos, passou a vedetinha, quando substituíra Anilza Leoni em um show. Posteriormente se tornou vedete, e depois atriz. Também passou pelas companhias teatrais de Colé e Walter Pinto.

 

Lígia Rinelli (1963)


No início da carreira era conhecida como Lígia Sepúlveda, mudando posteriormente para Lígia Rinelli. Seu nome artístico foi a junção do pseudônimo Lígia, com a pronuncia de seu nome, Elenir, ao contrário, ficando Rinele. Seu nome artístico foi mudado pelo cronista Jorge Villar, o Picuca, que era assistente de Carlos Machado.

 

Entre seus trabalhos teatrais, temos primeiramente os realizados na Boate Freds, como Rio, Capital, Samba (1960), ao lado de Paulo Gracindo, Consuelo Leandro, Gina Le Feu, Isra Lex, Paulete Silva, entre outras.

 

Maurício Loyola, Lígia Rinelli, e Abílio Herlander (1961)


Logo em seguida, compõe a Companhia Colé, atuando nas peças, Todas Elas São Barbadas (1960-61), ao lado de Colé, Lilian Fernandes, e Rui Cavalcanti, no Teatro Jardel, e Mulher Só a Francesa (1961), ao lado de Colé, Lilian Fernandes, Rui Cavalcanti, e Márcia Rocha, no Teatro Jardel, e Teatro Natal.

 

Na companhia, atuou ao lado de Rui Cavalcanti, Marília Pêra, Maria Cristina, Marinalva, Mabel Serrano, Lilian Fernandes, entre outros.

 

Lígia Rinelli (1966)


Na Companhia Walter Pinto, esteve em, O Diabo Que a Carregue... Lá Para Casa (1961), ao lado de Iris Bruzzi, Brigitte Blair, Costinha, Afonso Stuart, e outros, no Teatro Recreio.

 

Por volta de 1961, também foi foi uma das certinhas do Lalau, ao lado de Anilza Leroni, Dorinha Duval, Sandra Sandré e Iris Bruzzi.

 

Lígia Rinelli e Sandra Sandré (1961)


Posteriormente volta a Boate Freds, aonde atua nas peças, Marco Pólo 61 (1961), ao lado de Nancy Montez, Maurício Loyola, Geny Vanzio, Paulo Celestino, e Marinalva, Mister Momo (1961), ao lado de Dolly Doll, e Copa Town (1961), ao lado de Marinalva, Renato Consorte, Gladys Ibanez, entre outros, Zelão Boca-Rica (1962), ao lado de Grande Otelo, Gina Le Feu, Tutuca, também no Teatro Jardel, e Samba, Carnaval e Cachaça (1963), ao lado de Teresa Costelo, Vanda Moreno, Rosinda Rosa, Brigite Blair, e Ana Maria Soeiro.

 

Na boate, atuou ao lado de nomes como Monsueto Menezes, Rui Cavalcanti, Paulo Celestino, Jorge Loredo, Dilma Cunha, Marinalva, Renato Consorte, Nancy Montez, Maurício Loyola, Geny Vanzio, e outros.

 

Lígia Rinelli (1966)


Retorna a Companhia Walter Pinto, na peça, A Panela ta Fervendo (1963), ao lado de Marinalva, e Tereza Costelo, no Teatro Recreio.

 

Na companhia, esteve ao lado de Iris Bruzzi, Brigitte Blair, Costinha, Afonso Stuart, Marinalva, Tereza Costelo, e outros.

 

Em 11 de Novembro de 1964, parte para a Europa com a caravana musical de Humberto Teixeira. Por seu sucesso no teatro desde seu início de carreira, se torna a embaixatriz do teatro brasileiro na Europa.

 

Odilon Del Grande, Grande Otelo, e Lígia Rinelli (1965)


No ano seguinte, estréia na revista, Samba Quatrocentão (1965-66), ao lado de Grande Otelo, Odilon Del Grande, Mizro Barroso, e Marlene Rosário, no restaurante Rio 1800, em Ipanema, Rio de Janeiro.

 

Posteriormente, atua em shows com Carlos Melo na Boate Michel, ao lado de Zezé Macedo, Carla Nell, Grande Otelo, e outros, em 1967.

 

Um tempo depois, atua na peça, De Olho Nelas (1969), ao lado de Rogéria, José Miziara, Marcia Lustosa, Ricardo Sandrini, e outros, na Boate Michel.

 

No ano seguinte, atua na peça, Com Elas Pra Frente (1970), ao lado de Silva Filho, Brandão Filho, Nilza Magalhães, Manula, e Íris Sena, no Teatro Carlos Gomes.


Lilian Fernandes, Zélia Martins, Teresa Nicols, Carlos Machado, Regina Célia, Lígia Rinelli, e Ester Tracitano (1971)


Em 1971, Carlos Machado volta aos palcos com um espetáculo na Boate Macumba, e recebe uma homenagem de seis das vedetes que ajudou a despontar a carreira. Entre elas Lilian Fernandes, Zélia Martins, Teresa Nicols, Regina Célia, Lígia Rinelli, e Ester Tracitano.

 

Anos depois, esteve em, Week-End (1977), comédia de Noel Cowar, com tradução de Roberto de Cleto, e direção de Alcides Melo, ao lado de Lia Farrel, Guilherme Martins, Margarida Silva, Tânia Aguiar, e Sinval Beltrão, no Teatro Ginástico.

 

Em 1999, suas fotos estiveram na amostra Nostalgia em Revista (1999), de Luiz Cláudio, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, que mostrava fotos de todas as mais famosas vedetes do país, como Dercy Gonçalves, Virgínia Lane, Nélia Paulo, Renata Fronzi, Maria Ompeu, Wilza Carla, Mara Rúbia, Lilian Fernandes, Zélia Hoffman, Anilza Leoni, Berta Loran, Íris Bruzzi, Luz Del Fogo, Norma Bengell, Rosinda Rosa, e muitas outras.

 

Na amostra, também havia informações das peças de revista, os locais aonde aconteceram, os empresários de maior sucesso da época, entre outras informações.

 

TV Tupi (RJ)

 

Na TV, uma de suas primeiras atuações foi na Tupi.

 

Lígia Rinelli (1962)


Entre os programas que participou, está, Qual é O Assunto (1962), ao lado de M. Nazareth, Hamilton Ferreira, Milton Carneiro Clara Beatriz, e outros.

 

TV Rio

 

Em 1962, Wilton Franco foi à Boate Freds, e conheceu Lídia. Após isso, foi pedir a Paulo Celestino que a levasse para a TV Rio. Paulo gostou de Lídia, e levou-a para a emissora para atuar ao seu lado no quadro, Alô, Alô, Benzinho (1962).

 

Lígia Rinelli (1966)


Também participou de outros humorísticos na emissora, como O Show do Golias (1964), e do quadro Gozador, no programa O Riso é o Limite (1964), ao lado de Matinhos e Jaime Barcelos.

 

Esteve na emissora entre 1962 e 1964, tendo nunca sido contratada pela mesma.

 

TV Record

 

Na mesma época, também atuava em São Paulo, na TV Record. Nesse caso, já com contrato. Na emissora, era conhecida como uma das Bom-Bons de Chocolate.

 

TV Excelsior (RJ)

 

Em Maio de 1964, foi contratada pela TV Excelsior do Rio. Na Excelsior, atuou no quadro Baby Doll do programa My Fair Show (1964), ao lado de Marinalva. Ficou na emissora até 1965.

 

TV Rio

 

Lígia Rinelli (1966)


No ano seguinte, esteve no programa de entrevistas com o público masculino, Agora é Que São Elas (1966), ao lado de Carmem Verônica, Eloá Dias, Lúcia Gerck, Glória Cometh, Bilza Benes, Leila Miranda, Wilza Carla e Tânia Sherr. Chegaram a entrevistar, entre outros, Sérgio Porto, Jacinto Figueira (o Homem do Sapato Branco), e Chacrinha.

 

TV Tupi (RJ)

 

De volta à TV Tupi, esteve no programa, Tribunal dos Deuses (1966), ao lado de Melo Júnior, Alberto Perez, e outros.

 

TV Excelsior (RJ)

 

Em 1967, tem mais uma passagem pela TV Excelsior do Rio.

 

TV Bandeirantes

 

No mesmo ano, retorna à São Paulo, e atua no programa, Show de Mulheres (1967), ao lado de Marivalda, Marly Marley, Anick Malvil, Aizita, Vininha de Moraes, e Geraldo Del Rey.

 

TV Rio

 

Anos depois, está de volta à TV Rio, atuando em Musical Milionário (1970), programa de variedades apresentado por ela ao lado de Henrique Laufer.

 

Rede Globo

 

Posteriormente, ingressa na Rede Globo, na qual atuou nas novelas Os Gigantes (1979), Plumas & Paetês (1980), Jogo da Vida (1981), Guerra dos Sexos (1983), e Meu Nome é Coragem (1984).

 

Rádio Mayrink Veiga

 

Em Abril de 1964, foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga para participar do Miss Campeonato (1964-65), em cima do Campeonato Carioca de Futebol, com apresentação de Chico Anyzio, ao lado de Zé Trindade, Matinhos, Alegria, Altivo Diniz, Duarte de Morais, Aldo César, e outros.

 

Vida Pessoal

 

Lígia casou-se aos 17 anos de idade, em 1956.

 

Julio Senna e Lígia Rinelli (1963)


Em 1963, já separada, namorou com Luís Haroldo, assistente de direção artística. Em 1963, também teve um breve namoro com um milionário conhecido como Lopes.

 

Em 1964, adotou um casal de gêmeos, chamados André e Andrea. Em 1964, casou-se com Oscar Batista. Separou-se do mesmo em 1966.

 

Em 1975, fica noiva de Almir Lock, repórter conhecido na época como o Repórter Charme. Na década de 1980, foi casada por dois anos com o ator e dublador Sílvio Navas.

 

Em alguns lugares apareceu apresentada pelo nome de Helenir Guzzi Guatura. Acreditamos que seja algum sobrenome de casada.

 

Dublagem

 

Na dublagem, entrou em 1975, passando por empresas como Herbert Richers, e Peri Filmes. Esteve na profissão até o ano de 1989.

 

Em 1980, foi feito um disco chamado Super-Homem e o Dia Em Que o Maracanã Desapareceu (1980). Nele foi convidado o dublador do Super-Homem do desenho, Gualter de França, e com ele outros dubladores, para interpretar os diversos personagens da história. Entre eles Lígia Rinelli, que foi convidada para interpretar a personagem Mirian Lane (Lois Lane).

 

Raquel Welch


Entre suas dublagens, ficou conhecida por dublar atrizes como Carmen Miranda, Claudia Cardinele, Susan Hayward, entre outras. Foi Janet Leigh em Psicose, Clare Bloom em Luzes da Ribalta, e Raquel Welch em 100 Rifles e O Preço de Um Covarde, alem de vários desenhos, por ter facilidade de fazer vozes infantis.

 

Mulher-Leopardo


Se aposentou por volta de 1996, e foi morar no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Chegou a escrever um livro sobre o Retiro dos Artistas em 2010, mas veio a falecer por essa época, e não sabemos se o livro chegou a ser concluído, ou pelo menos lançado.

 
Trabalhos:

 

Filmes

 

- Raquel Welch em 100 Rifles, e O Preço de Um Covarde
- Terry (Clare Bloom) em Luzes da Ribalta

- Marion Crane (Janet Leigh) em Psicose

- Shirley Delwy (Betty Garrett) em A Bela Ditadora

- Ann Kay (Dawn Addams) em Um Rei em Nova York

- Yvonne La Salle (Helene Heigh) em Monsieur Verdoux

- Tylette (Gale Sondergaard) em O Pássaro Azul

- Kitty (Amanda Blake) em Gunksmoke - A Lei do Revolver

- Vesper Lynd / 007 (Ursula Andress) em Cassino Royale (1967)

- Ann Kay (Dawn Addams) em Um Rei em Nova York

- Nancy Ingersoll (Anne Francis) em De Caniço e Samburá

- Zee James (Hope Lange) em Quem Foi Jesse James

- Jenny Gifford (Terry Moore) em Entre o Céu e o Inferno

 

Desenhos

 

- Mulher-Leopardo em O Desafio dos Super-Amigos

 

Fontes: Silvio Navas, Acervo Pessoal, Todo Teatro Carioca, Baú do Maga, Revista do Rádio, Jornal do Brasil, Diário Carioca, O Cruzeiro, Diário de Notícias, Tribuna da Imprensa, Ergina Regina Esteves, Revista Manchete, Revista Intervalo, Diário da Noite, Correio da Manhã, Jornal do Commercio, Revista do Rádio, Elenco Brasileiro.

Lima Duarte


Arquivo de Som:

Wally Gator em Wally Gator


Biografia:

Lima Duarte foi um dublador Paulistano.

Início

Ariclenes Venâncio Martins nasceu em 29 de Março de 1930 em Sacramento, Minas Gerais. Foi adolescente para Ribeirão Preto, em São Paulo. Posteriormente, foi morar na capital paulista.

Começou a carreira no Rádio em São Paulo ainda bem jovem, desempenhando várias funções, até chegar a radioator.

Rádio Tupi (SP)

Ingressou no rádio em Maio de 1947, na Rádio Tupi, ficando alguns anos na emissora, e partindo para a TV.

Rádio Difusora

Lima Duarte (1959)

Na Rádio Difusora, que fazia parte dos Diários Associados, comandou o programa PRF-Música (1959), aonde desempenhou o papel de Disc-Jóquei, função na qual se apresentava músicas pedidas por ouvintes.

TV Tupi (SP)

Começou na emissora no primeiro dia de transmissão, em 18 de Setembro de 1950. No início, entre outros, atuava no Tele-Teatro de Cassiano Mendes (1951).

 

Entre as primeiras peças de que fez parte, está Todos Os Filhos de Deus Têm Asas (1951), ao lado de Marita Luisi, e Wilma Bentivegna.


Lima Duarte, José Parisi, e Marly Bueno (1952)

Além dos teleteatros, Lima marcou nas telenovelas. Entre elas, temos: Sua Vida Me Pertence (1951), Algemas de Fogo (1951), Rosas Para o Meu Amor (1952), Tudo Contra Ela (1952), com Lia de Aguiar e Dionísio Azevedo, Os Humildes (1953), de Dionísio Azevedo, ao lado de David Neto, Sangue na Terra (1954), O Destino Desce de Elevador (1954), As Aventuras de Red Ringo (1954), O Preço da Vida (1954), Oliver Twist (1955), Caminhos Sem Fim (1955), Engenho das Almas (1955), Posto Avançado (1955), A Derrota (1955), Ciúme (1955), E o Vento Levou (1956), Alma Sem Deus (1956), O Direito de Amar (1956), O Diabo na Corte (1956), com Dionísio Azevedo, entre outras.

Entre 1959 e 1962, dedicou-se principalmente ao seu programa na Rádio Difusora, retornando depois de um tempo as telenovelas. Entre elas, temos: Cleópatra (1962), A Gata, O Direito de Nascer (1964), Gutierritos (1964), o Drama dos Humildes (1964), O Mestiço (1965), Olhos Que Amei (1965), Um Rosto Perdido (1965), Calúnia, A Ré Misteriosa e Os Irmãos Corsos (1966), Paixão Proibida (1967), O Décimo Mandamento, O Rouxinol da Galiléia e Beto Rockfeller (1968), Toninho On The Rocks (1970), As Bruxas (1970), e A Fábrica (1971).

Na novela Algemas de Sangue (1955), aconteceu um fato curioso. Antes dos últimos capítulos, Lima sofreu um acidente de carro na Rodovia Raposo Tavares, próximo a Sorocaba, quando um caminho bateu em seu carro. Lima ficou internado um tempo. Na ocasião, precisava gravar o final da novela, e por conta de sua internação, o roteiro da novela foi mudado, e Lima fingiu estar internado, acabando gravando o último capitulo da novela na cama do hospital.

Lima Duarte e Dionisio Azevedo (1954)

Também atuou no programa Teatro de Vanguarda, atuando em peças, como: Passos Que Sobem (1954), Ladrão de Cavalo (1954), O Idiota (1955), A Perigosa Aventura (1955), Calunga (1956), Os Homens Precisam de Paz (1956), Doze Homens Furiosos (1957), A Cartomante (1957), Os Cegos (1957), e A Mulher do Baiano (1958).

No programa, atuou ao lado de nomes, como Jaime Barcelos, Odete Lara, Lía de Aguiar, David Neto, Márcia Real, Dionísio Azevedo, entre outros.

Lima Duarte (1956)

Em seriados, atuou em dois clássicos do mundo infanto-juvenil: Lever no Espaço (1957), com Dionísio Azevedo, Jaime Barcelos, Turíbio Ruiz, e Rogério Márcico, e Capitão Estrela (1959), com Dionísio Azevedo, e Henrique Martins.

Também atuou no seriado policial: Aponte o Culpado (1959).

Gastão Renê, Flávio Pedroso, Rita Cléos, e Lima Duarte (1963)

Em programas humorísticos, entre outros atuou em: Ah... Legria Kolynos (1963), atuando algumas vezes ao lado de atores, como Rita Cléos, Gastão Renê, Flávio Pedroso, Catalano, Anilza Leoni, Percy Aires, Marcos Plonka, Goulart de Andrade, e muitos outros.

Participou também do programa Mappin-Philco Espetacular (1963), de produção de Ribeiro Filho.

Rita Cléos, Lima Duarte, e Goulart de Andrade (1963)

Também presentou aos domingos o programa Lima Duarte Show (1963), que durou poucos meses.

Na emissora, também escrevia scripts para programas.

De 1964 à 1971, dedicou-se na emissora somente as telenovelas.

Rede Globo

Foi para a Rede Globo em 1972, indo trabalhar pela primeira vez no Rio de Janeiro. Mal Lima sabia que iria trilhar longa carreira em solo carioca.

Entre seus trabalhos, estão, como estavam na TV Tupi, as telenovelas. Entre elas, temos: O Bofe (1972), O Bem-Amado (1972), Os Ossos do Barão (1973), O Rebu (1974), Pecado Capital (1975), Espelho Mágico (1977), Pai Herói (1979), Marron Glacê (1979), Paraíso (1982), Partido Alto (1984), Roque Santeiro 1985), O Salvador da Pátria (1989), Rainha da Sucata (1990), Meu Bem, Meu Mal (1990), Pedra Sobre Pedra (1992), O Mapa da Mina (1993), Fera Ferida (1993), A Próxima Vítima (1995), O Fim do Mundo (1996), A Indomada (1997), Corpo Dourado (1998), Pecado Capital (1998), Uga Uga (2000), Porto dos Milagres (2001, Sabor da Paixão (2002), Da Cor do Pecado (2004), Senhora do Destino (2004), Belíssima (2005), Desejo Proibido (2007), Caminho das Índias (2009), Araguaia (2010-11), Os Experientes (2015), e I Love Paraisópolis (2015).

Na emissora, também participou de teleteatros, como: O Crime do Zé Bigorna (1974), aonde dirigiu, ao lado de Gonzaga Blota, Aplauso (1979), entre outros.

Em minisséries, atuou em: Tenda dos Milagres (1985), O Tempo e o Vento (1985), Giras e Pirosas (1992), Agosto (1993), Engraçadinha... Seus Amores (1995), Seus Pecados (1995), O Auto da Compadecida (1999), e O Quinto dos Infernos (2002).

Cinema

No Cinema, começou ainda na década de 1940. Entre os filmes que atuou, estão: Quase no Céu (1949), Modelo 19 (1952), O Sobrado (1955), (feito pela tupi), Paixão de Gaúcho (1957), O Grande Momento (1957), Chão Bruto (1958), O Rei Pelé (1963), Trilogia do Terror (1968), Guerra Conjugal (1974), A Queda (1976), Contos Eróticos (1976), O Jogo da Vida (1976), Os Sete Gatinhos (1977), O Crime do Zé Bigorna (1977), O Menino Arco-Íris (1979), Kilas, o Mau da Fita (1979), Sargento Getúlio (1983), Lua Cheia (1987), Corpo (Delito 1988), Boleiros - Era Uma Vez o Futebol (1997), A Ostra e o Vento (1997), O Rio de Ouro (1998), Palavra e Utopia (2000), O Auto da Compadecida (2000), Eu Tu Eles (2000), O Preço da Paz (2003), 2 Filhos de Francisco (2005), Depois Daquele Baile (2005), Espelho Mágico (2005), A Ilha do Terrível Rapaterra (2006), Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos (2006), Assalto Ao Banco Central (2011), Família Vende Tudo (2011), Colegas (2012), E a Vida Continua... (2012), e A Busca (2013).

Teatro

No Teatro, esteve nas peças produzidas pelo Teatro de Arena, em São Paulo. Entre elas estão O Testamento do Cangaceiro (1961), com Milton Gonçalves, Nelson Xavier, Riva Nimitz, entre outros, no Teatro de Arena.

 

Os Fuzis da Sra. Carrar (1962), com Ary Toledo, Dina Lisboa, Paulo José, entre outros, no Teatro de Arena.

 

O Tartufo (1964), com direção de Augusto Boal, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, David José, Myrian Muniz, entre outros, no Teatro de Arena.

 

Arena Conta Zumbi (1965), ao lado de Gianfrancesco Guarnieri,  David José, Dina Sfat, Vanya Sant'Anna, Anthero de Oliveira, e outros, no Teatro de Arena.

 

E, O Inspetor Geral (1966), com tradução de Augusto Boal, e Gianfrancesco Guarnieri, e direção de Diná Sfat, ao lado de Paulo de Tarso, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo de Tarso, Yara Amaral, Zeluiz Pinho, entre outros, no Teatro de Arena.

 

O Estranho Casal (1967), Ana Maria Nabuco, Elisabeth Hartmann, Juca de Oliveira, Liana Duval, Osmano Cardoso, Rui Rezende, e outros, no Teatro Ruth Escobar.

 

Em 1969 retorna ao Teatro de Arena,  aonde encenou novamente a peça Arena Conta Zumbi (1969), agora em Nova York, no Saint Clement's Theatre, ao lado de Renato Consorte, Théo de Barros, Vera Regina, e outros.

 

A peça é refeita com outra temática, levando o nome de Arena Conta Bolivar (1970), ao lado Fernando Peixoto, Hélio Ary, Lima Duarte, Renato Consorte, Zezé Motta, no Teatro de Bolso. No mesmo ano, também apresentou a peça na Cidade do México, no México, em Buenos Aires, na Argentina, e em Lima, no Peru. E ao lado de Antônio Marcos, Bibi Vogel, Hélio Ary, Margot Baird, e outros, em Montevidéu, no Uruguai, em 1971.

 

Já no Rio de Janeiro, esteve no ensaio da peça Abajur Lilás (1975), ao lado de Ariclê Perez, Cacilda Lanuza, Osmar Di Piero, e Walderez de Barros. A peça não chegou a estrear por motivos de censura.

 

Bonifácio Bilhões (1975), ao lado de Armando Bógus, Hildegard Angel, e Karin Rodrigues, no Teatro da Praia.

 

Bonifácio Bilhões (1987), com direção e atuação de Armando Bogus, Ana Luísa Folly, e Elizabeth Nunes, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro. Antes de estrear no Rio, a peça viajou pelo Brasil, entre outras passando por São Paulo.

 

Também participou de shows em boates, como foi o caso de De Nero a Zero (1961), ao lado de Dorinha Duval, Flávio Pedroso, Sionara, Nestor Pavani, e Miriam Porciana, na Boate Michel, em São Paulo.


Prêmios

Nas décadas de 1950 e 1960, Lima recebeu diversos prêmios.

Em 1952, ganhou o prêmio como melhor sonoplasta do rádio paulista pelo ano de 1951, feito anualmente pela Associação Beneficente dos Artistas da Rádio Record.

em 1953, foi eleito pela Associação dos Cronistas de Rádio do Estado de São Paulo o melhor tele-ator do ano de 1952.

Em 1954, ganhou o Roquette Pinto como melhor tele-ator do ano de 1953. Também ganhou o Roquette Pinto em 1957, por melhor tele-ator de 1956.

Em 1959, a Rádio Gazeta fez uma pesquisa das pessoas populares da TV, e elegeu Lima Duarte, ao lado de outros artistas, como uma dessas pessoas, lhe presenteando com uma medalha de ouro.

Em 1960, ganhou um prêmio como melhor ator de TV de são Paulo pelo ano anterior.

Entre muitos outros prêmios ao longo da carreira.

Vida Pessoal

Marisa Sanches e Lima Duarte (1956)

No início dos anos de 1950, conheceu a cantora Marisa Sanches (Maria Sanches), também das associadas. Casou-se com Marisa em 1951. Na ocasião, Marisa já tinha uma filha de 1 anos do primeiro casamento, que foi morar com o casal. Mais tarde, essa mesma filha usou o sobrenome do padrasto em sua carreira artística. Ela se chama Débora Duarte. Com Marisa, teve 1 filha: Mônica Duarte (1953). Débora foi casada com Gracindo Junior, com quem teve Daniela Gracindo, e posteriormente se casou com Antônio Marcos, com quem teve Paloma Duarte, que também se tornou atriz. Marisa Sanches também tinha um irmão que trabalhava na TV, era Romeu Sanches, operador na TV Tupi. Lima se separou de Maria em 1961. Maria veio a falecer em 2002, aos 77 anos de idade. Casou-se com RiTVa Yarvinin em 1962, e se separou em 1968. Em 1970, casou-se com Mara Martins, com a qual teve 2 filhos: Pedro Martins, e Júlia Martins. Se separou de Mara em 1989.

Dublagem

Na dublagem apareceu em 1962, ao lado de outros comediantes da TV, como Waldir Guedes, Raimundo Duprat, Gastão Renê, Luís Orione, e Roberto Barreiros, para atuar nos desenhos de Hanna Barbera. O responsável por trazer todos esses talentos, foi Older Cazarré, que estava encarregado da direção de todos os desenhos da empresa.

Manda Chuva, Wally Gator, e Dum-Dum

Suas dublagens mais conhecidas, foram o malandro gato Manda Chuva no desenho de mesmo nome, a segunda voz do amigo de Manda-Chuva, Espeto, o esperto jacaré Wally Gator, e Dum-Dum, o companheiro inseparável de Tuchê em A Tartaruga Tuchê.
 
Lima ficou pouco tempo na dublagem. Chegou a atuar em alguns filmes, mas por volta de 1964, se retina da profissão, para se dedicar integralmente as telenovelas.

Trabalhos:

Filmes

- Capitão Matt Holbrook (Robert Taylor) em Robert Taylor o Detetive
- Hans Beckert (Peter Lorre) em M - O Vampiro de Dusseldorf

Desenhos

- Manda Chuva e Espeto (segunda voz) em Manda Chuva
- Alfie Gator em Patinho Duque
- Wally Gator em Wally Gator
- Dum-Dum em Tartaruga Tuchê

Fontes: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam, Todo Teatro Carioca, Jornal de Notícias - São Paulo, O Governador, Cine Reporter, Il Mascone, Realidade, Jornal da Republica, Nossa Voz, Ego, Wikipédia, Revista do Rádio, Elenco Brasileiro, Hanna Barbera World, Hanna Barbera Wikia, Hero Wikia, Wikipédia.

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