sábado, 30 de março de 2019

Alberto Perez

  

Arquivo de Som:

Balu em Mogli - O Menino Lobo (Longa-Metragem)


Biografia:

Alberto Perez foi uma dubladora Carioca.

Início

Alberto Perez (também conhecido como Alberto Peres) nasceu em 18 de Maio de 1928, na cidade do Rio de Janeiro. Quando criança, estudou violino na escola, e segundo o próprio, se não tivesse se tornado ator, teria sido maestro. Na adolescência, trabalhou como bancário, e foi nessa época que estava no Teatro do Estudante.

Teatro

Alberto Perez

Entrou no Teatro do Estudante do Brasil / Teatro Universitário, em 1942, se apresentando no Teatro Ginásio. A companhia teve em grande parte a direção de Jerusa Camões (a partir de 1943).

Pela companhia, estreou nas peças: Os Romanescos (1942), de Rostand, A Viúva Alegre (1943), com direção de Jerusa Camões e Mario Brasini, ao lado de Milton Carneiro e Mario Brasini, Dias Felizes (1943), com Vanda Lacerda, Jane Gipsy, e Mario Brasini, Romeu e Julieta (1945), e Gonzaga (1947).

Comitantemente com o Teatro do Estudante, também participava da Companhia Bibi Ferreira. No grupo, começou também em 1942. Na companhia, esteve nas peças: É Proibido Suicidar-Se na Primavera (1942), com Hamilton Ferreira, A Carreira da Zuzu (1945), ao lado de Sady Cabral, Delicioso Veneno (1945), e Bonde da Laite (1945), ao lado de Bibi Ferreira, Mesquitinha, e outros.

Em 1946, ingressa na Companhia Maria Sampaio, atuando ao lado de atores, como Castro Viana, Rodolfo Mayer, Maria Sampaio, Wahita Brasil, Altivo Diniz, e outros. Na companhia, esteve fazendo as peças: Perfídia (1946), A Família Barrett (1946), e Uma Mulher Sem Importância (1946)

Logo em seguida, atua nas peças: Mistério (1946), na Companhia Valter Sequeira, Quero Ser Feliz (1947), ao lado de Vitória Régia, O Garçom do Casamento (1947), da Companhia de Comédias Mesquitinha, e Ser Ou Não Ser (1947), de José Wanderley e Mário Lago.

Alberto Perez (1945)

Em 1947, funda ao lado de Mário Brasini (que encabeçava o grupo), Vanda Lacerda, Milton Carneiro e Íris Del Mar a Companhia Os Artistas do Povo, que não chegou a durar 1 ano. Com a companhia, Alberto e seus companheiros percorreram o Brasil. Entre as peças que participou na companhia, estão: O Amor Que Não Morreu (1947), e Um Raio de Sol (1947).

Também em 1947, é contratado pela companhia Companhia Barreto Junior, ao lado de Íris Del Mar, para ingressar na mesma para apresentações no norte do país, como em Manaus, por exemplo, mas obtemos confirmação se de fato eles estrearam na companhia.

Em 1949, participa no Festa Shakespeare, no Teatro dos Doze, ao lado de Sônia Oiticica e Paulo Porto, dois ícones da época, que interpretavam Romeu e Julieta, além de Sérgio Cardoso, Maria Fernanda, Ambrósio Fregolente e outros, que interpretando Hamelet.

Ainda no mesmo ano, ingressa na Companhia Aimée, na peça: Minha Prima Polonesa (1949).

Em 1950, entra na Companhia Eva Todor, sendo uma das companhias que mais Alberto trabalhou. Entre as peças que atuou na companhia, estão: Ai Tereza (1950), com Arthur Costa Filho, A Moral Vem Depois (1950), com Elza Gomes, Afonso Stuart, Villon, Braga, e Iris Del Mar, Bagaço (1951), de Joracy Camargo, ao de Íris Del Mar, A Amiga da Onça (1951-52), ao lado de Afonso Stuart, A Mancha (1952), com Pedro Bloch, e O Freguês da Madrugada (1952), com Jorge Doria, e Afonso Stuart.

Depois esteve nas peças Que Mulher! (1952), com Carlos Tovar, pela Companhia Aimée, Carroussel Paulista (1954), com Dorinha Duval, Hamilton Ferreira, e Chocolate, e Sua Majestade, o Amor (1954), com Consuelo Leandro, Anilza Leoni, Hamilton Ferreira, e Chocolate.

Também em 1954, trabalha em teatro de revista na Boate Night And Day, encerrando seu contrato um tempo depois no mesmo ano, por conta do enorme trabalho que tinha na televisão.

Posteriormente, retorna à Companhia Bibi Ferreira, aonde atua na peça: Senhorita Barba Azul (1955).

Alberto Perez, Aimée, e Carlos Duval (1956)

Um tempo depois, esteve novamente na Companhia Aimée, com a peça: Os Dois Maridos de Madame (1956), ao lado de Aimée, e Carlos Duval.

Em 1957, participou da homenagem aos 25 anos de carreira do colega Armando Nascimento, interpretando as peças A Ceia dos Cardiais (1957), ao lado de atores do rádio, TV e teatro, e A Severa (1957), ao lado do elenco do programa da TV Tupi, Câmera Um, no Teatro República.

Por conta principalmente da televisão, fica 13 anos longe do teatro, retornando na peça Senhora na Boca do Lixo (1968), com Eva Todor, Lúcia Delor, Suzy Arruda, Álvaro Aguiar, Eduardo Dolabella, Paulo Navarro, e Elza Gomes.

Em 1968, entra para a Companhia Antonio de Cabo, atuando nas peças: Crime Perfeito (1968-69), ao lado de Tereza Raquel, Rubens de Falco, Cécil Thiré, e Ari Fontoura, Catarina da Rússia... Naturalmente! (1969), com Dulcina de Moraes, Tereza Rachel, Lourdes Mayer, e Rubens de Falco, Meu Bem, Como é Que Eu Posso Ouvir Você Com a Torneira Aberta? (1969-70), Dulcina de Moraes, e Ari Fontoura.

Posteriormente atuou nas peças: Pai de Hippie Não Tem Vez (1970), Roberto Pirillo, e Arlette Salles, Deixe a Tristeza de Lado (1978), direção de Antônio Abujamra, ao lado de Jorge Dória, Iris Bruzzi, Classe Média (1978), com Jorge Dória, Iris Bruzzi, e Catalano, e Festival de Ladrões (1979-80), com André Villon.

TV Tupi (RJ)

Na TV, começou na TV Tupi em 1951.

Nesse mesmo ano, participou de várias produções, como no Grande Revista Philco: O Samba Foi Viajar (1951). Vieram também os Tele-Teatro: Surpresas do Divorcio (1951), com Lourdes Mayer, com direção de Olvado de Barros. E programas especiais, como História do Teatro Brasileiro: O Badejo (1951), com Paulo Porto, Jací Campos e Fernanda Montenegro, entre outras.

Esteve também no Teatro Policial, fazendo: O Degrau (1951), com Paulo Porto, Luiza Nazareth, e Ambrósio Fregolente, e no Programa Policial: Seja Você Detetive (1951), com Fernanda Montenegro, Sadí Cabral, Ambrósio Fregolente, Paulo Porto, Miguel Rosenberg, Antônio Patiño, e narração de Luís Jatobá, entre outras.

Alberto Perez (1955)

Em novelas, começou em 1953, tendo participado por 17 anos desse gênero na emissora. Entre elas, estão: Eu, a Mulher e Os Filhos (1953), As Professoras (1955), Um Passo no Escuro (1956), Se Eles Voltarem (1956), Moreninha (1956), A Aranha Prateada (1956), vivendo o papel de Gustavo adulto, vivido em criança por Cleonir dos Santos, O Dragão de Ouro (1958), Primavera (1958), A Canção de Bernadette (1958), Trágica Mentira (1959), A Triste Canção do Vento (1959), A Cidadela (1959), O Retrato de Laura (1969), Enquanto Houver Estrelas (1969), e E Nós Aonde Vamos? (1970).

Alberto Perez (1954)

Em programas na emissora, esteve em: Grande Show Regina (1954), ao lado de Renata Fronzi, Miguel Rosenberg, José Vasconcelos, e grande elenco, Show Dixie (1956), com Anilza Leoni, Sonhos Musicais Probel (1958), Tribunal dos Deuses (1965), ao lado de Lígia Rinelli, Bibi Ao Vivo (1971), com Bibi Ferreira, Teresa Raquel, e Rubéns de Falco, entre outros.

Participou também do Grande Teatro Infantil, fazendo: Aventuras de Pinocchio (1956), com Ítalo Rossi, O Falso Valente (1957), entre outros. Também esteve nos Espetáculos Tonelux, e no Teatrinho TV, fazendo: O Galã de Cinema (1958), entre ouros. Outro programa foi Sonata a Quatro Mãos: A Sombra (1959), entre outras.

Outro dos grandes programas da emissora, foi o Teatro Walita, aonde fez: Silêncio, Noite (1956), com Sônia Oiticica, e Maurício Sherman, O Assalto (1958), com Álvaro Aguiar, Thereza Amayo, Maurício Sherman e Elísio de Albuquerque, A Caixinha de Música (1958), com Lourdes Mayer e Álvaro Aguiar, Domingo Tempestuoso (1958), com Cleonir dos Santos, O Assalto (1958), com Renato Restier, Roberto Duval, e Américo Luiz, Alguém Precisa Pagar (1958), com Ida Gomes, Paulo Padilha, Ribeiro Fortes, O Caso Craddock (1958), com Heloisa Helena, Ioná Magalhães, e Ribeiro Fortes

Participava também de programas especiais, como o de final de ano, Feliz Ano Novo (1957), ao lado de Gessy Santos, Nair Amorim, e Paulo Max, entre outros.

Alberto Perez e Conchita Mascarenhas (1958)

Participou por alguns anos de peças no importante programa Teatro de Equipe, fazendo: As Doutoras (1958), 3.200 Metros de Altitude (1958), O Processo de Mary Duncan (1958), Sangue do Meu Sangue (1958), Quinteto da Morte (1959), Um Loura Oxigenada (1959), Ídolo Caído (1959), Divino Perfume (1959), Arco do Triunfo (1959), Sunset Boulevard (1959), Quinteto da Morte (1959), entre outras.

Também tivemos outro programa de grande importância na emissora, Teatro de Comédia, fazendo: A Estranha Conquista (1958), Sindicato dos Maridos (1958), Hás de Ser Minha (1958), A Tal do Segundo Andar (1958), Beija-Me e Verás (1958), A Sombra (1959), entre outras.

Seguindo a linha no Teatro de Equipe e o Teatro de Comédia, temos o Teatro Romance, aonde atuou em: Casablanca (1958), Lídia (1958), no qual também dirigiu, As Quatro Penas Brancas (1958), Tudo Isto e o Céu Também (1958), Dois Contra Uma Cidade Inteira (1958), entre outras.

Alberto Perez, Aliomar de Matos, Yoná Magalhães, Herval Rossano, e Nair Amorim (1959)

No Teatro Romance também foi diretor de peças, como: Meu Filho, Meu Filho (1958), Seu Único Pecado (1958), entre outros. Também dirigiu elenco e ensaio no programa, ao lado de Mario Provenzano, e Carlos Duval. Como diretor, também dirigiu outras produções no canal, como o programa O Riso Mora Ao Lado (1967), de Roberto Silveira, com Ema D'Ávila, entre outros.

Também participou de outro programa famoso na emissora, chamado Câmera Um: Candidato a Defunto (1958), entre outras.

Em seriados, esteve no famoso O Falcão Negro (1959).

Um curiosidade, Alberto foi produtor na emissora no início da década de 1950, usando o pseudônimo de Alberto Fernandez.

Também chegou a ser produtor na emissora, tendo produziu e adaptado o famoso programa de rádio, Incrível, Fantástico, Extraordinário (1964), marcando a volta de Almirante a carreira artística. Almirante apresentava esse programa na Rádio Tupi, quando em 1957 teve problemas de saúde que o afastaram da profissão.

Outros dos programas que participou foi Clube dos Morcegos, fazendo: Sete Gerações (1965), ao lado de Altivio Diniz, Bruno Neto, Suely Franco, e Jomeri Pozzoli, entre outros, e Teatro de Novela Coty, fazendo: Feliz Ano Novo (1957), entre outros.

Desenho de Alberto Perez

Outra marca da TV Tupi foram os programas de comédia. Alberto se fez presente em vários, como Os Comediantes (1967), ao lado de Jorge Loredo, Brandão Filho, Alberto Perez, Neyda Aparecida, Rachel Martins, e grande elenco, Zé Bonitinho, o Agente Atômico (1968), ao lado de Brandão Filho, Neide Aparecida, Zé Trindade, Raquel Martins, Alberto Perez e outros, Balança Mas Não Cai (1972), ao lado de Brandão Filho, Gracindo Junior, Paulo Celestino, Orlando Drummond, Zé Trindade, José Vasconcellos, Nair Belo, Costinha, Renato Aragão, Castrinho, Wellington Botelho, José Santa Cruz, entre outros.

TV Paulista

Em 1958, teve uma breve passagem pela TV Paulista em São Paulo, aonde participou do programa Câmera Um, na peça: O Paralítico (1958), entre outros. Retorna ao Rio poucas semanas depois.

TV Globo

Em 1975, entra para a Rede Globo.

Alberto Perez em Vejo a Lua no Céu (1976)

Inicialmente, começa a atuar em novelas na emissora. Entre elas, estão: Senhora (1975), Vejo a Lua no Céu (1976), Duas Vidas (1976-77), Terra do Sem Fim (1981), A Gata Comeu (1985), Quem é Você? (1996), e Terra Nostra (1999).

Alberto Perez

Em programas humorísticos, esteve presente em: Chico City (1977), Os Trapalhões (1982), Chico Anysio Show (1996), entre outros.

Em séries, teve pequenas participações, como em: Plantão Policial / Plantão de Polícia (1981), Bem Amado (Série) (1982), Terça Nobre (1995), Você Decide (1996), Caminho do Vento (1996), entre outros.

Cinema

O Homem do Sputnik (1959)

No cinema, começou na década de 1940, e fez filmes por um período de 17 anos. Entre os filmes que atuou, estão: Gente Honesta (1944), Sob a Luz do Meu Bairro (1946), O Primo do Cangaceiro (1955), Com Água na Boca e Fuzileiro do Amor (1956), A Canção de Bernadete (1957), O Homem do Sputnik (1959), Mulheres, Cheguei! (1959), Dona Xepa (1959), Teus Olhos Castanhos (1961), e Bom Mesmo é Carnaval (1962).

Rádio Tupi

Teve uma breve passagem na emissora, por volta de 1955/56, já que pertencia ao Grupo Diários Associadas, donos da TV e Rádio Tupi.

Vida Pessoal

Alberto Perez, Carlos Perez e Eny Perez (1957)

Na vida pessoal, Alberto, segundo muitos sites, foi casado com sua companheira de teatro, Íris Del Mar, por volta de final dos anos de 1940, início dos anos de 1950, porém não encontrei nenhum relato sobre isso em minhas pesquisas. Íris namorou em 1952, o ator e cantor Cláudio Novelli.

Por volta de 1951, conhece Eny Mendonça (posteriormente Eny Perez), moça da alta sociedade carioca. Na época, tinha voltado há poucos de Portugal com a Companhia Eva Todor. Casa-se em 1952. Na ocasião, ingressava a Companhia Aimée. Namorou, noivou e se casou com Eny em apenas 1 ano e meio. Em 1953, nasceu seu filho, Carlos Perez.

Prêmios

ganhou o prêmio de melhor tele-ator do Brasil do ano de 1955, pelo prêmio Melhores da Televisão, feito pela revista Radiolândia.

Outros

Foi entrevistado no programa Front Page, na TV Educativa em 1994.

Dublagem

Como dublador entrou no começo dos anos de 1960, passando principalmente pela CineCastro e Herbert Richers.

Entre suas dublagens se encontra o urso Balu no clássico longa-metragem da Disney, Mogli - O Menino Lobo, foi o Senhor Barra Funda no desenho de Jerry Lewis, no clássico de Western foi Donaldson interpretado por Giuseppe Addobbati em O Dólar Furado, entre muitos outros.

Balu em Mogli - O Menino Lobo

Como diretor dirigiu em varias casas, principalmente na Herbert Richers, tendo em seu currículo a direção de séries como Carro Comando, Casal 20, Chumbo Grosso, Magnum, entre outros. Também foi diretor de dublagem na Peri Filmes.

Diretor de Dublagem de Magnum, na Herbert Richers

Permaneceu na dublagem até o final dos anos de 1980.

Falecimento

Veio a falecer em 2002.

Trabalhos:

Desenhos

- Balu em Mogli - O Menino Lobo (Longa-Metragem)
- Sr. Barra Funda em Jerry Lewis (Desenho)
- Doutor Furutsuki em Zoran, o Garoto do Espaço

Filmes

- Donaldson (Giuseppe Addobbati) em O Dólar Furado
- Banjo (Jimmy Durante) em Satã Janta Conosco (DVD)
- Sir Simon Flaquer (Charles Coburn) em Agonia de Amor
- Cornelius Cobb (Lionel Stander) em O Galante Mr. Deeds
- O Coronel (Walter Brennan) em Adorável Vagabundo
- Banjo (Jimmy Durante) em Satã Janta Conosco (Segunda Dublagem)

Séries

- Reese Bennett (Neville Brand) em Laredo

Trabalhos de Direção de Dublagem

Filmes

- O Homem de Seis Milhões de Dólares
- Superman - O Filme
- Os Grandes Heróis da Bíblia
- O Vento e o Leão

Séries

- Magnum
- Carro Comando
- Casal 20
- Chumbo Grosso

Fontes: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam, Correio da Manhã, O Jornal, A Noite, O Cruzeiro, Revista do Rádio, Jornal do Commercio, Augusto Bisson, Carlos Amorim, IMDB.

Milton Luís



Arquivo de Som:

Brutus em Popeye


Biografia:

Milton Luís foi um dublador Carioca.
 
Milton Luís Martins nasceu em 26 de Dezembro de 1931, na cidade do Rio de Janeiro.
 
Cinema
 
Começou sua carreira artística no cinema, com apenas 18 anos de idade, no filme Fogo na Canjica (1948).
 
Milton Luís e Carlos Dolabella em Carnaval Barra Limpa (1967)
 
Posteriormente atuou nos filmes Ângela (1951), Samba (1965), Essa Gatinha é Minha (1966), Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), Carnaval Barra Limpa (1967), Como Ganhar na Loteria Sem Perder a Esportiva (1971), e Jorden Er Flad (1977).
 
 
Milton em Como Ganhar na Loteria Sem Perder a Esportiva (1971)
 
Uma curiosidade. Em 1965, já com a facilidade em dublar, fez um falsete e dublou a atriz Sonia Clara no filme O Grande Sertão.
 
Teatro
 
Entre todas as vertentes artísticas que trilho, o Teatro sem dúvida foi uma das mais intensas dela. Começou oficialmente no teatro na Companhia Dercy Gonçalves (CDG), na peça A Mansão dos Silêncios Profundos (1954), no Teatro Glória.
 
Milton Luís (1954)

Pela companhia, atuou nas peças Um Marido, Pelo Amor de Deus! (1954), ao lado de Dercy Gonçalves, Eugenia Levy, Francisco Dantas, Jackson de Souza, Jorge Diniz, Milton Luiz, Nena Napoli, Waldir Maia, no Teatro Glória.

 

Lucrécia Bórgia (1955), ao lado de Cataldo, Déa Silva, Dercy Gonçalves, Domingos Terras, Jorge Diniz, Luiz Tito, Nena Napole, Roberto Duval, Waldemar Rocha, no Teatro Glória.

 

E, Miss Tarada (1956), ao lado de Waldemar Rocha, e Renato Consorte, no Teatro Glória.

 

No ano seguinte, ingressa na companhia Os Artistas Unidos, aonde atua na peça Loucuras de Mamãe (1957), ao lado de Adriano Reys, Henriette Morineau, Laura Suarez, e Theresa Amayo, no Teatro Copacabana.

 

De volta a Companhia Dercy Gonçalves, atua nas peças Dona Violante Miranda (1958), ao lado de Palmeirim Silva, Luiz Cataldo, Luiz D'Avila, e Lana Alba, e A Sempre Viva (1958), ambas no Teatro Rival.

 

No mesmo ano, vai para São Paulo, aonde atua na companhia Teatro Moderno de Comédia, de Danilo Bastos, na peça Society em Baby Doll (1958), ao lado de Araçary de Oliveira, Ed. Castro, Evelin Barré, Floramy Pinheiro, Iolanda Cardoso, Luciano Gregory, Manoel Carlos, Marlene Rocha, Mauricio Nabuco, Milton Morais, Rita Cléos, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo.

 

De volta ao Rio, atua na companhia de Alda Garrido, na peça Cinderela de Caxias (1959), ao lado de Delorges Caminha, Glória Cometh, João Boavista, Paulo, e Cecy Medina,no Teatro Rival.

 

Mais uma vez de volta a companhia de Dercy Gonçalves, atua nas peças La Mame / La Mamma (1960), ao lado de Manuel Pêra, Eleonor Bruno, Atila Iorio, Elísio de Albuquerque, entre outros, no Teatro Rival, e A Mãe do Belo Antônio (1961), remontagem de La Mamma, ao lado de Hugo Sands, no Teatro de Bolso.

 

Em 1963, passava brevemente pelo Teatro Nacional de Comédia (TNC), aonde atuou na peça As Loucas de Mamãe (1963), ao lado de Eleonor Burno, Osvaldo Louzada e Laura Suarez.

 

Posteriormente atuou nas peças A Escada (1963), ao lado de Mário Lago, Maria Pompeu, Paulo Carvalho, Vanda Lacerda, Gracindo Junior, e Mário Monjardim, no Teatro do Rio.

 

Os Direitos da Mulher (1963), ao lado de Margarida Rey, Sérgio Viotti, Jardel Filho, Márcia de Windsor, Teresa Rachel, Iolanda Cardoso, Maria Regina, Raul da Matta, e Nestor Montemar, no Teatro Ginástico.

 

Os Filhos Terríveis (1963), pela Companhia Antônio de Cabo, ao lado de Beatriz Veiga, Vanda Lacerda, Érico Freitas, Sadi Cabral, Gulherme Diecken, Joel Vidal, entre outros, no Teatro Jovem.

 

Antígona (1964), ao lado de Vanda Lacerda, Oswaldo Louzada, Luiz Linhares, Carmem Silva, Nathália Timberg, e Guilherme Biecken, no Teatro Carioca.

 

E, Plantão 21 (1964), ao lado de Graça Melo, Paulo Padilha, Dirce Migliaccio, Waldir Fiori, e Mário Lago, no Teatro do Rio.

 

Em 1965, entra para a Companhia O Círculo, fundada por Maria Pompeu, Cléber Macedo, e Shulamith Iaari, tendo sido esse seu primeiro contato com o teatro infantil.

 
Elenco de Pirlipatinha e o Quebra Nozes (1965)
 
Na companhia, atuou na peça Pirlipatinha e o Quebra-Nozes (1965-66), de Geni Marcondes, ao lado de Maria Pompeu, Sérgio Mamberti, Norma Blum, Kleber Macedo, e outros, no Teatro Copacabana. Peça essa que lhe rendeu o prêmio de melhor ator de teatro infantil de 1966.
 

Posteriormente atua em algumas peças, como A Prostituta Respeitosa (1966), produzido por Fábio Sabag, ao lado de Darlene Glória, Delorges Caminha, Oscar Filho, e outros, no Teatro do Rio.

 

Ou Isto Ou Aquilo (1966), de Roberto de Cleto, poema de Cecília Meirelles, ao lado de Hélio Ari, Márcia Alvez, Teresa Costa, Katia Stamato, Mauro Braga, e Léa Iani, no Teatro Glauco Gill. Produção do Teatro Maria Fernanda.

 

O Mosquito Que Escreve (1966), de Roberto de Cleto, com poesia de Cecília Meirelles, ao lado de Hélio Ari, Teresa Costa, Maria Reis, Mauro Braga, e Katia Stamato, no Teatro Maria Fernanda, com produção do próprio teatro.

 

Oh, Papai, Pobre Papaizinho, Mamãe Te Pendurou no Armário e Eu Estou Muito Tristinho (1966), de Arthur Kopit, dirigido por Roberto de Cleto, ao lado de Delorges Caminha e outros, no Teatro de Bolso.


E, Deus Lhe Pague (1967), de Joracy Camargo, ao lado de André Villon, no Teatro Serrador.

Retorna a uma peça infantil em Dona Baratinha Quer Casar (1967), no dia 25 de Março, dirigida por Nilton Parente, ao lado de Fábio Camargo, Luís Edmundo, Nanci Marques, Vera Lee, e outros, no Teatro Pax. Em Abril, ao lado do mesmo elenco estréia na peça A Galinha dos Ovos de Ouro (1967), também no Teatro Pax.
 

Na Companhia Grupo de Teatro Clássico (GTC), atua na peça A Megera Domada (1967), ao lado de Carlos Vereza, Hélio Ari, Jaime Barcelos, Marília Pêra, Gracindo Junior, Carlos Vereza, e outros.

 

A mesma peça foi refeita em 1986-87, mas com com Angélica Mueller, Cleber Sanches e Jeffersin Wingert, diferente do que é contado em outros sites, afirmando que o mesmo elenco de 1967 participou da reedição da mesma. Informações essas confirmadas pelo Jornal do Brasil.

 

No mesmo ano atuou na peça O Segundo Tiro (1967), ao lado de Fábio Sabag, Cecil Thiré, Márcia de Windsor, Sebastião Vasconcellos, e outros, no Teatro Ginástico.

 

E na comédia musical O Vale (1967), de Luis Cláudio Curi, ao lado de Shulamith Iaari, com quem havia trabalho em 1965-66, Ruth Mezeck, o Conjunto PCB-3, e outros, no Teatro Miguel Lemos.

 
O Coelinho Pitomba (1967)
 
Ainda no mesmo ano, com o sucesso inesperado com o público infantil, que até lhe rendeu um prêmio, decide escrever e participar de sua própria peça infantil, O Coelho Pitombo (1967-71), peça que ficou em cartaz por mais de quatro anos, sempre no Teatro de Arena da Guanabara.
 
Elenco de 1970 de O Coelho Pitomba
 

O primeiro elenco da peça foi Leila Jorge, Antônio Miranda, Walney Viana e o próprio Milton Luís, com direção de seu colega de outros trabalhos teatrais, Roberto de Cleto. Em 1969, entra no lugar de Leila Jorge, a rádioatriz e dubladora, Cordélia Santos. Posteriormente o elenco da peça foi mudando, e Milton não participou mais como ator, participando apenas, suponho eu, como diretor ou orientador de elenco.

 

No início dos anos de 1970, em uma mesa de amigos no Bar Zeppelin, no Rio, Milton disse feliz sobre os 35 meses ininterruptos da peça aos domingos e sempre com grande lotação: "Nem eu entendo mais!".

 

A peça chegou a ser interpretada por uma companhia em 1988, chamada Companhia Teatral Falk.

 

Em 1968, atua em Salomé (1968), ao lado de Marco Nanini, Paulo Gracindo, Iolanda Cardoso, Fernando Bezerra, Marco Nanini, Labanca, e grande elenco, no Museu de Arte do Rio de Janeiro.

 

A Bruxinha Jovem (1968), surge logo depois, também de sua autoria, sendo essa mais uma peça infantil em que Luís se empenhou. A peça estreou no Arena Clube de Arte.

 

No mesmo ano, em 28 de Junho, estréia a peça Tiradentes Revistado / Arena Contra Tiradentes (1968), aonde atuou ao lado do colega de dublagem, Antônio Patiño, e dos atores e atrizes José de Freitas, Taís Muniz Portinho, Celso Marques, Maria Teresa Barroso, e outros, no Teatro Carioca.

 

Em seguida atua no espetáculo Irma La Douce (1968), ao lado de Teresa Amayo, Cecil Thiré, e Magalhães Graça que atuaram na parte musical, aonde Luís apenas atuou. A peça foi levada ao Teatro Ginástico, pela Companhia Antônio do Cabo.

 

Em 1970, foi convidado por Alda Garrido, para reestrear seu antigo sucesso Maria Fofoca, ao lado de Francisco Dantas e grande elenco, porém a atriz acaba falecendo antes do início da mesma.

   

Em 1971, sua peça A Bruxinha Jovem / A Bruxinha Jovem Guarda (1971) retorna aos palcos, tendo dois anos depois retornado com o mesma, ambas no Teatro de Arena da Guanabara.

 

Sua bem sucedida peça, O Coelho Pitomba (1976-77), retorna aos palcos pelo Teatro da Galeria, ficando por quase dois anos em cartaz. Milton atua como diretor da peça na ocasião.

 

Sua última atuação no teatro foi em Entre Quatro Paredes / Huis Clos (1977), ao lado de Otávio Augusto, Vanda Lacerda e Susana Vieira, no Teatro Senac.

 
TV
 
Iolanda Cardoso, Meri Lino, Carmen Artigas, Milton Luís e Vlade Vitor (1958)

Na TV teve breve participações, como na TV Rio, na peça infantil Macaquito e o Delagado (1958), ao lado de Iolanda Cardoso e outros, e por volta de 1966, atuando na TV Tupi, também no Rio de Janeiro.
 
Prêmios
 
Em 1966, foi premiado como melhor ator de teatro infantil do país pela peça Pirlipatinha e o Quebra-Nozes, peça essa que o levou ao mundo das peças infantil.
 
Vida Pessoal
 
Por volta de 1965, teve um breve romance com a atriz Mária de Brito.
 
Curiosidades
 
Milton chegou a se formar como contador, mas por conta da carreira no teatro não seguiu essa profissão.
 
Nomes Iguais
 
Havia no Paraná um locutor chamado Milton Luís Pereira, da Rádio Clube Paranaense, que parece ter trabalho para o Jornal do Brasil do Rio de Janeiro nos anos de 1960.
 
Também havia um famoso major do exército e da polícia nos anos de 1950 e 1960, chamado Milton Luis Kruge.
 
Dublagem

Na dublagem, acredito que tenha entrado entre 1960 e 1962, na Riosom. Posteriormente ingressou na CineCastro, aonde dublava constantemente, e na Telecine, aonde atuava em muitos trabalhos como protagonista.
 
Brutus em Popeye
 
Na Herbert Richers ingressou também nos anos de 1960, tendo seu primeiro grande trabalho sido feito em uma produção da MGM, chamada Popeye em 1966, aonde fazia a voz do Brutus. Coincidentemente foi o ano que ganhou no teatro seu primeiro prêmio como melhor ator de peça infantil daquele ano. Seu caminho na dublagem não foi diferente de no teatro, era muito requisitado em fazer personagens do mundo da animação.
 
Apesar da atuação nos anos de 1960 na Herbert, só foi se tornar mais atuante no final dos anos de 1970, início dos anos de 1980, quando as outras empresas faliram, e outras diminuíram consideravelmente seu volume de trabalho.
 
entrou no início dos anos de 1960 na Riosom. Passou pela CineCastro e Telecine, e chegou a Herbert Richers, no qual fez carreira. Dublou por mais de 20 anos na Herbert Richers, em todos os tipos de produções. Milton tinha uma voz forte e grossa e por essa questão era muito requisitado para fazer vilões em filmes e desenhos.

Lex Luthor em Super Amigos
 
Entre seus personagens, estão Cachorrão em É o Lobo!, Quadrado em O Urso do Cabelo Duro, Ralph na primeira dublagem de Papai Sabe Nada, Redondo em Treme-Treme, Falsão em Zé Colméia - A Corrida Espacial, Lex Luthor em Super Amigos, a segunda voz do Rufus Lenhador em Corrida Maluca, Edgard em Aristogatas, Chefe 000 em Robobos, Pépe Gambá em Especial de Páscoa do Pernalonga, Brutus em Popeye de 1966 até o início dos anos de 1980, entre outros.
 
Ricardo Montalban
 
Em filmes fez o ator Ricardo Montalban nos filmes A Fuga do Planeta dos Macacos, A Conquista do Planeta dos Macacos, além da série A Ilha da Fantasia.
 
Além disso foi a voz do Coronel Owens interpretado por Carl Benton Reid em A Fuga do Forte Bravo, Mendéz interpretado por Paul Richards em De Volta Ao Planeta dos Macacos, General Aldo interpretado por Claude Akins em A Batalha no Planeta dos Macacos, Sargento interpretado por Cy Kendall em Tarzan - Contra o Mundo, Hugo Simon interpretado por Claude Dauphin em Grand Prix, Georges de Valmorim interpretado por Lewis Stone em Scaramouche, Asa Worthen interpretado por Robert Burton em Todos Os Irmãos Eram Valentes, Booker interpretado por Ross Elliott em Os Guerreiros Pilantras, Dr. Burton interpretado por Edgar Buchanan em Papai Batuta, Little George interpretado por Merlin Olsen em Jamais Foram Vencidos, Fred Bixby interpretado por Russell Simpson em Sete Noivas Para Sete Irmãos, Nikko Regas interpretado por Paul Henreid em Quando Explodem As Paixões, Turkish Bey interpretado por José Ferrer em Lawrence da Arábia, Senhor Harley interpretado por Frank Conroy em O Dia Em Que a Terra Parou, entre outros.

Em séries fez o Coronel Sherman T. Potter interpretado por Harry Morgan em M.A.S.H, e a segunda voz do Sr. Roarke interpretado por Ricardo Montalban em A Ilha da Fantasia, entre outros.
 
Em 1991, foi contratado pelo Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro, para interpretar o Papai Noel conversando com as crianças por telefone, no estabelecimento.
 
Milton afastou-se da dublagem no início dos anos de 1990.

Milton já é falecido.
 
Trabalhos:
 
Filmes
 
- Ricardo Montalban em A Fuga do Planeta dos Macacos, A Conquista do Planeta dos Macacos
- Coronel Owens (Carl Benton Reid) em A Fuga do Forte Bravo
- Mendéz (Paul Richards) em De Volta Ao Planeta dos Macacos
- General Aldo (Claude Akins) em A Batalha no Planeta dos Macacos
- Sargento (Cy Kendall) em Tarzan - Contra o Mundo
- Hugo Simon (Claude Dauphin) em Grand Prix
- Ted Gary, Mordomo (Forrester Harvey) em Mares da China
- Georges de Valmorim (Lewis Stone) em Scaramouche
- Asa Worthen (Robert Burton) em Todos Os Irmãos Eram Valentes
- Booker (Ross Elliott) em Os Guerreiros Pilantras
- Padre (Giancarlo Cobelli) em A Megera Domada
- Dr. Burton (Edgar Buchanan) em Papai Batuta
- Comissário de Polícia Hary (John Mcintire) em O Segredo das Jóias
- Little George (Merlin Olsen) em Jamais Foram Vencidos
- Âncora do Jornal (Jack Latham) em A Fantástica Fábrica de Chocolate (1ª Dublagem)
- Fred Bixby (Russell Simpson) em Sete Noivas Para Sete Irmãos
- Sr. Digby, do Escritório de Patentes (Harry Hayden) em A Bomba
- Nikko Regas (Paul Henreid) em Quando Explodem As Paixões
- Turkish Bey (José Ferrer) em Lawrence da Arábia
- Senhor Harley (Frank Conroy) em O Dia Em Que a Terra Parou
 
Séries
 
Col. Sherman T. Potter (Harry Morgan) em M*A*S*H
Sr. Roarke (Ricardo Montalban) (segunda voz) em A Ilha da Fantasia
 
Desenhos
 
- Cachorrão em É o Lobo!
- Quadrado em O Urso do Cabelo Duro
- Sr. Gambázius (em apenas um episódio) em Os Mussarelas
- Ralph Kane em Papai Sabe Nada (1ª Dublagem)
- Redondo em Treme-Treme
- Falsão em Zé Colméia - A Corrida Espacial
- Lex Luthor em Super Amigos
- Duque Duralumínio (primeira voz) em A Princesa e o Cavaleiro
- Rufus Lenhador (segunda voz) em Corrida Maluca
- Edgar em Aristogatas (Longa-Metragem)
- Chefe 000 em Robobos
- Dr. Madro's em Josie e As Gatinhas
- Brutus em Popeye
- Pepe Le Pew em Especial de Páscoa do Pernalonga
- Mixuruca em Missão Quase Impossível
- Mezmeron em Pac-Man - O Comilão
- Pépe Gambá em Especial de Páscoa do Pernalonga
 
Fontes: Jornal do Brasil, Revista do Rádio, Radiolândia, Cinelândia, Dublanet, Cláudio Caparica, Todo Teatro Carioca, Tribuna da Imprensa.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Gualter de França


Arquivo de Som:

 
Super Homem em As Aventuras de Super Homem (Filmation - 1ª Dublagem)

 


Biografia:

 
Gualter de
França foi um dublador Carioca.

 

Gualter de França Lima nasceu em 1922, no Rio de Janeiro.

 

Em 1934, cursou a Escola Secundária Técnica Visconde de Mauá, entrando no sexto ano. A escola secundária é correspondente ao que hoje é a segunda metade do ensino fundamental junto com o ensino médio. Permaneceu na escola até 1937.


Rádio Clube do Brasil


Gualter França Lima começou a carreira por volta de 1951 na Rádio Clube do Brasil, aonde foi instruído pelo rádioator Berliet Junior, com o qual mais tarde, em 1954, trabalhou em um curso para novos talentos do rádio, no qual atuava como um dos assistentes que lecionavam.

 

Na emissora, atuou em novelas, como: Caminho da Perdição (1952), Do Calvário Ao Infinito (1952), entre outras. A emissora tinha muito conteúdo católico.

 

Também participou do programa Peças Completas, atuando entre outras em A Vida de Jose Marti (1953).

 

Rádio Mundial e Tamoio

 

Em 1954, com o fim da emissora, mudança de dono e de nome para Rádio Mundial, Gualter é contratado, mas logo é demitido. Passa também em 1954 pela Rádio Tomoio.

 

Curso de Radiofonia

 

Durante 1955 e 1956, trabalha como professor na escola do rádioator da Tupi, Berlinet Júnior, ensinando a arte do rádio. O curso tinha a duração de 1 ano, sendo 6 meses de curso prático, e 6 meses de curso de especialização.

 

Rádio Mayrink Veiga

 

Em 1957, é contratado junto com Osmiro Campos para atuar na Rádio Mayrink Veiga, porem ficando pouco tempo na emissora. Entre outros, atuou em A Quarta Guerra Mundial (1957).

 

Rádio Ministério da Educação

 

A Rádio Ministério da Educação veio na mesma época. Lá participou do Grande Teatro PRA-2. Entre os títulos em que esteve presentes no programa, está O Genro de Muitas Sogras (1958), e Imagens da Vida (1958).

 

Rádio Tupi

 

Em 1958, ingressa na Rádio Tupi, aonde atua não só como ator, mas também como diretor de novelas.

 

Na emissora, participou de diversas novelas, entre as quais estão Um Grito Contra o Céu (1959), Vitória Trágica (1959), Onde o Rio Termina... (1959), O Mundo Está Lá Fora (1959), Abandonados (1959), O Mistério da Fazenda Solidão (1959), Sombras e Destinos (1959), Treze Pessoas (1959), Os Filhos Não São Culpados (1959), Silêncio (1959), Segredo de Confissão (1959), Revolta de Um Coração (1959), Sonhos Dourados (1959), Uma Luz Dentro das Trevas (1959), Cara Suja (1959), A Última Gargalhada (1960), O Inimigo das Mulheres (1960), Anos de Desespero (1960), A Moeda Maldita (1960), Tarde Demais, Meu Amor (1961), A Felicidade Dura Tão Pouco (1961), Caminhos Sem Luz (1962), entre outras.

 

Na emissora, atuou com diversos colegas que mais tarde atuariam consigo nos estúdios de dublagem, como Luís Motta, Ida Gomes, Nair Amorim, Lauro Fabiano, Ribeiro Santos, Aliomar de Matos, Jomeri Pozzoli, Cleonir dos Santos, Dário Lourenço, Ronaldo Magalhães, Paulo Gonçalves, Norka Smith, Cordélia Santos, entre outros.

 

Em 1959, foi feita uma observação pela Revista do Rádio, que constou que Gualter era um dos rádioatores mais constantes da Tupi, participando de uma média de 5 programas diários.

 

Na Tupi também participou do programa Teatro das Quatro (1959), de Antônio Leite, e do programa Grêmio Dramático Olavo de Barros, em peças como O Inimigo das Mulheres (1960).

 

Foi muito amigo e parceiro de trabalho de Luis Motta, também conhecido como Joaquim Motta, nas rádios Tupi e Globo, e posteriormente na Riosom.

 

Por volta de 1962/63, deixa a emissora.

 

Rádio Ministério da Educação

 

Por volta de 1962/63, reingressa na Rádio MEC. Entre outros, participou da rádionovela Macunaíma (1963), com adaptação de Allan Lima.

 

Rádio Globo

 

Gualter França e Luís Motta (1963)

 

Em 1963, ingressa na Rádio Globo, aonde foi principalmente diretor de rádionovelas, estando em seu currículo o programa novelista, Os Amores Celebres (1963-64), aonde atuou em Chica da Silva, A Rainha Mulata (1964). No programa, também narrava várias novelas.

 

Fora o programa, também atuou na novela Amor de Perdição (1964).

 

Em teatro, atuou principalmente no programa Teatro X-9, em peças como O Batom Denunciador (1963), O Ano Novo de Candy (1963), Um Marido Para Duas Irmãs (1963), entre outras.

 

Na emissora, também foi diretor de rádioteatro. Entre os programa que dirigiu estão Os Amores Célebres (1963-64), a novela, Amor de Perdição (1964), e as peças do Teatro X-9, como Na Sombra do Cárcere (1963), O Batom Denunciador (1963), O Casaco Chinês (1963), e Sem Morte Não Há Herança (1963).

 

Rádio MEC

 

A última emissora em que trabalhou foi na Rádio MEC no final dos anos de 1960, e início dos anos de 1970, retornando pela terceira vez a casa. Na emissora atuou, entre outras, na rádionovela Uma Mentira Puxa Outra (1970).

 

Gualter também participou do programa Merece Ser Lido (1974), aonde lia os escritos do poeta brasileiro, Giuseppe Artidoro Ghiaroni.

 

Também na emissora, fez parte do Projeto Minerva, que consistia em educar adultos à distância. Ele era um dos professores. O nome minerva é em homenagem a deusa grega da sabedoria. Trabalhou ao lado de colegas da dublagem, entre eles Elza Martins e Jomeri Pozzoli.

 

Teatro

 

No teatro, atuou na peça O Inimigo das Mulheres, na cena intitulada de A Candidata, fazendo parte do espetáculo Grêmio Dramático Olavo de Barros, em 1960, ao lado de Yoná Magalhães, Jomeri Pozzoli, Aliomar de Matos, ambos da Rádio Tupi aonde Gualter trabalhava. O projeto foi feito por Olavo de Barros, diretor de rádioteatro da Tupi, com os rádioatores da emissora.

 

Dublagem

 

Na dublagem, iniciou no final dos anos de 1950 na Riosom, empresa que era o caminho natural dos rádioatores da Tupi para a profissão.

 

Gualter passou por todas as empresas de dublagem dos anos de 1960, 1970 e 1980. Elas são CineCastro, TV Cinesom, Herbert Richers, Telecine, Peri Filmes, Tecnisom e Dublasom Guanabara.

 

Nos anos de 1960, continua na Riosom, e também atua nos estúdios CineCastro, Dublasom Guanabara, Herbert Richers, e Peri Filmes.

 

Já nos anos de 1970, esteve na CineCastro, Tecnisom, Herbert Richers, Peri Filmes, e Telecine. E nos anos de 1980, na Peri Filmes, Telecine, e Herbert Richers.

 

Sobre sua passagem pela Herbert nos anos de 1980, há alguns pesquisadores que dizem que Gualter largou o estúdio depois da greve de 1978, o que não é verdade. Em 1980, estréia a série Casal 20 na Rede Globo, dublada na Herbert Richers, e o episódio piloto tem a participação de Gualter.

 

Como igualmente é escalado para participar do disco, Super-Homem e o Dia Em Que o Maracanã Desapareceu (1980), aonde faz a voz de Super-Homem, personagem que dublava na fraquia Super Amigos na Herbert Richers, nas séries Super Amigos (1977-78), dublado em 1978, O Desafio dos Super Amigos (1978), dublado em 1979, e Os Fabulosos Super Amigos (1979-80), dublado em 1980.

 

Ou seja, ainda manteve-se no estúdio depois da greve, deixando-o nos primeiros anos da década de 1980, e permanecendo em outros estúdios de dublagem por mais algum tempo, até se afastar de vez da profissão.

 

Como diretor, esteve presente nos estúdios Riosom (1960), e Telecine (1970). Entre suas direções esteve o filme Mar Verde, na Riosom.

 

Edward G. Robinson


Entre seus trabalhos, temos os atores Edward G. Robinson em Confissões de Um Espião Nazista, e O Último Gângster, Ernest Borgnine em O Imperador do Norte, e Os Homens das Terras Bravas, Burt Lancaster em A Defesa do Castelo, e Enigma de Uma Vida, Glenn Ford em Ginetes Intrépidos, e Pistoleiro do Rio Vermelho, George Kennedy em Xerife do Oeste, e O Preço de Um Covarde,  Rock Hudson em Jamais Foram Vencidos, e O Hino de Uma Consciência, Arthur Kennedy em E O Sangue Semeou a Terra, e Lawrence da Arábia,

William Holden em A Fuga do Forte Bravo, e Rede de Intrigas (1976), Spencer Tracy em Adivinhe Quem Vem Para Jantar, e Mar Verde, Alan Hale em As Aventuras de Don Juan, e Regimento Heróico, William Holden em A Fuga do Forte Bravo, e Rede de Intrigas, e Claude Rains em Interlúdio, e Passagem Para Marselha.

 

Também foi a voz dos atores John Wayne em Gigantes em Luta, Richard Burton em A Megera Domada, Lee Marvin em Meu Nome é Jim Kane, Humphrey Bogart em Passagem Para Marselha, Spencer Tracy em Adivinha Quem Vem Para o Jantar, Herbert Marshall em A Carta, Gene Hackman em Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas, Robert Ryan em O Preço de Um Homem, E.G. Marshall em Tora! Tora! Tora!, Vincent Price em Grite, Grite Outra Vez, Burgess Meredith em A Mansão Macabra, Gary Cooper em Vera Cruz, Rex Harrison em A Cidadela (1938), Walter Matthau em Balada Sangrenta (1958), Anthony Quayle em A Maior Aventura de Tarzan, Lee J. Cobb em O Homem do Terno Cinzento, Sebastian Cabot em Maquina do Tempo (1960), Clive Revill em A Casa da Noite Eterna, Walter Pidgeon em A Garota Genial, Don Costello em Dois Fantasmas Vivos, William Conrad em A Jornada Cruel, e Cesar Romero em Batman - O Homem Morcego.

 

George Reeves


Em séries, foi a voz de John Walton (segunda voz) em Os Waltons, Coronel Henry Blake em M.A.S.H, Zorro em Zorro (1949), Clark Kent / Super-Homem em As Aventuras do Super-Homem (1ª Dublagem), e Ben Cartwright (segunda voz) em Bonanza (Peri Filmes).

 

Super-Homem


Em desenhos, foi a voz de Super-Homem em As Aventuras de Super Homem (Filmation), e na franquia Super Amigos (1977-79), Moe em Os Três Patetas em Os Novos Filmes de Scooby-Doo, Moe em Os Três Patetas em Os Novos Filmes de Scooby-Doo, e Robobos, Sr. Gambázius (primeira voz) em Os Mussarelas, Maguila, o Gorila em A Turma do Zé Colméia, Botch em O Urso do Cabelo Duro, Trombada (segunda voz) em Ursuat, Xerife Pé-de-Mula em Arquivo Cãofidencial, Chefe Sinuca em Rabugento - O Cão Detetive, entre outros.
 
Gualter dublou até o final dos anos de 1980, quando afastou-se da dublagem. Veio a falecer nos anos de 1990.

 
Trabalhos:

 

Filmes

 

- Edward G. Robinson em Confissões de Um Espião Nazista, O Lobo do Mar, Pacto de Sangue (1ª Dublagem), Paixões em Fúria (TV Paga), e O Último Gângster

- Ernest Borgnine em A Conspiração do Silêncio, A Festa de Casamento, Calafrio, O Imperador do Norte, e Os Homens das Terras Bravas

- Burt Lancaster em A Defesa do Castelo, Enigma de Uma Vida, e Os Pára-quedistas Estão Chegando

- Glenn Ford em Ginetes Intrépidos, Não Caia na Água Marujo, e Pistoleiro do Rio Vermelho

- George Kennedy em Cahill, Xerife do Oeste, O Preço de Um Covarde, e O Violento (1965)

- Akim Tamiroff em A Marca da Maldade, Legião de Heróis, e Por Quem Os Sinos Dobram

- Howard Keel em A Favorita de Júpiter, e Sete Noivas Para Sete Irmãos (2ª Dublagem)

- Rock Hudson em Jamais Foram Vencidos, e O Hino de Uma Consciência

- Arthur Kennedy em E O Sangue Semeou a Terra, e Lawrence da Arábia

- William Holden em A Fuga do Forte Bravo, e Rede de Intrigas (1976)

- Spencer Tracy em Adivinhe Quem Vem Para Jantar, e Mar Verde

- Alan Hale em As Aventuras de Don Juan, e Regimento Heróico

- William Holden em A Fuga do Forte Bravo, e Rede de Intrigas

- Claude Rains em Interlúdio, e Passagem Para Marselha

- John Doucette em Baixeza, e O Código das Armas

- Taw Jackson (John Wayne) em Gigantes em Luta

- Petruchio (Richard Burton) em A Megera Domada

- Leonard (Lee Marvin) em Meu Nome é Jim Kane
- Jean Matrac (Humphrey Bogart) em Passagem Para Marselha

- Matt Drayton (Spencer Tracy) em Adivinha Quem Vem Para o Jantar

- Robert Crosbie (Herbert Marshall) em A Carta

- Buck Barrow (Gene Hackman) em Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas

- Ben Vandergroat (Robert Ryan) em O Preço de Um Homem
- Coronel Rufus S. Bratton (E.G. Marshall) em Tora! Tora! Tora!

- Dr. Browning (Vincent Price) em Grite, Grite Outra Vez

- Arnold Allardyce (Burgess Meredith) em A Mansão Macabra
- Benjamin Trane (Gary Cooper) em Vera Cruz

- Dr. Lawford (Rex Harrison) em A Cidadela (1938)

- Maxie Fields (Walter Matthau) em Balada Sangrenta (1958)

- Slade (Anthony Quayle) em A Maior Aventura de Tarzan

- Juiz Bernstein (Lee J. Cobb) em O Homem do Terno Cinzento

- Florenz Ziegfield (Walter Pidgeon) em A Garota Genial

- Doutor Mirakle (Bela Lugosi) em Os Assassinos da Rua Morgue

- Jasper G. Wingait (Ray Collins) em Casa, Comida e Carinho

- Doutor Philip Hillyer (Sebastian Cabot) em Maquina do Tempo (1960)

- Sr. Barrett (Clive Revill) em A Casa da Noite Eterna

- Mister (Ben Johnson) em O Risco de Uma Decisão

- Doc Lake (Don Costello) em Dois Fantasmas Vivos

- Frank Rosenfeld (Edward Asner) em Missão Secreta em Veneza

- Goodwin (William Conrad) em A Jornada Cruel

- Coringa (Cesar Romero) em Batman - O Homem Morcego

- Max Barthold (Dan Seymour) em O Monstro de Mil Olhos

- Peter (Tullio Altamura) em Dólar Furado
- Professor Boris Kurt (Geoffrey Keen) em Doutor Jivago
- Sargento Crapgame (Don Rickles) em Os Guerreiros Pilantras
- Tio Henry (Paul Ford) em O Regresso Ao Mundo Maravilhoso de Oz (Longa-Metragem)
- Velho Pele de Urso (Chief Dan George) em O Pequeno Grande Homem
- Genghis Khan (Roldano Lupi) em Bogatai - O Bárbaro Mongol
- Coronel Ridley (Charles Trowbridge) em Bucha Para Canhão
- Sr. Fartura (Nigel Bruce) em Pássaro Azul
- John Ireland (James Cooper) em Ódio Pro Ódio
- George Nordmann (Robert F. Simon) em Um Homem Tem Três Metro de Altura
- Cletus Hogg (Rick Hurst) em Os Gatões
- Simon Wiesenthal (Shmuel Rodensky) em O Dossiê de Odessa
- Dr. Ernest Gunt (Ralph Bellamy) em O Menino da Bolha de Plástico
- Vince (Lance LeGault) em Coma
- Montford, Treinador de Animais (Chill Wills) em Tarzan - Contra o Mundo
- Kushmet (Philip Van Zandt) em Tarzan - O Mistério no Deserto
- Oscar, Barman (Herbert Ashley) em Fúria
- James Finch (Peter Whitney) em Todos Os Irmãos Eram Valentes
- Dr. Courtland (Lawrence Grant) em O Médico e o Monstro
- General Sloane (Brian Donlevy) em Quando Explodem As Paixões
- Frei Tuck (Eugene Pallette) em As Aventuras de Robin Hood
- Andrew Hunter (Tony Britton) em Caiu Uma Moça na Minha Sopa
- Adam Pontipee (Howard Keel) em Sete Noiva Para Sete Irmãos
- Alva P. Hartley (Arthur Space) em A Bomba
- Attorney Dave Grafton (Jack Kruschen) em Círculo do Medo
- Sir Thomas More (Paul Scofield) em O Homem Que Não Vendeu Sua Alma
- Mister (Ben Johnson) em O Risco de Uma Decisão
- D. O. Guerrero (Van Heflin) em Aeroporto
- Cato (Ramon Bieri) em Terra de Ninguém
- Fabian (Anton Diffring) em Fahrenheit 451
- Paco (Emilio Fernández) em Pat Garret e Billy The Kid
- Jay Langhart (Donald Gantry) em Os Embalos de Sábado a Noite

 

Séries

 

- Sr. John Walton (Ralph Waite) (segunda voz) em Os Waltons

- Coronel Henry Blake (Roger Bowen) em M.A.S.H

- Zorro (Clayton Moore) em Zorro (1949)

- Clark Kent / Super-Homem (George Reeves) em As Aventuras do Super-Homem (1ª Dublagem)

- Ben Cartwright (Lorne Green) (segunda voz) em Bonanza (Peri Filmes)

 

Desenhos

 

- Super-Homem em As Aventuras de Super Homem (Filmation) (1ª Dublagem), Super Amigos (1977), O Desafio dos Super Amigos (1978), e Os Fabulosos Super Amigos (1979)
- Moe em Os Três Patetas em Os Novos Filmes de Scooby-Doo, e Robobos

- Sr. Gambázius (primeira voz) em Os Mussarelas
- Maguila, o Gorila em A Turma do Zé Colméia
- Botch em O Urso do Cabelo Duro

- Lobo Bobo em Os Ho-Ho-Olímpicos
- Trombada (segunda voz) em Ursuat
- Xerife Pé-de-Mula em Arquivo Cãofidencial

- Chefe Sinuca em Rabugento - O Cão Detetive
- Montaro em Jana - A Rainha das Selvas

- Rei Nemo em Josie e As Gatinhas

- Guru em Viagem Fantástica

- Conde Saknussen em Viagem Ao Centro da Terra

- Ben Grinn, A Coisa (terceira voz) em Os Quatro Fantásticos (1967)

 

Trabalhos de Direção de Dublagem

 

Filmes

 

- Mar Verde

 

Fontes: Dublanet, Carmen Sheila, Revista do Rádio, Correio da Manhã, Última Hora, Jornal do Brasil, Jornal das Moças, A Noite, Diário Carioca, Radiolândia, A Luta Democrática, Wikipédia, IMDB.

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