domingo, 29 de março de 2020

Cláudio Cavalcanti

Arquivo de Som:

Robin Hood em Robin Hood (Longa-Metragem)



Biografia:

Cláudio Cavalcanti foi um dublador Carioca.

Cláudio Murilo Cavalcanti nasceu em 24 de fevereiro de 1940, na cidade do Rio de Janeiro.

Cláudio Cavalcanti quando criança

Flávio nasceu numa pensão na Rua Silveira Martins, no bairro do Catete. Uma casa de 3 andares onde morava a família inteira, entre tios, primos e irmãos. Quis ser de tudo na vida. De montador, a jóquei, de engenheiro, médico, a jogador de futebol.

Teatro

Com 16 anos, em 1956, foi que decidiu o que queria fazer, teatro. Na ocasião, estava no primeiro ano do ensino médio, quando foi convidado pelo amigo Airton de Lima a acompanha-lo no teste que ia fazer com Gianni Ratto da Companhia Brasileira de Comédia, que escolhera crianças para a futura peça da companhia. Para surpresa de Cláudio, ele foi escolhido em vez do amigo. Foi aí que começou sua carreira artística.

Elenco de Nossa Vida Com Papai (1956)

Na Companhia Teatro Brasileiro de Comédia, atuou na peça Nossa Vida Com Papai (1956-57), no Teatro Ginástico, ao lado de Ambrósio Fregolente, Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Elísio de Albuquerque, Fernando Torres, Alba Goulart, Oscar Felipe, e outros.

Em seguida, ingressa na Companhia Eva Todor, na peça A Valsa de Aniversário (1957), no Teatro Serrador, ao lado de Eva Todor, Francisco Dantas, Jorge Dória, Nair Amorim, e Glauce Rocha.

Em 1959, retorna a Companhia Teatro Brasileiro de Comédia, e atua nas peças. O Anjo de Pedra (1959), Idade Perigosa (1959), no Teatro Ginástico. Na companhia, atuou ao lado de Nathalia Timberg, Leonardo Villar, Suzana Negri, Liana Duval, Paulo Padilha, Mirian Mehler, Egydio Eccio, entre outros.

Cláudio Cavalcanti (1958)

No ano seguinte, ingressa na Companhia Artistas Associados, na peça De Repente no Verão Passado (1960), ao lado de Beatriz Veiga, Izabel Tereza, Aldo de Maio, e outros, no Teatro de Bolso. Atua na peça e também na sonoplastia.

Dirigiu a peça de Pedro Jorge, O Cravo Brigou Com a Rosa (1961), ao lado de ao lado de Emiliano Ribeiro, Mariangela, Leila Cavalcanti, Renato Mato, e Martin Leonardo, no Teatro da Maison de France, e Teatro Colégio Santo Inácio.

Dirigiu também a peça A Oncinha Margarida (1961), para a Campanha Nacional da Criança.

Em 1962, entra para o Grupo Teatro de Verão / Teatro Jovem, aonde atua nas peças O Sétimo Céu (1962), no Teatro Petrópolis, e Teatro da União das Operárias de Jesus (Teatro União), e Chapéu de Sebo (1962), aonde também atua como assistente de direção, no Teatro União.

Na companhia, atua ao lado de Maria Gladys, Fermana Delamare, Jorge Luna, Leila Jorge, Magot Mello, Milton Rodrigues, e outros.

Após isso, não ingressa mais em nenhuma companhia, atuando em peças avulsas, como se tornara comum desde então. Nessa ocasião, atuou em Julgamento em Novo Sol (1962), ao lado de José Wilker, Luiz Mendonsa, e grande elenco, no Teatro de Cultura Popular.

O Bem Amado (1963), ao lado de Gláucio Gil, Íris Bruzzi, Joana Fomm, Milton Carneiro, e Mirian Roth, no Teatro Santa Rosa.

Os Cangurus (1964), de Ziraldo, ao lado de Adriano Reys, Dirce Migliaccio, Irene Ravache, Arthur Costa Filho, Vera Viana, Labanca, Oswaldo Louzada, e Guilherme Dieken, no Teatro Santa Rosa.

Antígona (1964), Guilherme Diecken, Nathalia Timberg, Carmem Silva, Luiz Linhares, Oswaldo Louzada, Cláudio Cavalcanti, Vanda Lacerda, e Elisabeth Gasper, no Teatro Carioca.

Elenco de Vamos Brincar de Amor em Cabo Frio (1965)

Vamos Brincar de Amor em Cabo Frio (1965), ao lado de Márcia de Windsor, Dirci Migliaccio, Zeni Pereira, Sônia Clara, João Paulo Adour, e Augusto César no Teatro Dulcina.

Claudia Martins, Silva Filho, Suzy Arruda, Sergio Brito, Nathalia Timberg, Claudio Cavalcanti, Ieda Campos, e Paulo Roberto (1965)

A Fina Flor de Cactus (1965), ao lado de Nathália Timberg, Sérgio Brito, Silva Filho, Cláudia Martins, Suzy Arruda, Ieda Campos e Paulo Roberto, no Teatro Copacabana.

E, A Mulher de Todos Nós (1966), Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Sérgio Brito, Ítalo Rossi, Aldo Maio, e Creusa Carvalho, no Teatro Santa Rosa.

Em 1966, entra no Grupo Decisão, aonde atua em O Knack, a Bossa da Conquista (1966-67), ao lado de Dirce Migliaccio, Ari Coslov, e Renato Machado, no Teatro Nacional da Comédia.

Cláudio Cavalcanti, Marília Pèra, e Augusto César (1967)

No ano seguinte, atua no musical, Úlcera de Ouro (1967), ao lado de Flávio Migliaccio, Alberico Bruno, Ari Fontoura, Rosana Chessa, Marília Pêra, Roberto Menescal, Edson Silva, e Fábio Sabag, no Teatro Santa Rosa, e Teatro Ginástico.

Elenco do Musical, Úlcera de Ouro (1967)

No ano seguinte, participa da peça beneficente, em favor dos desamparados, chamada 40 Carats (1968), ao lado de Delorges Caminha, Cleide Yaconis, Henriette Morineau, Mário Brasini, Jorge Dória, Heloisa Helena, Nadia Maria, e grande elenco, no Teatro Copacabana.

Henriette Morineau e Cláudio Cavalcanti (1968)

No mesmo ano, atua na peça Quarenta Quilates (1968), com quase o mesmo elenco da peça beneficente que fizera a pouco tempo. Entre eles Cleide Yaconis, Henriette Morineau, Jorge Dória, Delorges Caminha, Heloísa Helena, Nádia Maria, e Mário Brasini, no Teatro Copacabana.

No ano seguinte, atua em Com Os Olhos dos Outros (1969), ao lado de Vanda Lacerda, Jorge Dória, no Teatro Santa Rosa.

Com o sucesso da novela Irmãos Coragem, Cláudio e Nonato Buzar se juntaram e formaram o show Irmãos Coragem (1971), que estreou em Porto Alegre, no Teatro Leopoldina, e posteriormente foi levado ao Teatro Santa Rosa.

Em seguida, atua nas peças Você Quer Ser Minha Namorada? (1972-73), show dirigido por Roberto Menescal, ao lado de Valesca, na Fossanova.

E, Fernando Pessoa (1974), ao lado de Mária Clara, Betina Viany, Roberto Frota, e outros, no Teatro Opinião.

Em 1975, atua no show, Como Nos Livrar do Saco (1975), ao lado de Sandra Barsotti, no Casablanca.

Após isso, atua somente em peças teatrais, como Cobertura 34 / Loucuras na Cobertura (1975), ao lado de Neusa Amaral, Fausto Rocha, Rita de Cássia, e Maurício Loyola, marcando a reabertura do Teatro Dulcina.

Lúcia Alves, Cláudio Cavalcanti e Ricardo Blat

Era Uma Vez Nos Anos 50 (1978), ao lado de Ricardo Blat, Osmar Prado, Carlos Gregório, Vinicius Salvatori, Lúcia Alves, Diogo Vilela, Élcio Romar, e outros, no Teatro Gláucio Gil.

Bodas de Papel (1979-81), com direção de Cecil Thiré, figurinos de Tônia Carrero. Passaram pelo elenco os artistas Jonas Mello, Christiane Torloni, Adriano Reys, Susanna Faini, Stela Freitas, Thelma Reston, Francisco Milani, Djenane Machado, e Roberto Frota, no Teatro Maison de France.

Elenco de O Beijo da Louca (1981)

O Beijo da Louca (1981), direção de Cecil Thiré, ao lado de Sônia de Paulo, Ricardo Petraglia, Hélio Ari, Stella Freitas, Thelma Reston, entre outros, no Teatro Villa-Lobos.

Vida Nova (1982-83), direção de Cecil Thiré, ao lado de Maria Lúcia Frota, e Ilva Niño, no Teatro Copacabana.

Porcos Com Asas (1983), ao lado de Clarice Niskier, José Muniz, Beto Tornaghi, e outros, no Teatro Vannucci.

Disque M Para Matar (1984-85), de Frederic Knott, aonde Cláudio dirige e atua, ao lado de Maria Lúcia Frota, Marcos Waimberg, Rogério Fróes, e Élcio Romar, no Teatro Nelson Rodrigues.

Estou Amando Loucamente (1985-86), aonde dirige e atua, ao lado de Gracindo Junior, e Maria Lúcia Frota, no Teatro Senac.

Segura o Afonso Pra Mim (1986), aonde atuou como diretor, ao lado de Maria Lúcia Frota, Daniel Barcellos, e Macos Waimberg, no Teatro Vannucci.

Obrigado Pelo Amor de Vocês (1987-88), ao lado de Gracindo Junior e Maria Lúcia Frota, no Teatro Senac. Representação de peça de 1953. Daisy Poli entra no elenco no ano seguinte. Em 1988, foram a Portugal apresentar sua peça.

Allegro Desbum (1988), de Oduvaldo Viana Filho, na qual atuou como diretor, no Teatro Senac.

Lilian (1989), ao lado de  Beatriz Segall, Cláudio Corrêa e Castro, Nelson Dantas, e Pedro Pianzo, no Teatro Candido Mendes.

O Nosso Marido (1989-91), com direção e atuação de Cláudio, ao lado de Mária Lúcia Frota, Thelma Reston, e Arlete Salles, no Teatro Senac. Lina Fróes entra no elenco em 1990.

Superpappy (1991), ao lado de Maria Lucia Frota, Isaac Bardavid, no Teatro da Barra.

Papai é Papai Noel (1994), o qual dirige, no Teatro Barra Shopping.

Rogério Fabiano, Cláudio Cavalcanti, Maria Lúcia Frota, e Márcio Wainberg (1996)

Freud e o Visitante (1995-96), ao lado de Rogério Fabiano, Maria Lúcia Frota, e Márcio Wainberg, no Teatro Cândido Mendes, interpretando o próprio Freud.

A Primeira Valsa (1996-97), ao lado de Maria Lúcia Frota, e outros, no Teatro do Planetário.

Freud e o Visitante (1997), no qual dirige, ao lado de Maria Lúcia Frota, e Rogério Fabiano, no Teatro do Planetário da Gávea.

Em Nome do Pai (1998) - de Alcione Araújo - direção: Marco Aurélio, ao lado de Maurício Machado, no Centro Cultural São Paulo.

Problemas Felizes (1999), ao lado de Maria Lúcia Frota, em São Paulo.

O Mundo é Um Moinho (2003), ao lado de Caio Blat, Maria Ribeiro, no Teatro do Leblon.

Rosamaria Murtinho, Jacqueline Laurence, Cláudio Cavalcanti, Zulma Mercadante, e Yaçanã Martins (2005)

E Agora, o Que Eu Faço Com o Pernil? (2004-05), ao lado de Rosamaria Murtinho, Yaçanã Martins, Zulma Mercadante, e Josie Pessoa, no Teatro Maison de France, e Teatro Municipal Niterói.

O Doente Imaginário (2007), ao lado de Gláucia Rodrigues, Rogério Freitas, e outros, em São Paulo.

E, Quando Se é Alguém (2009), pela Companhia Fudidos Privilegiados, ao lado de Natalia Lage, no Teatro do Leblon, e Teatro Municipal de Niterói.

TV Tupi (RJ)

Logo após ingressar no teatro, foi para a televisão trabalhar no Grande Teatro, de Sérgio Brito, e no Teatrinho Trol, de Fábio Sabag na TV Tupi do Rio de Janeiro.

Nathália Timberg e Cláudio Cavalcanti (1957)

No programa Grande Teatro, inaugurado no domingo, 14 de Setembro de 1956, as 22:30, Cláudio participou das peças Tragédia em Nova York (1957), A Família Barrett (1957), O Homem da Minha Vida (1957), Ernesto de Tal (1957), Sinfonia Pastoral (1957), Colomba (1957), Em Cada Coração Um Pedaço (1957), Fábula de Natal (1957), Ralé (1958), Aquele Que Leva Bofetadas (1958), Fim de Jornada (1958), Carnet de Baile (1958), O Pequeno Escrevente Florentino (1958), O Pão da Vida (1959), Amor de Outono (1959), e Lilion (1959).

Sérgio Brito, Cláudio Cavalcanti, e Fernanda Montenegro (1959)

No programa, atuou, entre outros ao lado de Fábio Sabag, Sérgio Brito, Ítalo Rossi, Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Nathalia Timberg, Wanda Kosmos, Sadi Cabral, Elísio de Albuquerque, Maria Helena, Flávio Rangel, Oscar Felipe, Berta Zemel, Felipe Wagner, Norma Blum, e Zilka Salaberry.

Já no programa Teatrinho Trol, posteriormente conhecido como Vesperal Trol, e por fim Grande Teatro Infantil, atuou nas peças Olá, Seu Nicolau (1957), Aventuras de Pinocchio (1957), O Boneco Dedê (1957), Pedro e o Lobo (1957), O Aguapézinho Encantado (1957), O Carneirinho de Belém (1957), Sinos de Natal (1957), Senhorita Bruxinha (1958), Mano Rico e Mano Pobre (1958), A História dos Ovinhos (1958), História de João e Maria (1958), A Estufa Maravilhosa (1958), O Anjinho Perdido (1958), A Rainha das Neves (1958), e Joãozinho Anda Pra Trás (1959).

No programa, esteve ao lado de Alberto Perez, Paulo Padilha, Oscar Felipe, Ítalo Rossi, Carmen Silva Murgel, Roberto de Cleto, Germano Filho, Zilka Salaberry, Edmundo Lopes, Edson Silva, Laércio Laurelli, Cláudio Correa e Castro, Norma Blum, Iris Bruzzi, Ida Gomes, André Villon, Osmiro Campos, Jane Gipsy, Edson Silva, Rita Cléos, Guilherme Correa, e José Luiz Pinho.

Além disso, atuou em outros programas teatrais, como Teatro Walita, nas peças Pode-Se Tip Tap de Patins (1958), Marraio, Feridô, Sou Rei (1958), Adolescência (1958), e O Padrezinho Santo (1958), ao lado de Edmundo Lopes, Kleber Machado, Ida Gomes, Paulo Padilha, Maurício Sherman, Ribeiro Fortes, Alberto Perez, Miguel Rosenberg, Cleonir dos Santos, Ioná Magalhães, Herval Rossano, Nair Amorim, Avalone Filho, Munira Haddad, Agildo Ribeiro, e Gessi Santos.

TV de Aventura, na peça Beau Geste (1958), atuando ao lado de Cleonir dos Santos, Herval Rossano, Roberto Duval, Jéce Valadão, Elísio de Albuquerque, e Vera Lúcia.

Teatro de Comédia, nas peças O Rosto Marcado (1958), Um Gênio das Arábias (1958), Bodas de Algodão (1959), atuando ao lado de Dary Reis, Carlos Duval, Glauce Rocha, Herval Rossano, Rosamaria Murtinho, Jomeri Pozzoli, Antônio Leite, Heitor Dias, Magalhães Graça, e Nair Amorim.

Cláudio Cavalcanti (1958)

Teatro de Equipe, nas peças 3.200 Metros de Altitude (1958), De Ilusão Também Se Vive (1958), Ninguém Crê em Mim (1958), A Noite Encobre o Crime (1958), Um Caso de Honra (1959), Sonata a Quatro Mãos (1959), ao lado de Aracy Cardoso, Aliomar de Matos, Riva Blanche, Paulo Porto, Alberto Perez, Heitor Dias, Dary Reis, Antônio Leite, Daniel Filho, Antônio Patiño, Milton Carneiro, Paulo Goulart, Teresa Amayo, Maurício Sherman, e Paulo Max.

Teatro do Lar / Teatro da Casa Boa, na peça A Terra do Nunca Mais (1958), ao lado de Herval Rossano, Zilka Salaberry, Dary Reis, e Aracy Cardoso.

Teatro de TV-Telespark, na peça O Bobo Bobão (1958), ao lado de Wanda Kosmos, Roberto de Cleto, Munira Haddad, Guilherme Dieckens, e Cláudio Correa e Castro.

Teatro de Romance, na peça Amar Foi Minha Ruína (1958), ao lado de Aracy Cardoso, Wanda Marchetti, e Paulo Max.

Teatro do Lar Feliz, nas peças Grandes Esperanças  (1958), e A Noite Há de Chegar (1959), ao lado de Aracy Cardoso, Dary Reis, Zilka Salaberry, Waldemar Rocha, Roberto Duval, Carlos Duval, Herval Rossano, e Cleonir dos Santos.

Câmera Um, nas peças O Cemitério (1959), e Uma Alma Negra (1959), ao lado de Dary Reis, Roberto Duval, Daniel Filho, e Lourdes Mayer.

E por fim em Sessão das Cinco, na peça Oráculo (1959), ao lado de Ítalo Rossi, Aldo de Maio, Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, e Ezequias Marques.

Na emissora, também traduziu e adaptou diversas peças.

TV Rio

Em 1959, teve uma breve passagem pela TV Rio, aonde atuou no programa Teatro de Variedades (1959), além de atuar em peças como O Mensageiro (1959).

Na emissora também traduziu e adaptou diversas peças.

TV Continental

No mesmo ano, ingressa na TV Continental, aonde atua nas peças Um Litro de Leite Para Mamãe (1959), ao lado de Paulo Padilha, Dary Reis, Oscar Filho e Moacir Deriquem, Entrada Proibida (1959), e Marraio, Feridô, Sou Rei (1960).

Também traduziu e adaptou peças para a emissora.

TV Tupi (RJ)

Cláudio Cavalcanti (1961)

De volta a Tupi em 1961, atua principalmente no programa Grande Teatro, em peças como O Terno de Sarja Azul (1961), na qual adaptou e atuou, e Os Filhos de Eduardo (1962).

TV Rio

Em 1963, estava de volta a TV Rio, na atração Grande Teatro Murray / Grande Teatro, outro programa de Sérgio Brito, em peças como Nunca Te Amei (1963), adaptada por Cláudio, e Vento Frio no Outono (1964).

Rede Globo

Em 1965, ingressa na Rede Globo, aonde atua na série, 22-2000 Cidade Aberta (1965-66).

TV Rio

Posteriormente, atua na novela A Mulher Que Amou Demais (1966-67), na TV Rio.

Rede Globo

De 1967 à 1968, esteve atuando em novelas na Rede Globo, como Anastácia, a Mulher sem Destino (1967), A Gata de Vison (1968), e Demian, o Justiceiro (1968).

TV Tupi (RJ)

Neila Tavares, Mario Brasini, Claudio Cavalcanti, Alberto Perez, e Diana Morel (1969)

Em 1968, está de volta a TV Tupi, nas novelas O Retrato de Laura (1969) (primeira novela da TV Tupi do Rio de Janeiro, que começou a ser grava em final de 1968), e Enquanto Houver Estrelas (1969-70).

Chegou a fazer traduções para a emissora. Traduziu ao lado da esposa Lívia, a novela venezuelana, Madres Soteras, aqui chamada de Um Gosto Amargo de Festa (1969).

Rede Globo

De volta a Rede Globo, atua nas novelas Rosa Rebelde (1969), Véu de Noiva (1969), Irmãos Coragem (1970), O Homem que Deve Morrer (1971), O Bofe (1972), As Panteras (1972), Carinhoso (1973), e Cavalo de Aço (1973).

Sônia Braga, e Cláudio Cavalcanti (1971)

Em minisséries, atuou em episódios de Caso Especial, como As Noites Brancas (1973), e A Dama das Camélias (1974).

TV Rio

No mesmo ano, retorna a TV Rio, e apresenta o programa Cinemania (1974-75). No programa, apresentava filmes, cenas de filmes, e fazia entrevistas com profissionais do meio.

No ano seguinte, apresenta um programa de entrevistas, chamado Os Marginais (1975). Entre outros, entrevistava atores e atrizes, mostrando trechos das peças em que atuavam. Entre os entrevistados que passaram pelo programa, estão Sérgio Brito, Fernanda Montenegro, Carlos Alberto (ator de TV), entre outros.

Rede Globo

No mesmo ano, retorna a Rede Globo, e segue longa carreira de mais de 20 anos, tanto como ator, como diretor.

Tarcísio Meira, Claudio Marzo, e Cláudio Cavalcanti (1971)

Em novelas, atuou em Bravo! (1975), O Feijão e o Sonho (1976-77), Vejo a Lua no Céu (1976), Dona Xepa (1977), Nina (1977), Maria, Maria (1978), Pecado Rasgado (1978), Pai Herói (1979), Vereda Tropical (1979), Água Viva (1980), Baila Comigo (1981), Terras do Sem Fim (1981), Sétimo Sentido (1982), Transas e Caretas (1984), Roque Santeiro (1985), Hipertensão (1986-87), O Salvador da Pátria (1989), Lua Cheia de Amor (1990), Rainha da Sucata (1990), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), Explode Coração (1995), e Salsa e Merengue (1996).

E minisséries, atuou em Malu Mulher, nos episódios Histórias Nada Românticas (1979), Nossos Casamentos, Hoje (1982), e N (1982).

Cláudio Cavalcanti (1971)

Em Padre Cícero (1984), Tiradentes, Nosso Herói (1984), Mulher Sem Pecado (1988), República (1989), Desejo (1990), Labirinto (1998). Mulher, no episódio Alucinações (1998), e na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999).

Em programas, esteve em episódios de Caso Verdade (1983), O Último Compromisso (1985), e em Você Decide, nos episódios O Papo-Cabras (1998), e Vida (1998).

Como diretor, esteve primeiramente no programa Quarta Nobre, dirigindo Feliz Ano Novo de Novo (1983).

Posteriormente, dirigiu no programa Caso Verdade, programas O Pai Que Era Mãe (1983), Esperança Perdida (1984), O Melhor Amigo (1984), Amor, Sagrado Amor (1984), Bravo Herói (1985), Determinação (1985), e Todo o Dinheiro do Mundo (1986).

No programa Teletema, ficou responsável pela direção de Muito Prazer Em Conhece-La (1987), Muito Prazer em Conhecê-La (1988), Yayá Garcia (1989), e Do Arco da Velha (1990).

No programa Você Decide, fica responsável pelo programa Máscara Negra (1993).

Em novelas, dirigiu Despedida de Solteiro (1992), e Sonho Meu (1993/94).

Em 1998, se retira da emissora.

Rede Record

Em 2000, atua pela primeira vez em uma emissora paulista, ingressando na Record. Na emissora, atua nas novelas Marcas da Paixão (2000), e Roda da Vida (2001).

SBT

10 anos afastado da TV, retorna em Amor e Revolução (2011), no SBT.

GNT

Sua última atuação na TV, foi na série Sessão de Terapia (2013), no canal a cabo, GNT.

Cinema

Nos anos de 1960, atuou nos filmes Pluft, o Fantasminha (1962), Um Ramo para Luísa (1965), A História de Um Crápula (1965), Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), Nudista à Força (1966), Cuidado, Espião Brasileiro em Ação (1966), A Um Pulo da Morte (1969), e A Cama Ao Alcance de Todos (1969).

Cláudio Cavalcanti (1972)

Nos anos de 1970, esteve nos filmesMemórias de um gigolô (1970), Ascensão e Queda de um Paquera (1970), Quando As Mulheres Paqueram (1971), O Grande Gozador (1972), Como Nos Livrar do Saco (1973), Ipanema, Adeus (1975), Um Marido Contagiante (1977), e Uma Estranha História de Amor (1979).

E dos anos de 1980, atuou em Contos Eróticos (1980), Bacabal do 3º Grau (1983), Caminhos Cruzados (1983), Mutirão de Amor (1984), O Menino Maluquinho II - A Aventura (1998), Tiradentes - O Filme (1999), e Uma Fábula Urbana em Um Rio de Janeiro Mágico (2012).

Prêmios

Em 1961, foi eleito pela revista Radiolândia e o jornal O Globo, como a maior revelação da TV de 1960, junto com Nana Caymmi.

Em 1979, ganha o prêmio Mambembe de melhor ator de teatro do ano de 1978, pela peça Era Uma Vez Nos Anos 50.

Em 2000, recebeu a Medalha Tiradentes.

Curso de Ator

Em 1966, fez aula no Curso de Formação de Atores, em Copacabana, de autoria de Osvaldo Waddington, ao lado de Glauce Rocha, Miriam Pires, Cláudia Martins, Mário Monjardim, e outros, para aprimorar suas capacidades de ator.

Música

Além de ator, também foi cantor.

Lançou seu primeiro LP em 1970, com a música Menina, de Paulinho Nogueira, pela gravadora CID.

Disco de 1972

Seu segundo LP, foi gravado em 1972, e continha as músicas, Soneto de 4ª Feira de Cinzas, de Vinicius de Moraes), Texto, Let It Be, de John Lennon e Paul McCartne, Minha Namorada, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), entre outras 20 faixas.

Cláudio Cavalcanti e Martinho da Vila (1979)

Além disso, também lançou um single pela gravadora Philips, com as músicas Não Gosto Mais de Mim / Se Eu Morresse.

Participou, em 1987 do disco, Villa Lobos Para Crianças, pela gravadora Europa.

Em 1972, viajou o interior fazendo shows com a cantora Miriam Batucada.

Livros

Cláudio também foi escritor. Escreveu o livro, O Vagido do Consumido (1972), com tarde de autógrafos nas Livrarias Carlitos e Entrelivros no Rio de Janeiro, e na Livraria Cultura em São Paulo.

Posteriormente, escreveu o livro, Os Coelhos de Serragem (1984), pela Editora Nórdica LTDA.

E o livro de poesias, Com a Palavra, Os Artistas (1997), ao lado de Debora Duarte, Edney Giovanazzi, e outros, pela Editora Quartica.


Rádio MEC

Cláudio também teve passagem pelo rádio, atuando, entre outras na Rádio MEC, em programas como Domingo Mobral (1977/78), Conversando com o Mobral (1979/80), que ajudavam na alfabetização de pessoas.

Rádio Jornal do Brasil

Na mesma época, esteve na Rádio Jornal do Brasil. Atuou entre os anos de 1978 e 1979.

Curso

Em 1999, ministrou um curso/workshop chamado Curso de Interpretação Cláudio Cavalcanti, no Teatro do Planetário da Gávea, com duração de 1 mês.

Em 5 de Outubro de 2010, esteve a frente de outro workshop, intitulado Desenvolvimento de Técnica de Interpretação Para Vídeo.

Causa Animal e Política

Desde a infância, já tinha admiração pelos anos. Em 1975, ingressou na Associação Protetora dos Animais (APA), e se tornou ativista da causa. Por conta disso, ingressou na política em 2000, candidato pelo PTB a vereador do Rio de Janeiro, carregando o slogan "Por uma política de respeito aos animais". Ganhou a eleição, sendo reeleito em 2004, agora pelo PFL.

Em 2006, larga o mandato de vereador, e se candidata a deputado estadual, não conseguindo vencer, e se tornando suplente do deputado Graça Pereira (PFL). Em 2007, assume a vaga de deputado, quando Graça se torna secretária no Governo do Estado.

Tenta a reeleição em 2008 para vereador, mas não consegue. No mesmo ano, se torna suplente do deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM), que acaba perdendo o cargo. Cláudio tomaria posse em seu lugar, mas outro suplente é quem tomou. Até o fim da vida, aguardava mandado de segurança contra a mesa diretora da ALERJ, que tramitava no órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por conta disso.

Cláudio Cavalcanti, e sua filha, Lúcia Cavalcanti (1995)

No tempo que esteve atuando como vereador e deputado, teve 29 de suas leis aprovadas, todas em defesa dos animais. Entre elas, proibindo extermínio de animais abandonados, castração gratuita para animais de ruas, proibição de rodeios e circos que maltratem animais, entre outros.

No início de seu mandato de vereador, sua esposa se torna titular da Secretaria Especial de Prevenção e Defesa dos Animais, sendo substituída no cargo em 2005 pelo ator Victor Fasano, também ligado a causa.

Em 2013, na gestão de Eduardo Paes, Cláudio assume a pasta da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais, mas permanece por poucos meses, por conta de seu falecimento.

Nomes Iguais

Nos anos de 1960, 1970, 1980 e 1990, existia um arquiteto carioca chamado Cláudio Cavalcanti.

Nos anos de 1960 e 1970, também havia um colunista no Jornal O Diário de Notícias do Rio de Janeiro chamado Cláudio Cavalcanti.

Nos anos 2000, havia um carnavalesco chamado Cláudio Cavalcanti, o Cebola, que entre outros esteve na escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel.

Vida Pessoal

Leila Cavalcanti (1958)

Cláudio Cavalcanti também tinha uma irmã atriz, se chamava Leila Cavalcanti.
  
Lívia e Cláudio (1971)

Em 1959, conhece Lívia, com quem começa a namorar. Nasce Cláudia, a filha do casal em 1963. Apenas em 1965 que Cláudio se casa com Lívia. Se separam em 1972.
Cláudio Cavalcanti, e Maria Lúcia Frota (1982)

Em 1979, casa-se de novo, agora com a atriz Maria Lúcia Frota, com quem dividiu palco inúmeras vezes. Ambos também foram ativistas dos direitos dos animais. Cláudio e Maria tiveram uma filha chamada Lúcia Cavalcanti. Cláudio viveu com Maria até o fim de sua vida.
  
Betty Faria, e Cláudio Cavalcanti (1971)

Entre os amigos que Cláudio levou para sua vida pessoal, estão Betty Faria, que frequentava a casa por volta de 1972, Daniel Filho, que conhecia desde 1957, Gláucio Gil, que conheceu em 1963, além de Tarcísio Meira, com que viajava para seu sítio, Claudio Marzo, a quem chamava de irmão, e Paulo Padilha, companheiro de TV Tupi, Teatro e CineCastro, entre outros.

Dublagem

Na dublagem, Cláudio ingressou em 1961 por intermédio da colega, Carla Civelli, que o levou para dublar em seu estúdio, a CineCastro. Seu primeiro trabalho no estúdio foi como tradutor. Logo em seguida, também se tornara dublador. Também foi diretor de dublagem na casa.

No estúdio, principalmente atuou como tradutor. Foi dele as traduções de 77 Sunset Strip (feita em 1964-65), Ben Casey, Os Intocáveis, entre outros.

Também atuou em outros estúdios, como a Riosom, Peri Filmes e TV Cinesom. Na Peri, traduziu Bonanza (por volta de 1969). Na TV Cinesom, traduziu Combate, ao lado de Allan Lima.

Nos anos de 1970, também ingressara na Tecnisom, e Herbert Richers. Em todas, também atuou como tradutor de filmes e séries.

Permaneceu como tradutor até 1974, quando se afasta para se dedicar a apresentação de programas na TV Rio, e logo em seguida, uma constante e longa atuação na Rede Globo.

Retorna diversas vezes para a dublagem, até por volta de início dos anos de 1980, quando se afasta em definitivo.

Por volta de início dos anos de 1980, atuou em uma série com Miriam Ficher, chamada Família, na Peri Filmes. Miriam relatou uma vez que o tinha como um de seus mestres na profissão.

Robin Hood

Entre seus personagens, temos Smerdjakov no filme Os Irmãos Karamazov, além de ter dublado Elvis Presley em alguns filmes. Em séries, foi Kookie, nas 6 temporadas de 77 Sunset Strip. Seu personagem mais famoso na dublagem, foi Robin Hood, no longa de mesmo nome da Disney.

Cláudio Cavalcanti faleceu em 29 de Setembro de 2013, após ter ficado 7 dias na UTI por complicações de uma operação cardiovascular.

Trabalhos:

Filmes

- Smerdjakov (Albert Salmi) em Os Irmãos Karamazov (1ª Dublagem)

Séries

- Kookie (Edd Byrnes) em 77 Sunset Strip

Desenhos

- Robin Hood em Robin Hood (Longa-Metragem)

Trabalhos de Tradução de Dublagem

Séries

- Sunset Strip
- Ben Casey
- Os Intocáveis
- Bonanza (Peri Filmes)
- Combate (Junto com Allan Lima)

Fontes: Hemeroteca Digital, Wikipédia, Revista Intervalo, Dublanet, Miriam Ficher, Blog Tudo Isso é TV, O Jornal, Diário da Noite, Diário de Notícias, Correio da Manhã, Radiolândia, Revista do Rádio, O Cruzeiro, Diário Carioca, IMMuB, Sanduíche Musical, Todo Teatro Carioca, Jornal do Brasil, Eu Conheço Essa Voz, Revista Manchete, O Fluminense, Jornal do Commercio, Gente de Mídia, Todo o Teatro Carioca, IMDB, Cláudio Caparica, Augusto Bisson, Estante Virtual, Astro Em Revista, Passei Direto.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Juraciara Diácovo


Arquivo de Som:

Rosa Cantú Del Río (Laura Flores) em Cúmplices de Um Resgate



 
Biografia:

Juraciara Diácovo é uma dubladora Carioca.
 
Juraciara Diácovo nasceu em 11 de Junho de 1943, na cidade do Rio de Janeiro.

Desde os 5 anos de idade quando começou a aprender a escrever, começou a gostar de interpretar. Também desde pequena gostava de cantar.

Rádio Tupi / Tamoio

Juraciara começou carreira aos 7 anos de idade na Rádio Tupi, estreando no programa infantil, Clube do Guri (1950). Na emissora, atuou ao lado de gente como Paulo Porto e Lídia Matos.

Ao mesmo tempo também atuava na Rádio Tamoio. Além de rádioatriz, também foi cantora nas emissoras.

Esteve nas emissoras até por volta de 1955.

Rádio Nacional

Por volta de 1955, ingressa na Rádio Nacional, aonde atua em programas como Ontem, Hoje e Amanhã (1955), de Renato Murce, apresentado por César de Alencar, e ao lado de Elizinha Coelho, e Juanita Castilho. Entre outros.

Juraciara Diácovo (1956)

Também atua nos programas teatrais Grande Teatro Millus, em peças como A Morte Civil (1956), e Grande Teatro, em peças como Anjo de Pedra (1956).

Também atua na novela A Chama Que Não Se Apaga (1957), Na Solidão da Noite (1957), Travessuras de Um Anjo (1969), entre muitas outras.

TV Tupi

Por volta de 1954/55, ingressa também na TV.

TV Rio

Juraciara também passa pela TV Rio, aonde atua, entre outros no programa Studio A, em peças como O Cura da Aldeia (1960), ao lado de Eva Todor, Antônio Patiño, Alvaro Aguiar, Rodney Gomes e grande elenco

Rede Globo

Na Rede Globo, participou do programa humorístico Chico City na década de 1980. 

Também esteve no programa Chico Total - 2ª Versão (1996). Na atração, esteve ao lado de Chico Anyzio, Estelita Bell, Marya Bravo, Milton Carneiro, Castrinho, Luiz Delfino, Lug de Paula, Orlando Drummond, Monique Evans, Brandão Filho, Maitê Proença, Heloísa Perissé, Leonardo Serrano, Francisco Milani, Suely May, Lúcio Mauro, Zezé Macedo, Berta Loran, Selma Lopes, Diogo Larrea, Leandro Hassim, Ingrid Guimarães, Lupe Gigliotti, e muitos outros.

Teatro

Em 1954, Juraciara é convidada pelo Maestro Eleazar de Carvalho, por seu sucesso como cantora na Rádio Tupi, para se apresentar na ópera, Vamos Fazer Uma Opera? (1954-55), de Benjamin Briten, como soprano infantil, levado inicialmente no Congresso das Juventudes Musicais em São Paulo, e posteriormente no Teatro Ginástico Português, e Teatro Municipal, no Rio de Janeiro.

Em 1961, atuou na peça É Proibido Suicidar-Se na Primavera (1961), no Teatro Municipal de Niterói, entre outros, ao lado de Mário Monjardim.

Em 1978, participa do ciclo de leituras dramáticas que acontecia no SENAI, com a leitura de As Primicias (1978), de Dias Gomes, ao lado de atores e atrizes consagrados, como Osmar Prado, Clarice Abujamra, Castro Gonzaga, Lourdes Mayer, Nair Amorim, Maria Teresa Barroso, Daisy Poli e Léo.

Discos

Juraciara também atuou em discos, como em Chapeuzinho Vermelho e Aventuras de Pedro Malazarte (1959), pela RCA Vcitor. No disco, tem a companhia do colega de Rádio Nacional, Gerdal dos Santos.

como História do Brasil - Vol II (1960), ao lado de outros atores e atrizes da Rádio Nacional, como Milton Rangel, Castro Gonzaga, José de Arimatéa, Domício Costa, Cahue Filho, Domingos Martins, Carlos Marques, Samir de Montemor, Roberto Faissal, e Geraldo Luís. Ela atua no Lado A do disco, chamado História do Brasil, 3º Capitulo - Governadores Gerais.

No mesmo ano também atua no disco, Gladys e Seus Bichinhos (1960), da apresentadora do programa de mesmo nome na Tupi, Gladys Mesquita Ribeiro. No disco, atua ao lado, também de vários rádioatores e arádioatrizes da Nacional, além da própria Gladys, que narra o disco. Entre os radioatores, temos Waldir Fiori, Ilka Maria, Maria Alice, Roberto Faissal, Neyda Rodrigues, Nelma Costa, Simone Morais e Neuza Tavares, na história O Botãozinho de Rosa, de Fredímio Trotta.

Piano

Estudou piano em 1955, com a Professora Ecléia Ribeiro, o que lhe ajudava na parte musical que desempenhava no rádio e no teatro.

Dublagem
 
Na dublagem, ingressa em 1967 na TV Cinesom, por intermédio de seu colega de Rádio Nacional, Newton da Matta. Em seguida, ingressa no estúdio Dublasom Guanabara, aonde teve importante atuação.

Juraciara Diácovo e André Filho

Nos anos de 1970 chega a Herbert Richers, Tecnisom e Peri Filmes. Já nos anos de 1980, ingressa na Telecine, VTI, Delart e Sincrovídeo.

Nos anos de 1990, ingressa na Audiocorp. Nos anos 2000, ingressa na Wan Macher e Doublesound. E nos anos de 2010, ingressa na Rio Sound. Entre outros estúdios em que fez parte.

Curso de Juraciara Diácovo (2016)

Juraciara também deu aulas de dublagem. Em 1989, ministrava um curso. Em 1999, ministrou um curso ao lado de Márcio Seixas, chamado Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Dubladores/Locutores, nos Estúdios Mister Vox.

Esteve em 2000 também ministrando o mesmo, e até fazendo anúncio no Jornal do Brasil do mesmo. Juraciara voltou várias vezes com o curso, como em 2016, pelo estúdio Arwtv.

Sally Field

Entre seus personagens, temos principalmente atrizes em filmes. Entre elas Stephanie Powers nos 4 filmes inspirados na série Casal 20, Jane Fonda em Adivinhe Quem Vem Para Roubar, e Como Eliminar Seu Chefe, Natalie Wood em A Corrida do Século, e Rastros de Ódio, Emma Thompson na franquia Harry Potter, Gates McFadden na franquia Jornada nas Estrelas, Sally Field em Norma Rae, e Uma Babá Quase Perfeita, além das dublagens da atriz da personagem Sassy na sequência A Incrível Jornada, Faye Dunaway em Inferno na Torre, e O Pequeno Grande Homem, Julianne Moore em Evolução, e O Grande Lebowski, Psicose (1998)entre outras. Nos anos de 1980, também chegou a ser a voz de Shirley MacLaine.

Além disso, deu voz a atrizes como Bette Davis em A Estranha Passageira, Suzanne Pleshette em California, Terra do Ouro, Talia Shire em A Semente do Diabo, Kim Basinger em Batman (VHS), Lea Thompson em O Encanto do Natal, Debora Kerr em Crê Em Mim, Maggie Smith em Assassinato Por Morte, Sarah Jessica Parker em Abracadabra, Barbara Stanwyck em Pacto de Sangue, Doris Day em Ardida Como Pimenta, Diane Keaton em O Pai da Noiva, Meryl Streep em Amor à Primeira Vista, entre outras.

Dana Scully

Em séries, ficou inicialmente marcada pela personagem Jennifer Hart na série Casal 20. Posteriormente, também foi Pamela Barnes Ewing em Dallas, Dana Scully em Arquivo X, Detetive Sarah Pezzini em Witchblade - A Guerreira Imortal, Ranger Mística Branca em Power Rangers - Força Mística, entre outras.

Além disso, foi a voz oficial de algumas atrizes em séries, como a própria Jennifer Hart em séries como Contragolpe, e Quando Pinta o Amor, Cybill Shepherd em Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais, e Mentes Criminosas, e Mary McDonnell em Divisão Criminal (2ª voz), e Grey's Anatomy.

Daphne Blake

Em desenhos, foi onde também brilhou com alguns personagens. Entre eles seu carro chefe, Daphne Blake de Scooby-Doo, pego quando tinha apenas 4 anos de profissão. Além disso, também foi Penélope Charmosa na primeira dublagem de Os Apuros de Penélope, uma das vozes de Piu Piu nas dublagens de Looney Tunes dos anos de 1970 e 1980, Suzie Chan em Charlie Chan, a segunda voz de Sally Murphy em Laboratório Submarino, Sandy Devlin em Devlin, o Motoqueiro, Tana em O Vale dos Dinossauros, Gasparzinho em Gasparzinho, O Fantasma Espacial, Judyty Isaac Neutron "Judy" em Jimmy Neutron, e Jimmy Neutron - O Menino Gênio, Georgette em Oliver e Sua Turma, Miriam em O Cão e a Raposa, Isabel em O Natal do Mickey Mouse, Lady Marian em Robin Hood, entre outros.

Em novelas, foi principalmente a voz da atriz Laura Flores, atuando em A Alma Não Tem Cor, Cúmplices de Um Resgate, Destilando Amor, Gotinha de Amor, e Mundo de Feras. Além disso também foi as atrizes Leticia Perdigón em Primeiro Amor a Mil Por Hora, e Rebelde, Rosa María Bianchi em A Outra, e Alegrifes e Rabujos, e María Rojo em Mariana da Noite, e Sigo Te Amando.

Fora isso, também foi Carmen San Román (Margarita Isabel) em A Madrasta, Chela em Viva As Crianças - Carrossel 2, Bertha de Aragón em Feridas de Amor, entre outros.

Juraciara abriu um processo contra a Fox em meados dos anos de 2000 por conta de direitos autorais. Em retaliação, a Fox tirou Juraciara da personagem Scully de Arquivo X.

Trabalhos:

Filmes

- Stephanie Powers em As Novas Aventuras do Fusca, Dupla Vingança, A Volta do Casal 20, A Volta do Casal 20 - A Alta Temporada, A Volta do Casal 20 - Crimes do Coração, Casal 20 - A Herança de Max
- Jane Fonda em A Noite dos Desesperados, Adivinhe Quem Vem Para Roubar, Amargo Regresso, Como Eliminar Seu Chefe, Klute - O Passado Condena, e Síndrome da China
- Natalie Wood em A Corrida do Século, Clamor do Sexo, Esta Mulher é Proibida, Médica, Bonita e Solteira, Meteoro, Os Prazeres de Penélope, e Rastros de Ódio
- Emma Thompson em Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
- Gates McFadden em Jornada nas Estrelas - Generations, Jornada nas Estrelas - Primeiro Contato, Jornada nas Estrelas - Insurreição, e Jornada Nas Estrelas - Nêmesis
- Sally Field em  Dramático Reencontro no Poseidon, Hooper - O Homem das Mil Façanhas, Norma Rae, e Uma Babá Quase Perfeita
- Sassy (voz) (Sally Field) em A Incrível Jornada, e A Incrível Jornada II - Perdidos Em São Francisco
- Faye Dunaway em Inferno na Torre, O Pequeno Grande Homem, e Três Dias do Condor (VHS)
- Julianne Moore em Evolução, O Grande Lebowski, e Psicose (1998)
- Cybill Shepherd em Era Uma Vez... Um Crime, e Kelly & Cal: Uma Amizade Inexperada
- Jane Seymour em O Fantasma da Ópera (1983), e Simbad Contra o Olho do Tigre
- Goldie Hawn em Liberdade Para as Borboletas, e Todos Dizem Eu Te Amo (DVD)
- Sinead Cusack em Fúria de Titãs 2, Senhores do Crime (Globo)
- Laura Linney em Cartas de Amor, e Sobre Meninos e Lobos
- Charlotte Vale (Bette Davis) em A Estranha Passageira
- Arabella Flagg (Suzanne Pleshette) em California, Terra do Ouro / As Aventuras de Bullwhip Griffin
- Maggie (Talia Shire) em A Semente do Diabo
- Detetive Sarah Pezzini (Yancy Butler) em Witchblade - O Filme
- Jane Hurley (Debbie Reynolds) em A Festa de Casamento
- Ann (Cindy Williams) em A Conversação
- Leslie Perry (Irene Kane) em O Show Deve Continuar
- Barbara Tuttle (Jill St. John) em Errado Pra Cachorro
- Ruth Whitney (Christine Ebersole) em Uma Família Inesperada
- Eve Clayton (Brenda Vaccaro) em Aeroporto 77
- Enid Frick (Candice Bergen) em Sex And The City - O Filme
- Vicky Hawkins (Suzanna Leigh) em Boeing Boeing
- Jenny (Karen Valentine) em Chumbo Quente e Pé Frio
- Sabra Cravat (Maria Schell) em Cimarron
- Dana Scully (Gillian Anderson) em Arquivo X - O Filme
- Joy Burns (Patricia Clarkson) em Do Jeito Que Ela é
- Vicki Vale (Kim Basinger) em Batman (VHS)
- Barbara Pegg "Babs" (Lulu) em Ao Mestre Com Carinho
- Sarah Gibson (Lea Thompson) em O Encanto do Natal
- Rosemary Sydney (Mary Steenburgen) em Piquenique
- Alison Kirbe (Debora Kerr) em Crê Em Mim
- Hilly Burns (Jill Clayburgh) em O Expresso de Chicago
- Sra. Dora Charleston (Maggie Smith) em Assassinato Por Morte
- Jennifer Jolie (Parker Posey) em Pânico 3
- Sarah Sanderson (Sarah Jessica Parker) em Abracadabra
- Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) em Pacto de Sangue
- Moneypenny (Samantha Bond) em 007 - O Mundo Não é o Bastante
- Leslie (Joanna Pacula) em Marcado Para a Morte
- Julie Fitch (Brigid Bazlen) em A Maquina do Amor
- Carrigan Crittenden (Cathy Moriarthy) em Gasparzinho - O Fantasminha Camarada (1ª Dublagem)
- Florence Tanner (Pamela Franklin) em A Casa da Noite Eterna
- Calamity Jane (Doris Day) em Ardida Como Pimenta
- Nina Banks (Diane Keaton) em O Pai da Noiva
- Molly Gilmore (Meryl Streep) em Amor à Primeira Vista

Séries

- Cybill Shepherd em Cybill, Eastwick: A Cidade da Magia, Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais, e Mentes Criminosas
- Mary McDonnell em Divisão Criminal (2ª voz), Galáctica - Astronave de Combate, e Grey's Anatomy
- Jennifer Hart (Stefanie Powers) em Casal 20, Contragolpe, e Quando Pinta o Amor
- Katrina Tremaine (Ann Dusenberry) em Magnum
- Doutora Beverly Crusher (Gates McFadden) (segunda voz) em Jornada nas Estrelas - A Nova Geração
- Udonna / Ranger Mística Branca (Peta Rutter) em Power Rangers - Força Mística
- Pamela Barnes Ewing (Victoria Principal) em Dallas
- Dana Scully (Gillian Anderson) em Arquivo X
- Rachel Glass (Lisa Ann Walter) em Últimas Notícias
- Deb Scott (Barbara Alyn Woods) em Lances da Vida
- Ruth Evershed (Nicola Walker) em Dupla Identidade
- Detetive Sarah Pezzini (Yancy Butler) em Witchblade - A Guerreira Imortal
- Serina (Jane Seymour) em Galáctica - Astronave de Combate (1978)

Desenhos

- Daphne Blake em O Que Há de Novo, Scooby-Doo?, Scooby-Doo e a Perseguição Cibernética (Longa-Metragem), Os Novos Filmes de Scooby-Doo, Salsicha e Scooby Atrás das Pistas, Scooby-Doo e o Abominável Homem das Neves (Longa-Metragem), Scooby-Doo Show, Scooby-Doo e Scooby-Loo, Scooby-Doo Na Ilha dos Zumbis (Longa-Metragem), Scooby-Doo Cadê Minha Múmia? (Longa-Metragem), Aloha Scooby-Doo (Longa-Metragem) e Scooby-Doo e o Fantasma da Bruxa (Longa-Metragem)
- Piu Piu (uma das vozes) em Looney Tunes (Anos de 1970 e 1980)
- Becky Thatcher (Lu Ann Haslam) em As Aventuras de Huckleberry Finn
- Penélope Charmosa em Os Apuros de Penélope (1ª Dublagem)
- Suzie Chan em Charlie Chan
- Sally Murphy (segunda voz) em Laboratório Submarino
- Sandy Devlin em Devlin, o Motoqueiro
- Tana em O Vale dos Dinossauros
- Tracy Patridge em A Família Dó-Ré-Mi 2200
- Célia Alvarez em A Coisa
- Gasparzinho em Gasparzinho, O Fantasma Espacial
- Gussy (voz) (Oprah Winfrey) em A Menina e o Porquinho
- Martha Kent em A Morte do Super Homem (Longa-Metragem)
- Judyty Isaac Neutron "Judy" em Jimmy Neutron, e Jimmy Neutron - O Menino Gênio
- Mãe da Myrtle em Lilo & Stitch: A Série
- Mãe do Bambi em Bambi (3ª Dublagem) (Longa-Metragem)
- Georgette em Oliver e Sua Turma (Longa-Metragem)
- Miriam em O Cão e a Raposa (Longa-Metragem)
- Isabel em O Natal do Mickey Mouse (Longa-Metragem)
- Lady Marian em Robin Hood (Longa-Metragem)

Novelas

- Laura Flores em A Alma Não Tem Cor, Cúmplices de Um Resgate, Destilando Amor, Gotinha de Amor, e Mundo de Feras
- Leticia Perdigón em Primeiro Amor a Mil Por Hora, e Rebelde
- Rosa María Bianchi em A Outra, e Alegrifes e Rabujos
- María Rojo em Mariana da Noite, e Sigo Te Amando
- Carmen San Román (Margarita Isabel) em A Madrasta
- Chela (Adriana Acosta) em Viva As Crianças - Carrossel 2
- Bertha de Aragón (Diana Bracho) em Feridas de Amor
- Madre Trindade (Maria Alicia Delgado) em Querida Inimiga

Fontes: Revista do Rádio, Radiolândia, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Acervo Pessoal, Dublanet, IMDB, Jornal dos Sports, Jornal do Commercio, A Noite, Última Hora, O Jornal, Tribuna da Imprensa.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Antônio de Freitas


Arquivo de Som:

Inspetor Kanoff (Patrick Troughton) em A Górgona




Biografia:

Antônio de Freitas foi um dublador Paulistano.

Início

Antônio de Freitas começou a carreira trabalhando na Prefeitura de São Paulo, e posteriormente à noite atuava em espetáculos no circo.

Teatro

Atuou no circo desde o início dos anos de 1940, como também no teatro. Por conta do trabalho em rádio, se afastou de ambos.
 
Antônio de Freitas (1956)

Em 1959, participa da tradicional apresentação do elenco da Rádio São Paulo no Circo Piolim, representando a peça do quadro Semana Santa, intitulada O Mártir do Calvário (1959).  Na representação, esteve ao lado de Dalva Costa, José de Freiras, Elvira Samara, Arlete Montenegro, Marcelo Ponce, Gessy Fonseca, Ézio Ramos e Gastão Malta. Se repetiu em 1960.

Em 1961, foi representada no Teatro Record, com direção de Antônio, e com nome de A Vida, Paixão e Morte de Jesus (1961). No ano seguinte acontece o mesmo, ocorre o mesmo, mas com o retorno do nome para O Mártir do Calvário (1962).

Viveu Jesus na semana santa no circo e no teatro desde início dos anos de 1940.

Em seguida, esteve na peça Sem Entrada e Sem Mais Nada (1961), pela Companhia Teatro Brasileiro de Comédias, no Teatro Maria Della Costa, ao lado de Eva Wilma, Liana Duval, Mauro Mendonça, João José Pompeo, J. França, Gervásio Marques, e Gustavo Pinheiro.

Rádio São Paulo

No rádio, começou no início da década de 1940 como rádioator e diretor de rádionovelas. Antônio foi um importante rádioator, tendo passado pelas principais rádios de São Paulo.

Antônio de Freitas (1943)

Em 1943, já estava na Rádio São Paulo, e atuava principalmente como contra-regras.

Como rádioator, atua nas novelas O Solitário (1944), de Ceci de Alencar, Um Estranho Casamento (1944), de Otávio Augusto Vampré,  Amargura (1949), O Outro Lado da Vida (1949), Vida Em Tormento (1949), Abandonada (1949), Maria Madalena (1949), Ninho de Víboras (1949), Carmen (1950), A Lua no Meu Quarto (1950), Amor Triunfante (1950), Pecado de Mulher (1950), A Crucificada (1951), de Urbano Reis, Você Me Fez Perversa (1951), A Rua Dos Sonhos Perdidos (1951),

Além de suas participações em novelas, teve grande presença também nos programas teatrais da emissora. Entre eles, o programa Teatro de Urbano Reis, em peças como A Louca (1949).

O programa Teatro de Aventuras, nas peças Juca Valente (1950), Rádio Patrulha (1950), Forasteiro (1951), O Império do Sol (1958), Hiran, o Fenício (1959), Comandante Taylor (1959), O Filho Pródigo (1959), e Miguel Strogoff (1959).

E no famoso programa, Grande Teatro Royal, nas peças Sinhá Moça Chorou (1950), Yayá Boneca (1950), Vontade Sobrehumana (1950), Uma Aventura Singular (1950), Iracema (1950), O Prelúdio da Morte (1950), O Sinal de Deus (1951), Sacrificados (1951), Marcha Nupcial (1951), Frei Antonio das Chagas (1951), A Canção de Minha Ternura (1951), O Amor Que Não Morreu (1951), e O Rosário (1951).

Além disso esteve também nos programas Grande Teatro de Contos, na peça Noturno em Si Bemol (1950), Grande Teatro do Azeite Rita, nas peças Desespero (1950), Criminoso (1951), Teatro Popular de Arte, na peça Morro dos Ventos Uivantes (1951), e por fim Teatro de Cultura Popular, na peça Hamlet (1951), com protagonismo do ator teatral, Sérgio Cardoso, que mais tarde encenaria a mesma peça no teatro por sua companhia.

Também participou do programa Quem é o Culpado? (1950).

Como diretor, dirigiu e ensaiou elenco para o programa Grande Teatro do Azeite Rita (1950-51), como a direção geral do programa Grande Teatro Royal (1951).

Em novelas, dirigiu Marcha Nupcial (1951), e A Rua Dos Sonhos Perdidos (1951).

Rádio Record

Antônio de Freitas e Dalva Costa (1952)

Em 1952, é contratado pela Rádio Record, para ser diretor de rádioteatro da emissora. Permaneceu pouco tempo na emissora, retornando a Rádio São Paulo no ano seguinte.

Rádio São Paulo

De volta a Rádio São Paulo, atuou nas novelas Ângela de Monte Cristo (1954), de Cardoso Silva, A Vida Continua (1956), Macumba (1956), Alguém Morrerá Esta Noite (1956), Melodia Inesquecível (1957), de Ciro Bassini, Se a Felicidade Não Fosse Plural (1957), de Hélio Tys, Depois Que a Noite Passou (1958), de Dulce Santucci, Lembrança de Roberta (1958), Lembranças de Roberta (1959), Magia Verde (1959), Nos Dias Impares (1959), Quando Cantam As Cigarras (1959), Algemas Partidas (1959), Alma Danada (1959), e Nega Fulô (1959).

Arlete Montenegro, Gessy Fonseca, Odete Lyz, Álvaro de Albuquerque, Celso Marival, Oswaldo Calfat, e Antônio de Freitas (1958)

Na década de 1960, atuou nas novelas O Homem Que Perdeu a Alma (1960), Sorrir Para Mim (1960), Alma em Flor (1960), Miguel Strogoff (1960), O Homem Que Perdeu a Alma (1960), de Janete Clair, A Casa dos Sete Candieiros (1960), de Dias Gomes, Quase Menina (1960), de Mário Lago, O Foragido (1960), de Roberto Mendes, Ela Voltará Um Dia (1961), de Janet Clair, A Divina Solange (1962), de Mário Lago, Maria Sem Pecado (1962), O Escravo Branco (1962), de Ivani Ribeiro, Um Coração Entre Espinhos (1962), de Ivani Ribeiro, No Palco da Vida (1962), de Roberto Mendes, Fronteira do Inferno (1962), de Raimundo Lopes, Dois Amores (1962), e Noite Ilustrada (1963).

Uma curiosidade para a novela A Voz do Sangue (1953), em que participa. A escritora da novela Yara Navarro, os atores Nélio Pinheiro, Leonor Navarro, Waldemar Ciglioni e Sônia Ciglioni, e os sonoplastas Francisco Magalhães e Benito de Nardo haviam ganhado o Roquete Pinto referente ao ano de 1952, inclusive Antônio.

No início da década de 1950, aconteceu um caso curioso com Antônio. Ele atuava em uma novela de Raimundo Lopes na emissora, aonde interpretava o vilão. Após o último capítulo da novela, Antônio teve sair escoltado por um camburão da polícia pelos fundos do estúdios, porque a frente da rádio estava cercada de ouvintes furiosos com seu personagem.

Roberto de Carvalho, Antônio de Freitas, Ciro Bassini, Plínio de Oliveira, e Mário Jorge (1956)

Em programas teatrais, esteve em Grande Teatro Royal, nas peças Noivas de Maio (1956), Perdão, Meu Filho (1958), Guerra e Paz (1958), Vingança Cigana (1958), Algemas Partidas (1959), e Pierre Venguer (1959), Teatro União, na peça O Ferroviário (1958), e por fim Grande Teatro Dramático, nas peças O Retrato de Dorian Grey (1956), Rui Barbosa (1958).

Também atuou no seriado Guilherme Tell (1958).

Como diretor, voltou a dirigir e ensaiar elenco para o programa Teatro do Azeite Rita (1953-59).

Também dirigiu peças no programa Teatro de Aventuras, como Ziegfield (1957).

Em novelas, dirigiu Preço do Silêncio (1953), O Garoto Do-Re-Mi (1956), Em Cada Coração, Um Amor (1958), Vidas Entre Sombras (1959), Quando Cantam As Cigarras (1959), A Eterna Sombra (1959), e Carne de Minha Carne (1959).

Rádio Record

Esteve na Rádio São Paulo até por volta de 1963/64, quando parte para a Rádio Record.

Em 1964, participa eventualmente do Teatro Manuel Durães na emissora.

Rádio São Paulo

De volta a Rádio São Paulo, atua na novela de Iara Cúri, O Delator (1965).

Rádio Mulher

Em 1976, esteve na Rádio Mulher, ao lado de vários colegas de trabalho, como Gilmara Sanches, Ézio Ramos, Gessy Fonseca, Gervásio Marques, Judy Teixeira, Maria Aparecida Alves, Oswaldo Calfat, e outros.

Atuou na emissora em peças e novelas de nomes como Ivani Ribeiro, Janete Clair, J. Silvestre, Dulce Santucci, Urbano Reis, e outros. Acredito que tenha sido a última emissora que tenha trabalhado.

TV Record

Antônio de Freitas, Waldemar de Morais, Talita de Barros e Carlos Araújo (1955)

Na TV, atuava no programa Teverama da TV Record, em meados dos anos de 1950, em peças como A Volta do Frankenstein (1955), ao lado de Waldemar de Morais, Talita de Barros e Carlos Araújo.

Cinema

No cinema, participou de filmes, como: O Palhaço Atormentado (1948), ao lado de Arrelia e Osmano Cardoso.

Em 1961, Antônio, ao lado de vários colegas da Rádio São Paulo, participou de um filme chamado Passageiros da Vida (1962). Entre os colegas que atuaram, estava seu irmão José de Freitas, Deise Celeste, Elaine Cristina, Marthus Mathias, Osvaldo de Barros, Dalva Costa, entre outros. O filme foi produzido, dirigido, escrito e roteirizado por Jorge Della Vecchia.

Curiosidades

Antônio de Freitas (1955)

Em 23 de Abril 1955, próximo a sua casa, Antônio foi vítima de um atentado a faca por seu vizinho, que há muitos o ameaçava por adquirir preferência de venda do dono do terreno ao lado de suas casas. Esse atentado, perfurou seu fígado, pâncreas e estomago. Na ocasião, Antônio ainda conseguiu dirigiu seu veículo até uma rua movimentada, quando foi ajudado a ir ao Hospital das Clínicas, na capital paulista. Foi operado, se recuperou e logo em seguida voltou para casa. Na ocasião, a revista Radiolândia fez uma reportagem com Antonio mostrando sua recuperação e os cuidados que teve em seu lar de sua esposa Linda.

Prêmios

Em 1952, ganha o prêmio de melhor rádioator central de 1951 do rádio paulista, concurso esse promovido pela ABEARRE, Associação Beneficente dos Empregados e Artistas da Rádio Record, e realizado no dia 22 de Janeiro de 1952, com o júri composto por Carlos Mendonça, da Associação das Emissoras de São Paulo, Mário Julio Silva, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, Denis Brean, da Associação Brasileira de Cronistas de Disco, Edmur de Castro Cotti, das Agências de Publicidade, e a escritora Maria de Lourdes Lebert.

Antônio de Freitas (1955)

Em 1953, recebe outro prêmio por sua atuação como rádioator, o Roquete Pinto. O Roquete Pinto era o maior prêmio para um artista na ocasião, seja ele do rádio, televisão, teatro ou cinema. Um feito, com certeza na carreira de Antônio. O prêmio foi referente a categoria de melhor rádioator central do ano de 1952.

Em 1956, ganha novamente o prêmio Roquete Pinto como melhor rádioator central de 1955. Em 1961, ganha o prêmio de radioator central paulista pelo ano de 1960. E em 1963, chega a ganhar um terceiro prêmio Roquete Pinto por sua atuação no rádio.

Vida Pessoal

Antônio era irmão do também rádioator, José de Freitas, com quem também atuou na dublagem, e do ator circense, Mário de Freitas.

Se casou na década de 1940 com Linda de Freitas, com quem constituiu família. Foi mais a sua família morar no bairro da Parada Inglesa, zona norte de São Paulo.

Dublagem

Na dublagem, entrou por volta de 1967/68 na AIC, atuando junto com seu irmão José de Freitas, com quem também trabalhava na Rádio São Paulo. Também atuou por alguns anos na Ibrasom.


Chefe O'Hara

Entre seus personagens fixos, temos primeiramente o Policial Chefe O'Hara interpretado por Stafford Repp na primeira e segunda temporadas de Batman, a primeira voz de Reuber Kincaird em A Família Do-Re-Mi, entre outros.

Inspetor Kanoff

Em filmes foi o Inspetor Kanoff em A Górgona, Coronel Wilkinson interpretado por Mervyn Johns em Os Heróis de Telemark, Doutor Saunders interpretado por Gene Lockhart em Amar Foi Minha Ruína, entre outros.

Houve um equivoco, aonde creditaram Antônio como a segunda voz de Shemp Howard, porém foi se descoberto que aquela voz é de Waldir Wey.

Nos anos de 1970, também foi diretor de dublagem na Álamo. Continuou na dublagem até meados, final dos anos de 1970, tanto na AIC, quanto na Álamo, quando se afastou da profissão.

Veio a falecer no início dos anos de 1980, por volta de 1982/83.

Trabalhos:

Filmes

- Coronel Wilkinson (Mervyn Johns) em Os Heróis de Telemark
- Inspetor Kanoff (Patrick Troughton) em A Górgona
- Dr. Saunders (Gene Lockhart) em Amar Foi Minha Ruína
- Fredric March (Dr. Alex Favor) em Hombre
- Médico Legista (Percy Cartwright) em O Monstro de Duas Faces
- Piloto Vila (Julio Villarreal) em As Sete Cidades de Ouro
- Sam (Ken Renard) Caçada Humana
- Milton Wing (Regis Toomey) O Último Pôr-do-Sol
- Charley (Charley Chase): Os Filhos do Deserto / A Honestidade Vence (1ª Dublagem)
- Big Mac (James Westerfield) em Sindicato de Ladrões
- Delton (John Williams) Rabo de Foguete
- Glushkov, da Agência Espacial (Laurence Herder) em Os Primeiros Homens na Lua
- Bêbado Apocalíptico em Lanchonete (Karl Swenson) em Os Pássaros

Séries

- Policial Chefe O'Hara (Stafford Repp) em Batman (1ª e 2ª Temporadas)
- Reuben Kincaid (Dave Madden) (primeira voz) em A Família Do-Re-Mi

Fontes: Acervo Pessoal, Universo AIC, Wikipédia, A História da Dublagem, Revista do Rádio, IMDB, Dublanet, Ronaldo Baptista, Canal Hulu no Dailymotion, The Stalking Moon, Wikia, José Carlos Guerra, Nelson Machado, Jornal de Notícias, Love Filmes Online, A Noite, Rádiolândia, Correio Paulistano, Última Hora.

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