sexta-feira, 13 de março de 2020

Rita Cléos


Arquivo de Som:

Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery) em A Feiticeira




Biografia:

Rita Cléos foi uma dublador Paulistana e Carioca.

Início

Rita Schadrack (conhecida como Rita Cleós, especialmente como Rita Cléos) nasceu em 29 de Setembro de 1931 em Blumenau, Santa Catarina. Aos 4 anos, foi para a Alemanha com a família, tendo retornado ao Brasil aos 15 anos de idade, e ido morar no Rio de Janeiro. Na infância, presenciou o regime nazista, e as famílias destroçadas em sua região. Por conta de ter convivido com tantas histórias diferentes, é que resolveu ser atriz, para poder representar um pouco disso que sentiu.

Com o convívio na guerra, conheceu pessoas de várias nacionalidades diferentes, entre elas inglesas, espanhóis e francesas, e foi aprendendo do idioma de cada uma. Ao voltar ao Brasil, começou a estudar por conta própria cada um desses idiomas, para não perder o que havia aprendido. Chegou até a dar algumas aulas de alguns desses idiomas no Brasil.

Cinema

Por gostar muito de interpretação, frequentava sempre o teatro, e acabou sendo conhecida entre as pessoas. Um belo dia, foi abordada por Ruggeri Jacobbi, um dos diretores da cinematográfica Vera Cruz, que a convidou para atuar no filme Esquina da Ilusão (1953). Não era o que ela queria fazer, mas aproveitou o filme como uma vitrine para sua carreira. Rita tinha apenas 22 anos na época.

Rita Cléos e Fábio Cardoso (1958)

A partir de então seguiu carreira no cinema. Posteriormente fez os filmes A Família Lero-Lero (1953), É Proibido Beijar (1954), Macumba na Alta (1958), Diário de Uma Prostituta (1979), e A Noite das Depravadas (1981).

Não Identificado, Jayme Costa, Rita Cléos, Marina Freire, Maria Dilnah, e Fábio Cardoso (1958)

Todos os filmes foram realizados no Rio de Janeiro, com exceção dos 2 últimos filmes que foram feitos em São Paulo.

Teatro

Apesar de gostar de cinema, é no teatro que se sente mais integrada e realizada. No mesmo ano que começa a fazer cinema, também começa a participar de peças no Teatro Bela Vista, em São Paulo.

Rita Cléos (1954)

Em seguida, integra o Teatro Permanente da Criança, em peças como História dos Brinquedos (1953-54), ao lado de Ibanez Filho e Aracy Cardoso, no Teatro Santana, e Princesinha Torrão de Açúcar (1954). Ambas as peças são de autoria de Carlos Escobar Filho.

Em seguida, vai para o Teatro das Segundas-Feiras, aonde atua na peça O Pensamento (1954), de Andreiv, ao lado de Ítalo Rossi, Walmor Chagas, Rubens de Falco, Loris Rangel e Guilherme Correia.

No mesmo ano integra a Companhia Nicette Bruno - Paulo Goulart, e participa de uma turnê pelo Rio Grande do Sul com Nicette Bruno, atuando nas peças Senhorita Minha Mãe (1954), Week End (1954), e Ingênua Até Certo Ponto (1954).

Essa temporada foi patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura. Nas peças, atuou ao lado de Nicette Bruno, Elionor Bruno, Paulo Goulart, Guilherme Correia, e outros.

Em seguida, ingressa no Grupo Folclórico Brasileiro (1955), aonde atuou ao lado de Guilherme Correia, Barbosa Lessa, Riva Nimitz, e outros, no Teatro de Arena, aonde foram apresentados vários espetáculos de dança.

No mesmo ano vai para a Companhia Teatro Permanente das Segundas-Feiras, atuando na peça Os Três Maridos de Madame (1955), de Ciro Bassani, ao lado de Walmor Chagas, Célia Helena, ítalo Rossi, Wanda Kosmo, Guilherme Correia, Raimundo Duprat, entre outros.

Rita Cléos (1960)

O famoso TBC, Teatro Brasileiro de Comédias, surge no mesmo ano, a convidada de Dionísio Azevedo, aonde atua na peça Volpone (1955). Fez várias peças na companhia entre 1955 e 1956, ao lado de Ítalo Rossi, Sérgio Brito, Paulo Autran, Nathalia Timberg, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Cleide Iáconis, Walmor Chagas, Ítalo Rossi, Carla Civelli, e outros.

Em 1957, vai para a Companhia Jayme Costa, atuando nas peças O Comício (1957), e Doutor Sem Canudo (1957), ao lado de Jayme Costa.

A Companhia Raul Roulien vem em seguida, com a peça Ponha a Mulher no Seguro (1957), no teatro Leopoldo Fróes, ao lado de Osmano Cardoso e Pagano Sobrinho.

Retorna no mesmo ano ao teatro infantil, pelo Departamento de Teatro Infantil, na peça A Menina Sem Nome (1957), ao lado de Guilherme Correa, Barta Zemel, Gustavo Pinheiro, Alceu Nunes e Raimundo Duprat. O Departamento fazia parte do Teatro Bela Vista, com supervisão de Júlio Gouveia, e direção de Raimundo Duprat.

Retorna a Companhia Jayme Costa, nas peças Perdoa-Me Por Me Traíres (1957), ao lado de Sônia Oiticica, Jayme Costa e outros, e Dr... Sem Canudo (1957), ao lado de Olindo Dias, Paulo Correia e Jayme Costa.

Odete Lara, Rita Cléos, Manoel Carlos (1958)

Em 1958, ingressa na Companhia Teatro Moderno de Comédia de Danilo Bastos, estando nas peças Society em Baby Doll (1957-58), A Valsa dos Toreadores (1958), e Tragédia Sem Lágrimas (1958). Atuou na companhia ao lado de Milton Morais, Liana Duval, Odete Lara, Manoel Carlos, Iolanda Cardoso, entre outros.

Ainda em 1958, entra na companhia que mais tempo permaneceu, e que lhe abriu as portas para  TV, a Companhia Nídia Lícia - Sérgio Cardoso.

Guilherme Correia, Rita Cléos, Carmen Verônica, Sérgio Cardoso e Tarcísio Meira (1960)

Lá estando, atuou nas peças Amor Sem Despedida (1958), Nu, Com Violino (1959), O Homem da Flor na Boca (1959), Lembranças de Berta (1959), "Sexy", e Com Astúcia e Alguma Filosofia (1960), de Vicente Catalano.

Na companhia, trabalhou ao lado de Sérgio Cardoso, Alceu Nunes, Guilherme Corrêa, Carmen Verônica, Tarcisio Meira, Wanda Kosmo, Lídia Lícia, Suzy Arruda, Osmar Prado, Raimundo Duprat, entre outros.

Por volta de 1959, quando estava na companhia, Rita e outros elementos da mesma, como Kleber Machado, Suzy Arruda, Miriam Mehler, e o próprio Sérgio Cardoso, fizeram aula de dança com a professora e dançarina polonesa, Yanka Rudzka, para aperfeiçoarem suas performances no palco.

 Rita Cléos e Sérgio Cardoso (1965)

Em 1960, parte pela primeira vez para o Rio de Janeiro para atuar em teatro. Integra a recém criada Companhia Sérgio Cardoso, atuando nas peças Uma Cama Para Três (1960-61), e A Raposa e As Uvas (1960).

Na companhia, atuou ao lado de Sérgio Cardoso, Guilherme Correa, Fúlvio Stefanini, Mário Pompeu, e outros.

Posteriormente, atuou na peça dançante, O Balé Moderno de Luciano Luciani (1961), ao lado de Maurício Patassini, Wilma Camargo, Celme Silva, Regina Maura, Guilherme Correa, Kate Bogarti, Luis Carlos Pinto, e Olindo Dias.

De volta à São Paulo no mesmo ano, esteve na peça O Auto da Compadecida (1961), pelo Teatro Popular de Comédias, ao lado de Guilherme Correa, Beatriz Macedo, Gilson Barbosa, Odlavas Petti, Batista de Oliveira, e Paulo Pinheiros, no Bauru Tênis Clube.

Após isso, afasta-se do teatro para se dedicar a televisão.

Rita Cléos (1965)

Retorna em 1968 no Rio de Janeiro pela Companhia de Waldemar de Moraes, Márcia Real, e Rodolfo Mayer, na peça Três em Lua-de-Mel (1968), ao lado de Rodolfo Mayer, Márcia Real, Serafim Gonsales, Rogério Cardoso, Aparecida Baxter, Newton Prado, e Vera Nunes.

Nos anos de 1970, atua por 4 anos em uma peça, intitulada Constantina (1974-78), ao lado Tônia Carrero, Rogério Fróes, Susana Vieira, Ana Ariel, Pietro Mário, Felipe Wagner, Roberto Maya, e na temporada em São Paulo, que houve substituição de alguns atores cariocas, ao lado de Paulo Goulart, Márcia Real, e Eleu Salvador.

A peça foi apresentada nos 2 primeiros anos no Rio de Janeiro, no terceiro ano em São Paulo, e no quarto ano foi para as metrópoles do Sul, como Porto Alegre, por exemplo.

TV Tupi

Em 1958, ingressa na TV Tupi.

Na emissora atuou especialmente em programas teatrais, como Grande Teatro, em peças como Senhora (1958), Deslumbramento (1958), e Inês de Castro (1959).

Rita Cléos (1966)

Teatro de TV Telespark, na peça A Rainha das Neves (1958), ao lado de Zilka Salaberry, Paulo Padilha, Guilherme Correia, e outros.

E Vesperal Trol, na peça As Três Flores Encantadas (1958), ao lado de Paulo Padilha, Iris Bruzzi, Roberto de Cléto, Guilherme Correia, Edson Silva, entre outros.

TV Record

Em 1960, entra na TV Record. Entre outros, atuou no programa teatral, Teatro Mercedes Benz, em peças como Sexy (1960), ao lado de Sérgio Cardoso, Nídia Lícia, Guilherme Correa, e Fulvo Stefanini.

TV Tupi

Em final de 1961, retorna à TV Tupi por convite de seu amigo, Dionísio Azevedo.

Na emissora, atuou principalmente em programas teatrais.

Rita Cléos, Néa Simões e David Netto (1962)

Primeiramente temos Grandes Romances Richard Hudnut, começando em 1961 no mesmo. No programa, atua nas peças, Prelúdio, a Vida de Chopin (1962), ao lado de Laura Cardoso, e Rolando Boldrin, As Chaves do Reino (1963), ao lado de Percy Aires, Geórgia Gomide, Henrique Martins, Suzana Vieira, e grande elenco, A História de Toulouse Lautrec (1963), ao Lado de Vida Alves, Laura Cardoso, Claudio Marzo, Marcos Plonka, e outros, entre outros.

Em seguida, o programa Stadium 4, nas peças Silêncio (1961), de Wanda Kosmo, Resultado Positivo (1962), Diante da Morte (1962), Magda (1962).

Temos também Grandes Audições Pirani, na peça Quem é Esse Cara? (1962), e Teatro Brastemp 63: nas peças Se Eu Contasse (1963), Crime e Castigo (1963), Henrique IV (1963).

Rita Cléos (1963)

Um dos programas teatrais de maior atuação, foi o Grande Teatro Tupi. Nele atuou em Mensagem Sem Rumo (1962), É Proibido Suicidar-Se na Prmavera (1962), Luz de Gás (1962), Jardim Vila Encantada (1962), Seu Saber é Pra Valer (1962), Todas As Mulheres São Irmãs (1962), Não Estamos Sós (1962), Noite, Noite Sempre (1962), O Diálogo das Carmelitas (1963), Filomena Marturano (1963), Natal: Festa de Anjos (1963), Grande Amor de Gonçalves Dias (1964), A Ratoeira (1964), De Repente, no Último Verão (1964), As Irmãs Brancas (1964), Exercício Para Cinco Dedos (1964), entre outros.

Seguimos com o Grande Teatro Eltex, nas peças Hully Gully (1963), ao lado de Wanda Kosmo, Cláudio Marzo, Marcos Polonka, Georgia Gomide, Marcos Plonka, e outros, e Os 3 Irmãos e Um Tigre (1963), ao lado de Henrique Martins, Roaldno Boldrin, Georgia Gomide e outros.

Francisco Cuôco e Rita Cléos (1965)

TV de Vanguarda, nas peças Trágica Inocência (1962), Ninguém Ama Os Mortos (1962), O Condenado (1962), Não Estamos Sós (1963), ao lado de Percy Aires, e Marcos Plonka, Profundo Mar Azul (1953), Triângulo (1963), O Homem Que Vendeu a Alma (1964), O Ídolo Partido (1964), e Hamlet (1964).

Além do programa Histórias Que Ninguém Esquece, na peça A Sentença do Rei Salomão (1962).

Rita Cléos e Debora Duarte (1965)

Em humorismo, esteve nos programas Humor 4, na peça Senhorinha (1963), e no famoso TV de Comédia, nas peças Vende-Se Um Passado (1964), e Roma, Cidade Fechada (1964).

Em música, esteve programa musical, Concertos Matinais Mercedes-Benz, na peça Peer Gint (1963).

Atrás: Francisco Cuoco, Xisto Guzzi, Luis Gustavo, Clenira Michel, Wanda Kosmo / Na Frente: Patricia Mayo, Débora Duarte, e Rita Cléos (1965)

Em novelas, esteve em praticamente todas produzidas entre 1961 à 1966. Entre elas, temos A Volta de Dom Camillo (1961), O Fio da Navalha (1962), A Intrusa (1962), Prelúdio - A Vida de Chopin (1962), Klauss, o Loiro (1963), Moulin Rouge, a Vida de Toulouse-Lautrec (1963), A Vida de Tolouse Lautrecem (1963), A Gata (1964), Quem Casa Com Maria? (1964), Teresa (1965), O Cara Suja (1965), e O Pecado de Cada Um (1965-66).

Rita Cléos e Sérgio Cardoso (1965)

Por fim, participou de programas diversos. Entre elas, Episcopo e Cia. (1962), Ah... legria Kolynos (1963), programa humorístico ao lado de Lima Duarte, Flávio Pedroso, Gastão Renê, Amilton Fernandes, Suzana Vieira, Older Cazarré, e Henrique Martins, com apresentação de Goulart de Andrade, Jardim Encantado (1963), programa com várias atrações, e Jardim Encantado Caçula (1963).

TV Excelsior

Nívea Maria, Rita Cléos, Francisco Cuôco, e Nicette Bruno (1970)

Ingressa na TV Excelsior em 1966, e atua nas novelas Redenção (1966-68), Legião dos Esquecidos (1968-69), Sangue de Meu Sangue (1969-71), Dez Vidas (1969-70), e Mais Forte Que o Ódio (1970).

TV Tupi

Rita Cléos e Aracy Balabanian (1971)

Em 1971, retorna a Tupi na novela A Fábrica (1971).

TV Cultura

Depois de um grande hiato, retorna a TV pela TV Cultura, e vai atuar no programa Teleconto, em peças como O Homem Que Sabia Javanês (1981), ao lado de Sadi Cabral, Geórgia Gomide, e outros, e O Homem de Cabeça de Papelão (1981), ao lado de Kate Hansen, e Edson Fança.

Em novelas, atua em Maria Stuart (1982).

TV Bandeirantes

No mesmo ano, vai para a TV Bandeirantes, e atua no seriado Dona Santa, participando do episódio Dona Santa e o Cinema Nacional (1982), ao lado de Nair Bello, Elias Gleizer, e Flávio Dias.

Tradução

Por seu conhecimento linguístico, Rita também atuou como tradutora. Traduziu muitos filmes e livros. Traduzia do inglês, alemão, italiano, e um pouco do espanhol.

Prêmios

Rita Cléos e Alberto Ruschel (1953)

Em prêmios, foi coroada como a Rainha dos Figurantes do Cinema, pela Associação Paulista de Cinema, no II Congresso Nacional do Cinema Brasileiro, em 1953.

Curiosidades

Seu nome artístico se deve graças a uma peça de teatro na qual Rita interpretava Cleópatra. Após a peça, os colegas e o diretor sugeriram que ela usasse seu nome como Rita Cleós, e isso logo pegou. Por ser diferente essa pronúncia com acentuação na última sílaba, se tornou conhecida com Rita Cléos.

Vida Pessoal

Na vida pessoal, Rita foi casada com o também ator Guilherme Corrêa, com quem conheceu no teatro. Casamento esse com duração de apenas 5 anos, de 1958 à 1963. Seu não retorno ao teatro, deve-se também ao termino do casamento, fixando-se por um tempo na TV.

Rita Cléos (1965)

Posteriormente teve alguns pequenos namoros, como com Mário Pomponet Filho em 1964, e no mesmo ano com Walter Tasca. Com Dráusio Campos Batista em 1965. E com um empresário do Paraná em 1966.

Rita nunca mais se casou, e nunca teve filhos. Considerava seus sobrinhos como filhos, o que foi o motivo de sua mudança no fim da vida para o Paraná.

Dublagem

Na dublagem, foi levada por Márcia Real aos estúdios da AIC, em novembro de 1962, no qual foi apresentada à Garcia Neto, diretor de dublagem, que a apresentou para o diretor da casa, Wolner Camargo. Wolner se interessa principalmente pelo fato dela saber outros idiomas, como o inglês, por exemplo, por conta da carência de tradutores e do imenso trabalho na casa. Wolner a contrata imediatamente.

Rita Cléos (1965)

Algum tempo depois, chega a série Decoy, de 1957, no qual não havia ainda uma dubladora para a protagonista Casey Jones. Rita se candidata, causando espanto, pois nunca dublara, mas em seguida é testada por Garcia Neto, que a escala para a personagem. É assim que Rita começa sua carreira como dubladora.

Elizabeth Montgomery

Sua voz marcou principalmente em séries. Entre elas o seu maior trabalho, Samantha Stephens em A Feiticeira. Rita dublou essa personagem a partir da 2ª temporada da mesma, após Nícia Soares sair da mesma. Dublou-a até a 8ª temporada, marcando a voz da personagem no Brasil, em uma das séries mais consagradas no país.

Entre outras séries em que participou, além de Decoy e a Feiticeira, está Guerra, Sombra e Água Fresca, aonde dublou Helga, em 3 episódios de Cidade Nua, aonde dublou Libby Kingston, entre outras.

John Ford e Joanne Dru em Legião Invencível

Em filmes, teve grandes atuações, como Fely Franquelli em Espírito Indomável, Victoria Shaw em Melodia Imortal, Yvonne Craig em Flint: Perigo Supremo, Faith Domergue em O Monstro do Mar Revolto, Joanne Dru em Legião Invencível, Angie Dickinson em Caçada Humana, entre outros.

Em desenhos, teve quase atuação nenhuma. Na maioria das vezes, substituía um colega em alguma série, como foi o caso da personagem Jam de Space Ghost, no qual dublou apenas os últimos 6 episódios da série. Sua recusa a desenhos se dava pelo fato dela ter dificuldade em criar falsetes.
Por volta de 1973/74, se retira da AIC, pelo fato do estúdio não estar mais desenvolvendo um bom trabalho, por conta de má gestão. Na mesma época, entra na peça Constantina, que teve seus 2 primeiros anos no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, acaba atuando no estúdio de dublagem carioca, Tecnisom. No estúdio redublou a série I Love Lucy, fazendo a própria Lucille Ball. Essa dublagem ficou pouco conhecida.

Por volta de 1978, retorna para a AIC/BKS, aonde trabalha como tradutora e diretora de dublagem. Continua na empresa até o início dos anos de 1980.

Também trabalhou nos Estúdios de Dublagem da TVS no início dos anos de 1980, aonde, entre outros, fez a voz de Yumi, interpretada por Rumi Gotou em Spectreman.

Em 1982, Rita larga a carreira artística por causa de forte estresse, e vai morar em Ilha Bela, Litoral Paulista, aonde trabalha como gerente de um hotel. Ficou nessa função até 1988, quando muda-se para Curitiba, Paraná.

Veio a faleceu em 18 de Maio de 1988, por decorrência de um ataque cardíaco, sendo encontrada em seu apartamento em Curitiba, Paraná, aonde vivia sozinha, já sem vida.

Trabalhos:

Filmes

- Sra. Betty Laurel (Dorothy Christy) em Os Filhos do Deserto (2ª Dublagem)
- Eunice Leonard (Theresa Harris) em Fuga do Passado
- Irene Sperry (Hope Lange) em Coração Rebelde
- Janice Hamilton (Phyllis Coates) em Homem Sem Lei
- Christina (Catherine Feller) em A Noite do Lobsomem
- Ruby Calder (Angie Dickinson) em Caçada Humana
- Julia Madigan (Inger Stevens) em Os Impiedosos
- Olivia Dandridge (Joanne Dru) em Legião Invencível
- Marguerita Dauphin (Ursula Andress) em O Seresteiro de Acapulco
- Professora Leslie Joyce (Faith Domergue) em O Monstro do Mar Revolto
- Isolde Mueller “Easy” (Maria Perschy) em O Esporte Favorito dos Homens
- Anna Pedersen (Ulla Jacobssom) em Os Heróis do Telemark
- Helen Kokintz (Jean Seberg) em O Rato Que Ruge
- Audra Favor (Barbara Rush) em Hombre
- Dalisay Delgado (Fely Franquelli) em Espírito Indomável
- Madame Piranha / Madame X (Mie Hama) em A Fuga de King Kong
- Chiquita (Victoria Shaw) em Melodia Imortal
- Natasha, a Bailarina (Yvonne Craig) em Flint: Perigo Supremo

Séries

- Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery) (segunda voz) em A Feiticeira
- Libby Kingston (Nancy Malone) em Cidade Nua
- Casey Jones (Beverly Garland) em Decoy: A Armadilha
- Mara (Joan Freeman) em Terra de Gigantes (1ª Temporada)
- Helga (Cinthia Lynn) em Guerra, Sombra e Água Fresca
- Lucille Ball (Lucy Ricardo) em I Love Lucy (3ª Dublagem - Anos de 1970)
- Yumi (Rumi Gotou) em Spectreman

Desenhos

- Jan (segunda voz) em Space Ghost

Trabalhos de Direção de Dublagem

Séries

- Daniel Boone (Diversos Episódios da 5ª e 6ª Temporadas)

- A Feiticeira (Alguns Episódios em Diversas Temporadas)

Fontes: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam, Universo AIC, Marco Antônio Silva Santos, Emílio Carlos Ferreira Dias, Museu da TV, IMDB, Dublanet, Marcelo Almeida, Famosos Que Partiram, Wikipédia, Hello Giggles, Viennale, Canal Videos Thiago Moraes, Thiago Moraes, O Cruzeiro, Fundamentos, Revista do Rádio, O Jornal, Diário de Notícias, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca, Fundamentos, Filmow, Nossa Voz, Jornal do Commercio, Correio da Manhã, Diário da Noite, Fábio Villalonga.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página