sexta-feira, 13 de março de 2020

Rita Cléos


Arquivo de Som:

Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery) em A Feiticeira




Biografia:

Rita Cléos foi uma dublador Paulistana e Carioca.

Início

Rita Schadrack (conhecida como Rita Cleós, especialmente como Rita Cléos) nasceu em 29 de Setembro de 1931 em Blumenau, Santa Catarina. Aos 4 anos, foi para a Alemanha com a família, tendo retornado ao Brasil aos 15 anos de idade, e ido morar no Rio de Janeiro. Na infância, presenciou o regime nazista, e as famílias destroçadas em sua região. Por conta de ter convivido com tantas histórias diferentes, é que resolveu ser atriz, para poder representar um pouco disso que sentiu.

Com o convívio na guerra, conheceu pessoas de várias nacionalidades diferentes, entre elas inglesas, espanhóis e francesas, e foi aprendendo do idioma de cada uma. Ao voltar ao Brasil, começou a estudar por conta própria cada um desses idiomas, para não perder o que havia aprendido. Chegou até a dar algumas aulas de alguns desses idiomas no Brasil.

Cinema

Por gostar muito de interpretação, frequentava sempre o teatro, e acabou sendo conhecida entre as pessoas. Um belo dia, foi abordada por Ruggeri Jacobbi, um dos diretores da cinematográfica Vera Cruz, que a convidou para atuar no filme Esquina da Ilusão (1953). Não era o que ela queria fazer, mas aproveitou o filme como uma vitrine para sua carreira. Rita tinha apenas 22 anos na época.

Rita Cléos e Fábio Cardoso (1958)

A partir de então seguiu carreira no cinema. Posteriormente fez os filmes A Família Lero-Lero (1953), É Proibido Beijar (1954), Macumba na Alta (1958), Diário de Uma Prostituta (1979), e A Noite das Depravadas (1981).

Não Identificado, Jayme Costa, Rita Cléos, Marina Freire, Maria Dilnah, e Fábio Cardoso (1958)

Todos os filmes foram realizados no Rio de Janeiro, com exceção dos 2 últimos filmes que foram feitos em São Paulo.

Teatro

Apesar de gostar de cinema, é no teatro que se sente mais integrada e realizada. No mesmo ano que começa a fazer cinema, também começa a participar de peças no Teatro Bela Vista, em São Paulo.

Rita Cléos (1954)

Em seguida, integra o Teatro Permanente da Criança, em peças como História dos Brinquedos (1953-54), ao lado de Ibanez Filho, Aracy Cardoso, Rubem Rey, Ibanez Filho, Amandio Silva, e Hérnê Lebon, no Teatro Santana.

 

E, Princesinha Torrão de Açúcar (1954), ao lado de Aracy Cardoso, Oswaldo de Abreu, Guilherme Correa, Odeni Rody, e Eduardo Bueno, no Timb. Ambas as peças são de autoria de Carlos Escobar Filho.

 

O Filhote de Espantalho (1954) chegou a ser cogitado pela companhia, inicialmente com Rita Cléos e Rubem Rey, com estréia pro dia 15 de Julho de 1954 no Tinb, mas acabou não sendo realizada.

 

Em seguida, vai para o Teatro das Segundas-Feiras, aonde atua na peça O Pensamento (1954), de Andreiv, ao lado de Ítalo Rossi, Walmor Chagas, Rubens de Falco, Loris Rangel, Diná Mezzomo, e Guilherme Correa, no Tinb.

 

No mesmo ano integra a Companhia Nicette Bruno - Paulo Goulart, e participa de uma turnê pelo Rio Grande do Sul com Nicette Bruno, atuando nas peças Ingenuidade (1954), Senhorita Minha Mãe (1954), Week End (1954), Ingênua Até Certo Ponto (1954), e Retrato de Amélia (1954), no Teatro São Pedro, em Porto Alegre.

 

Na turnê com a companhia, atuou ao lado de Eleonor Bruno, Nicette Bruno, Paulo Goulart, Guilherme Correa, Fortunato Ferreira, e Wallace Viana. Essa temporada foi patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul.

 

Em seguida, ingressa no Grupo Folclórico Brasileiro (1955), aonde atuou ao lado de Guilherme Correia, Barbosa Lessa, Riva Nimitz, e outros, no Teatro de Arena, e no Tinb, aonde foram apresentados vários espetáculos de dança.

 

No mesmo ano vai para a Companhia Teatro Permanente das Segundas-Feiras, atuando na peça Os Três Maridos de Madame (1955), de Ciro Bassani, ao lado de Walmor Chagas, Célia Helena, ítalo Rossi, Wanda Kosmo, Guilherme Correia, Raimundo Duprat, Luiz Pinho, Jorge Andrade, e Joselita Alvarenga, no Teatro Leopoldo Fróes.


Rita Cléos (1960)

O famoso TBC, Teatro Brasileiro de Comédias, surge no mesmo ano, a convidada de Dionísio Azevedo, aonde atua na peça Volpone (1955), ao lado de Walmor Chagas, Luiz Linhares, Waldemar Wey, Fred Kleeman, Elisahbet Henreidt, Cleide Iáconis, Jorge Chaia, Zéluis Pinho, Leonardo Villar, Guilherme Correa, e Maria Clara.

 

Em final de 1955, ingressa na Companhia Sérgio Cardoso - Nídia Lícia, e ensaia a peça Hamelet (1956), atuando ao lado de Carlos Zara, Jorge Fisher Jr., Rubens de Falco, Jaime Barcelos, Berta Zemelmacher, Líbnero Ripoli Filho, Raimundo Duprat, José Egydio, Zeluiz Pinho, Líbero Miguel, Sérgio Cardoso, Nídia Lícia, e outros, na inauguração do Teatro Bela Vista.

 

Jayme Costa, Rita Cléos, e Sérgio Cardoso (1957)


No ano seguinte, atua pela companhia na peça O Comício (1957), escrita exclusivamente para Jayme Costa, convidado de honra do espetáculo, ao lado de Sérgio Cardoso, Jayme Costa, Carlos Zara, Labiby Madi, Jorge Fischer Jr., Guilherme Corrêa, Emanuele Corinaldi, Lola Garcia, Marie Louise Ourdá, Berta Zemmel, Gustavo Pinheiro, Raymundo Duprat, Nieta Junqueira, e Márcio Ribeiro, no Teatro Boa Vista.


No mesmo ano, vai para a Companhia Jayme Costa, aonde atua nas peças Doutor Sem Canudo (1957), ao lado de Jayme Costa, Olindo Dias, Paulo Correia, Odilon Del Grande, Zenaide Azevedo, Carlos Garcia, Cecilia Nardelli, e Aparecida Pimenta, no Teatro Maria Della Costa.

 

E, Perdoa-Me Por Me Traíres (1957), ao lado de Sônia Oiticica, Jayme Costa, Dália Palma, Abdias Nascimento, Paulo Kleber, Gláucio Gill, Maurício Loyola, e outros, no Teatro Maria Della Costa.

 

Ao mesmo tempo, retorna ao teatro infantil, pelo Departamento de Teatro Infantil, na peça A Menina Sem Nome (1957), ao lado de Guilherme Correa, Berta Zemmel, Gustavo Pinheiro, Alceu Nunes e Raimundo Duprat. O Departamento fazia parte do Teatro Bela Vista, com supervisão de Júlio Gouveia, e direção de Raimundo Duprat.


Odete Lara, Rita Cléos, Manoel Carlos (1958)

A Companhia Raul Roulien vem em seguida, com a peça Ponha a Mulher no Seguro (1957), ao lado de Osmano Cardoso, Pagano Sobrinho, Nely Rodrigues, e Sandra Gaby, no Teatro Leopoldo Fróes.

 

Em 1958, ingressa na Companhia Teatro Moderno de Comédia de Danilo Bastos, estando nas peças Society em Baby Doll (1957-58), ao lado de Odete Lara, Milton Morais, Araçary de Oliveira, Manoel Carlos, Ed Castro, Marlene Rocha, Luciano Gregory, Yolanda Cardoso, Mauricio Nabuco, e Evelin Barré, no Teatro de Cultura Artística.

 

E, A Valsa dos Toreadores (1958), Manuel Carlos, Araçary de Oliveira, Maurício Nabuco, Milton Morais, Aldo de Maio, Nadyr Rocha, Evelyn Barré, Wanda Marchetti, Liana Duval, e outros, no Teatro de Cultura Artística.

 

Ainda em 1958, retorna para a Companhia Nídia Lícia - Sérgio Cardoso, atuando nas peças Amor Sem Despedida (1958), Sérgio Cardoso, Nídia Lícia, Wanda Kosmo, Emanuele Corinaldi, e Guilherme Correa, no Teatro Bela Vista.


Guilherme Correia, Rita Cléos, Carmen Verônica, Sérgio Cardoso e Tarcísio Meira (1960)

O Soldado Tanaka (1958), Sérgio Cardoso, Sônia Oiticica, Marina Freire, Fulvio Stefanini, Paulo Pinheiro, Sydnéa Rossi, e outros, no Teatro Bela Vista.

 

Nu, Com Violino (1959), ao lado de Sérgio Cardoso, Emanuele Corinaldi, Marina Freire, Raimundo Duprat, Ruthnéa de Moraes, Mário Kupperman, e Suzy Arruda, no Teatro Bela Vista.

 

Lembranças de Berta (1959), ao lado de Nídia Lícia, Suzy Arruda, no Teatro Bela Vista.

 

Guilherme Corrêa, Rita Cléos, Suzy Arruda, e Sérgio Cardoso (1959)


E, "Sexy", e Com Astúcia e Alguma Filosofia (1960), de Vicente Catalano, ao lado de Guilherme Corrêa, Sérgio Cardoso, Irma dos Santos, Wilson Santos, Cármen Verônica, Luciano Gregory, Cordely, Tarcisio Meira, e Bernardette Cunha, no Teatro Bela Vista, em São Paulo, e no Teatro Mesbla, no Rio de Janeiro.

 

Por volta de 1959, quando estava na companhia, Rita e outros elementos da mesma, como Kleber Machado, Suzy Arruda, Miriam Mehler, e o próprio Sérgio Cardoso, fizeram aula de dança com a professora e dançarina polonesa, Yanka Rudzka, para aperfeiçoarem suas performances no palco.


 Rita Cléos e Sérgio Cardoso (1965)

Em 1960, fica uma temporada no Rio de Janeiro para atuar em teatro. Integra a recém criada Companhia Sérgio Cardoso, atuando nas peças Uma Cama Para Três (1960-61), ao lado de Sérgio Cardoso, e Guilherme Corrêa, no Teatro Mesbla.

 

E, A Raposa e As Uvas (1960), ao lado de Guilherme Corrêa, Helena Belasco, Fúlvio Stefanini, e Adalberto Silva, no Teatro Mesbla.

 

De volta à São Paulo no mesmo ano, esteve na peça O Auto da Compadecida (1961), pelo Teatro Popular de Comédias, ao lado de Guilherme Correa, Beatriz Macedo, Gilson Barbosa, Odlavas Petti, Batista de Oliveira, e Paulo Pinheiros, no Bauru Tênis Clube.

 

Posteriormente, atuou na peça dançante, O Balé Moderno de Luciano Luciani (1961), ao lado de Maurício Patassini, Wilma Camargo, Celme Silva, Regina Maura, Guilherme Correa, Kate Bogarti, Luis Carlos Pinto, e Olindo Dias, na Sala Azul do Teatro Natal, em São Paulo.

 

Após isso, afasta-se do teatro para se dedicar a televisão.


Rita Cléos (1965)

Retorna em 1968 ao teatro pela Companhia de Waldemar de Moraes, Márcia Real, e Rodolfo Mayer, na peça Três em Lua-de-Mel (1968), ao lado de Rodolfo Mayer, Márcia Real, Serafim Gonzalez, Rogério Cardoso, Aparecida Baxter, Newton Prado, e Vera Nunes, no Teatro Coliseu, em Santos.

 

Nos anos de 1970, atua na montagem paulista da peça, Constantina (1977), ao lado de Tônia Carrero, Paulo Goulart, Márcia Real, Regina Braga, Karin Rodrigues, Eleu Salvador, Dulce Brittes, e Luiz Parreiras, no Teatro Brigadeiro.

 

Em 1978, chega a atuar na peça novamente, ao lado de Tônia Carrero, Márcia Real, Monique Lafond, Adriano Reys, Lineu Dias, Karin Rodrigues, e Luis Parreiras, em excursão para o sul do país, no Teatro Guaíra, em Curitiba, e no Teatro Leopoldina, em Porto Alegre.

 

A peça durou 4 anos, de 1974 à 1978, sendo apresentada nos primeiros dois anos no Rio de Janeiro, no terceiro ano em São Paulo, e no quarto ano foi para as metrópoles do Sul, como Porto Alegre, por exemplo.


TV Tupi

Em 1958, ingressa na TV Tupi.

Na emissora atuou especialmente em programas teatrais, como Grande Teatro, em peças como Senhora (1958), Deslumbramento (1958), e Inês de Castro (1959).

Rita Cléos (1966)

Teatro de TV Telespark, na peça A Rainha das Neves (1958), ao lado de Zilka Salaberry, Paulo Padilha, Guilherme Correia, e outros.

E Vesperal Trol, na peça As Três Flores Encantadas (1958), ao lado de Paulo Padilha, Iris Bruzzi, Roberto de Cléto, Guilherme Correia, Edson Silva, entre outros.

TV Record

Em 1960, entra na TV Record. Entre outros, atuou no programa teatral, Teatro Mercedes Benz, em peças como Sexy (1960), ao lado de Sérgio Cardoso, Nídia Lícia, Guilherme Correa, e Fulvo Stefanini.

TV Tupi

Em final de 1961, retorna à TV Tupi por convite de seu amigo, Dionísio Azevedo.

Na emissora, atuou principalmente em programas teatrais.

Rita Cléos, Néa Simões e David Netto (1962)

Primeiramente temos Grandes Romances Richard Hudnut, começando em 1961 no mesmo. No programa, atua nas peças, Prelúdio, a Vida de Chopin (1962), ao lado de Laura Cardoso, e Rolando Boldrin, As Chaves do Reino (1963), ao lado de Percy Aires, Geórgia Gomide, Henrique Martins, Suzana Vieira, e grande elenco, A História de Toulouse Lautrec (1963), ao Lado de Vida Alves, Laura Cardoso, Claudio Marzo, Marcos Plonka, e outros, entre outros.

Em seguida, o programa Stadium 4, nas peças Silêncio (1961), de Wanda Kosmo, Resultado Positivo (1962), Diante da Morte (1962), Magda (1962).

Temos também Grandes Audições Pirani, na peça Quem é Esse Cara? (1962), e Teatro Brastemp 63: nas peças Se Eu Contasse (1963), Crime e Castigo (1963), Henrique IV (1963).

Rita Cléos (1963)

Um dos programas teatrais de maior atuação, foi o Grande Teatro Tupi. Nele atuou em Mensagem Sem Rumo (1962), É Proibido Suicidar-Se na Prmavera (1962), Luz de Gás (1962), Jardim Vila Encantada (1962), Seu Saber é Pra Valer (1962), Todas As Mulheres São Irmãs (1962), Não Estamos Sós (1962), Noite, Noite Sempre (1962), O Diálogo das Carmelitas (1963), Filomena Marturano (1963), Natal: Festa de Anjos (1963), Grande Amor de Gonçalves Dias (1964), A Ratoeira (1964), De Repente, no Último Verão (1964), As Irmãs Brancas (1964), Exercício Para Cinco Dedos (1964), entre outros.

Seguimos com o Grande Teatro Eltex, nas peças Hully Gully (1963), ao lado de Wanda Kosmo, Cláudio Marzo, Marcos Polonka, Georgia Gomide, Marcos Plonka, e outros, e Os 3 Irmãos e Um Tigre (1963), ao lado de Henrique Martins, Roaldno Boldrin, Georgia Gomide e outros.

Francisco Cuôco e Rita Cléos (1965)

TV de Vanguarda, nas peças Trágica Inocência (1962), Ninguém Ama Os Mortos (1962), O Condenado (1962), Não Estamos Sós (1963), ao lado de Percy Aires, e Marcos Plonka, Profundo Mar Azul (1953), Triângulo (1963), O Homem Que Vendeu a Alma (1964), O Ídolo Partido (1964), e Hamlet (1964).

Além do programa Histórias Que Ninguém Esquece, na peça A Sentença do Rei Salomão (1962).

Rita Cléos e Debora Duarte (1965)

Em humorismo, esteve nos programas Humor 4, na peça Senhorinha (1963), e no famoso TV de Comédia, nas peças Vende-Se Um Passado (1964), e Roma, Cidade Fechada (1964).

Em música, esteve programa musical, Concertos Matinais Mercedes-Benz, na peça Peer Gint (1963).

Atrás: Francisco Cuoco, Xisto Guzzi, Luis Gustavo, Clenira Michel, Wanda Kosmo / Na Frente: Patricia Mayo, Débora Duarte, e Rita Cléos (1965)

Em novelas, esteve em praticamente todas produzidas entre 1961 à 1966. Entre elas, temos A Volta de Dom Camillo (1961), O Fio da Navalha (1962), A Intrusa (1962), Prelúdio - A Vida de Chopin (1962), Klauss, o Loiro (1963), Moulin Rouge, a Vida de Toulouse-Lautrec (1963), A Vida de Tolouse Lautrecem (1963), A Gata (1964), Quem Casa Com Maria? (1964), Teresa (1965), O Cara Suja (1965), e O Pecado de Cada Um (1965-66).

Rita Cléos e Sérgio Cardoso (1965)

Por fim, participou de programas diversos. Entre elas, Episcopo e Cia. (1962), Ah... legria Kolynos (1963), programa humorístico ao lado de Lima Duarte, Flávio Pedroso, Gastão Renê, Amilton Fernandes, Suzana Vieira, Older Cazarré, e Henrique Martins, com apresentação de Goulart de Andrade, Jardim Encantado (1963), programa com várias atrações, e Jardim Encantado Caçula (1963).

TV Excelsior

Nívea Maria, Rita Cléos, Francisco Cuôco, e Nicette Bruno (1970)

Ingressa na TV Excelsior em 1966, e atua nas novelas Redenção (1966-68), Legião dos Esquecidos (1968-69), Sangue de Meu Sangue (1969-71), Dez Vidas (1969-70), e Mais Forte Que o Ódio (1970).

TV Tupi

Rita Cléos e Aracy Balabanian (1971)

Em 1971, retorna a Tupi na novela A Fábrica (1971).

TV Cultura

Depois de um grande hiato, retorna a TV pela TV Cultura, e vai atuar no programa Teleconto, em peças como O Homem Que Sabia Javanês (1981), ao lado de Sadi Cabral, Geórgia Gomide, e outros, e O Homem de Cabeça de Papelão (1981), ao lado de Kate Hansen, e Edson Fança.

Em novelas, atua em Maria Stuart (1982).

TV Bandeirantes

No mesmo ano, vai para a TV Bandeirantes, e atua no seriado Dona Santa, participando do episódio Dona Santa e o Cinema Nacional (1982), ao lado de Nair Bello, Elias Gleizer, e Flávio Dias.

Tradução

Por seu conhecimento linguístico, Rita também atuou como tradutora. Traduziu muitos filmes e livros. Traduzia do inglês, alemão, italiano, e um pouco do espanhol.

Prêmios

Rita Cléos e Alberto Ruschel (1953)

Em prêmios, foi coroada como a Rainha dos Figurantes do Cinema, pela Associação Paulista de Cinema, no II Congresso Nacional do Cinema Brasileiro, em 1953.

Curiosidades

Seu nome artístico se deve graças a uma peça de teatro na qual Rita interpretava Cleópatra. Após a peça, os colegas e o diretor sugeriram que ela usasse seu nome como Rita Cleós, e isso logo pegou. Por ser diferente essa pronúncia com acentuação na última sílaba, se tornou conhecida com Rita Cléos.

Vida Pessoal

Na vida pessoal, Rita foi casada com o também ator Guilherme Corrêa, com quem conheceu no teatro. Casamento esse com duração de apenas 5 anos, de 1958 à 1963. Seu não retorno ao teatro, deve-se também ao termino do casamento, fixando-se por um tempo na TV.

Rita Cléos (1965)

Posteriormente teve alguns pequenos namoros, como com Mário Pomponet Filho em 1964, e no mesmo ano com Walter Tasca. Com Dráusio Campos Batista em 1965. E com um empresário do Paraná em 1966.

Rita nunca mais se casou, e nunca teve filhos. Considerava seus sobrinhos como filhos, o que foi o motivo de sua mudança no fim da vida para o Paraná.

Dublagem

Na dublagem, foi levada por Márcia Real aos estúdios da AIC, em novembro de 1962, no qual foi apresentada à Garcia Neto, diretor de dublagem, que a apresentou para o diretor da casa, Wolner Camargo. Wolner se interessa principalmente pelo fato dela saber outros idiomas, como o inglês, por exemplo, por conta da carência de tradutores e do imenso trabalho na casa. Wolner a contrata imediatamente.

Rita Cléos (1965)

Algum tempo depois, chega a série Decoy, de 1957, no qual não havia ainda uma dubladora para a protagonista Casey Jones. Rita se candidata, causando espanto, pois nunca dublara, mas em seguida é testada por Garcia Neto, que a escala para a personagem. É assim que Rita começa sua carreira como dubladora.

Elizabeth Montgomery

Sua voz marcou principalmente em séries. Entre elas o seu maior trabalho, Samantha Stephens em A Feiticeira. Rita dublou essa personagem a partir da 2ª temporada da mesma, após Nícia Soares sair da mesma. Dublou-a até a 8ª temporada, marcando a voz da personagem no Brasil, em uma das séries mais consagradas no país.

Entre outras séries em que participou, além de Decoy e a Feiticeira, está Guerra, Sombra e Água Fresca, aonde dublou Helga, em 3 episódios de Cidade Nua, aonde dublou Libby Kingston, entre outras.

John Ford e Joanne Dru em Legião Invencível

Em filmes, teve grandes atuações, como Fely Franquelli em Espírito Indomável, Victoria Shaw em Melodia Imortal, Yvonne Craig em Flint: Perigo Supremo, Faith Domergue em O Monstro do Mar Revolto, Joanne Dru em Legião Invencível, Angie Dickinson em Caçada Humana, entre outros.

Em desenhos, teve quase atuação nenhuma. Na maioria das vezes, substituía um colega em alguma série, como foi o caso da personagem Jam de Space Ghost, no qual dublou apenas os últimos 6 episódios da série. Sua recusa a desenhos se dava pelo fato dela ter dificuldade em criar falsetes.
Por volta de 1973/74, se retira da AIC, pelo fato do estúdio não estar mais desenvolvendo um bom trabalho, por conta de má gestão. Na mesma época, entra na peça Constantina, que teve seus 2 primeiros anos no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, acaba atuando no estúdio de dublagem carioca, Tecnisom. No estúdio redublou a série I Love Lucy, fazendo a própria Lucille Ball. Essa dublagem ficou pouco conhecida.

Por volta de 1978, retorna para a AIC/BKS, aonde trabalha como tradutora e diretora de dublagem. Continua na empresa até o início dos anos de 1980.

Também trabalhou nos Estúdios de Dublagem da TVS no início dos anos de 1980, aonde, entre outros, fez a voz de Yumi, interpretada por Rumi Gotou em Spectreman.

Em 1982, Rita larga a carreira artística por causa de forte estresse, e vai morar em Ilha Bela, Litoral Paulista, aonde trabalha como gerente de um hotel. Ficou nessa função até 1988, quando muda-se para Curitiba, Paraná.

Veio a faleceu em 18 de Maio de 1988, por decorrência de um ataque cardíaco, sendo encontrada em seu apartamento em Curitiba, Paraná, aonde vivia sozinha, já sem vida.

Trabalhos:

Filmes

- Sra. Betty Laurel (Dorothy Christy) em Os Filhos do Deserto (2ª Dublagem)
- Eunice Leonard (Theresa Harris) em Fuga do Passado
- Irene Sperry (Hope Lange) em Coração Rebelde
- Janice Hamilton (Phyllis Coates) em Homem Sem Lei
- Christina (Catherine Feller) em A Noite do Lobsomem
- Ruby Calder (Angie Dickinson) em Caçada Humana
- Julia Madigan (Inger Stevens) em Os Impiedosos
- Olivia Dandridge (Joanne Dru) em Legião Invencível
- Marguerita Dauphin (Ursula Andress) em O Seresteiro de Acapulco
- Professora Leslie Joyce (Faith Domergue) em O Monstro do Mar Revolto
- Isolde Mueller “Easy” (Maria Perschy) em O Esporte Favorito dos Homens
- Anna Pedersen (Ulla Jacobssom) em Os Heróis do Telemark
- Helen Kokintz (Jean Seberg) em O Rato Que Ruge
- Audra Favor (Barbara Rush) em Hombre
- Dalisay Delgado (Fely Franquelli) em Espírito Indomável
- Madame Piranha / Madame X (Mie Hama) em A Fuga de King Kong
- Chiquita (Victoria Shaw) em Melodia Imortal
- Natasha, a Bailarina (Yvonne Craig) em Flint: Perigo Supremo

Séries

- Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery) (segunda voz) em A Feiticeira
- Libby Kingston (Nancy Malone) em Cidade Nua
- Casey Jones (Beverly Garland) em Decoy: A Armadilha
- Mara (Joan Freeman) em Terra de Gigantes (1ª Temporada)
- Helga (Cinthia Lynn) em Guerra, Sombra e Água Fresca
- Lucille Ball (Lucy Ricardo) em I Love Lucy (3ª Dublagem - Anos de 1970)
- Yumi (Rumi Gotou) em Spectreman

Desenhos

- Jan (segunda voz) em Space Ghost

Trabalhos de Direção de Dublagem

Séries

- Daniel Boone (Diversos Episódios da 5ª e 6ª Temporadas)
- A Feiticeira (Alguns Episódios em Diversas Temporadas)

Fontes: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam, Universo AIC, Marco Antônio Silva Santos, Emílio Carlos Ferreira Dias, Museu da TV, IMDB, Dublanet, Marcelo Almeida, Famosos Que Partiram, Wikipédia, Hello Giggles, Viennale, Canal Videos Thiago Moraes, Thiago Moraes, O Cruzeiro, Fundamentos, Revista do Rádio, O Jornal, Diário de Notícias, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca, Fundamentos, Filmow, Nossa Voz, Jornal do Commercio, Correio da Manhã, Diário da Noite, Fábio Villalonga, Coleção Aplauso.

quinta-feira, 12 de março de 2020

Líbero Miguel



Arquivo de Som:

Oninin Dokusai (Noriaki Kaneda) (primeira voz) em Jiraiya, O Incrível Ninja




Biografia:

Líbero Miguel foi um dublador Paulistano.

Líbero Miguel Giachetta nasceu em 26 de Setembro de 1932 em São Paulo, Capital.
 
Teatro

Líbero começou a carreira artística no Teatro. Esteve, em 1956, na Companhia Lydia Lícia - Sérgio Cardoso.

 

Entre as peças que fez na companhia, estão, Hamlet (1956), no papel de Horacio, ao lado de Nídia Lícia, Carlos Zara, e Raimundo Duprat, O Casamento Suspeito (1957), com Vanda Kosmo, Rogério Márcico, e Fúlvio Stefanini, e Oração Para Uma Negra (1959), ao lado de Ruth de Souza, ambas no Teatro Bela Vista.

 

Na peça de sua estréia, Hamlet, Líbero organizou uma exposição sobre o tema no dia de inauguração da peça, com o mesmo nome da mesma, também no Teatro Bela Vista.

 

Anos mais tarde, se tornou coordenador do Festival de Teatro Estudantil (1966), no Teatro Bela Vista.


TV Tupi
 
Na TV, começou a carreira como ator, participando do TV de Vanguarda em 1956. No programa, entre outros, atuou na peça Elizabeth da Inglaterra (1957), com Lia de Aguiar e grande elenco.

Líbero Miguel (1958)

Líbero também atuou no programa Grande Teatro Três Leões, em peças como Salomé (1956), ao lado de Rita Cléos. Além do programa Teatro da Juventude, na peça O Pote Mágica (1957).

Também esteve em várias peças religiosas. Foi Jesus em Paixão de Cristo (1958), São Francisco em Porta da Morte (1958), e novamente Jesus em A Tragédia do Gólgota (1958).

Em novelas, atuou apenas em O Pequeno Lorde (1957).

Edi Cerri e Líbero Miguel (1958)

Além de atuar, Líbero adaptou e produziu peças na emissora. Adaptou ao lado de Ênio Gonçalves o programa Lendas de Malba Tahan (1957), e produziu a peça Estrela Mágica (1958), com Deborah Duarte ainda criança, entre outros.

TV Paulista
 
Em 1958 vai para a TV Paulista, aonde atua principalmente como diretor, produtor e adaptador. Seu principal produto foram as novelas.

Líbero dirigiu novelas David Copperfield (1958), Os Irmãos Dombey (1959), Princesinha (1959), Oliver Twist (1959), A Herdeira de Ferleac (1961), As Grandes Esperanças (1961), também produziu, Mateus Falcone (1961), A Pequena Lady (1962), O Usurário (1962), também produziu a novela, O Velho Scrooge (1963), A Loja de Antiguidades (1963), O Tronco do Ipê (1963), Quatro Irmãs (1964), O Conde de Suffolk (1964), também produziu, Romance de Bernadete (1964), Eu Amo Esse Homem (1964), Tortura D'Alma (1964), Paixão de Outono (1965), e Ilusões Perdidas (1965), sendo essa última já sendo produzida para a Rede Globo, emissora que comprara a TV Paulista.

A maioria das novelas que dirigiu na emissora, foram escritas por Enia Petri, muitas delas adaptadas de peças de Charles Dickens.

Em séries, produziu História de Um Avô (1960), feita em parceria com Enia Petri.

Produziu também peças para o programa Tele-Teatro Mesbla (1961), como Quarto Azul (1961), com Ivete Jayme no elenco, e Crepúsculo de Prata (1961).

Outros programas de teatro vieram, e Líbero produziu peças para todos. Como o Grande Teatro OVC, com a peça O Inspetor (1961), com José Castelar no elenco, e o Tele Teatro Zogbi, com a peça Estrelinha (1962).

Em 1963, tinha como assistente na emissora, o ator Marcelo Gastaldi.

Como diretor de peças, dirigiu Justiça Selvagem (1963).

Em 1964, teve um programa próprio, chamado Programa Líbero Miguel (1964), transmitido semanalmente as 7 da noite.

Libero também foi conhecido como revelador de artistas na emissora. Muitas crianças e adolescentes que mais tarde se tornariam famosos, chegaram por suas mãos, como Osmar Prado, Márcia Cardeal, Ernesta Maria Marchi (essa vencendo um concurso de Líbero, entre 347 candidatas), Sueli Ferraz, Márcio Trunkel, Mara Rizzo, entre outras. Fazia os concursos para novelas que iria estrelas.

Leonor Pacheco e Líbero Miguel (1959)

Como ator, Líbero também teve algumas participações, principalmente em novelas. Entre elas, temos
Os Irmãos Dombey (1959), produzindo e atuando, ao lado de Diana Morel e Márcia Cardeal, O Usurário (1962), As Quatro Irmãs (1963), e A Loja de Antiguidades (1963).

Também participou de teleteatros na emissora, como no programa Teatro de Bolso, na peça Aqueles Olhos Estranhos (1959), aonde atuou como narrador. No programa Teleteatro Mesbla, atuando em Quarto Azul (1961), e Véu Negro (1961). No programa Teledrama, atuando em O Quinto Mandamento (1963). E em peças avulsas, como Os Óculos da Verdade (1959), e O Quinto Mandamento (1963). Entre outros.

Rede Globo

Em 1965, quando a emissora comprará a TV Paulista e lançara sua primeira novela, Ilusões Perdidas (1965), Líbero é convidado a atuar na produção, dirigindo a mesma ao lado de Sérgio Brito. Na ocasião, leva um grande elenco de atores e atrizes de São Paulo para atuar na trama.

Após o término da novela, a maioria dos atores paulistas ingressaram em outras emissoras em São Paulo, tendo alguns deles se transferido para o Rio de Janeiro, permanecendo na Globo, e outros abandonaram a carreira televisiva.

TV Bandeirantes

 

Por volta de 1967/68, esteve na TV Bandeirantes como diretor do departamento infanto-juvenil, no qual era responsável pelas produções do gênero na emissora.


TV Cultura
 
Em 1970, aconteceu um fato curioso. Líbero tinha uma idéia antiga de criar novelas com histórias do Brasil, mas nunca nenhuma emissora se interessou nisso. Foi aí que Líbero foi até o Presidente da República, e expôs a idéia. Imediatamente a idéia teve apoio do Palácio do Planalto, e começou a ser realizada pela TV Cultura de São Paulo. Na ocasião, o Presidente da República era Emílio Médici.
 
Esteve a seu lado nesse projeto, atores como Renato Master, Marcelo Gastaldi, Francisco José, Jorge Pires, Edmundo Lopes, Elaine Cristina, Mauro Mendonça, e grande elenco. Em suas pequenas novelas, Líbero falou de tudo, Revolução de 1930, Segunda Guerra Mundial, Independência do Brasil, Descoberta do Brasil, Abolição da Escravatura, Os Bandeirantes, entre outros.
 
Os textos ficaram a cargo da novelista de rádio, Ivani Ribeiro, famosa pelas novelas escritas para a Rádio São Paulo. Além disso, os dados históricos foram fornecidos por três professores, que tiveram como foco pesquisas em cima de dados desconhecidos do grande público.
 
TV Tupi

Em 22 de Julho de 1974, estreava na TV Tupi o programa infantil Gente Inocente (1974-75), com apresentação de Lúcio Mauro, e produção de Líbero Miguel. O programa havia feito sucesso na TV Excelsior, e agora começava repaginado na Tupi.
 
No programa de estréia, entre vários talentos, Líbero trouxe sua colega de dublagem e cinema, Cecília Lemes, aprensentando-a como revelação mirim no programa.

Cinema

No cinema, dirigiu os filmes Quando As Mulheres Paqueram (1972), Ipanema Toda Nua (1972), e Os Insaciados (1981).

Dirigiu o filme Regina e o Dragão de Ouro (1974), ao lado de vários amigos dubladores, como Carlos Seidl, Marcelo Gastaldi, Raimundo Duprat, Renato Restier, Cecília Lemes, e grande elenco.

Foi um filme de bonecos rodado no Rio de Janeiro e em São Paulo, e que também teve takes rodados em Tokyo, Osaka, Kyoto, e no Vulcão Asso no Japão.

O filme foi produzido pelo Teatro Experimental de Bonecos Vivos, do Instituto Tokuchika Miki, de São Paulo.
 
Além das direções, também escreveu alguns filems, como Ipanema Toda Nua (1971), Regina e o Dragão de Ouro (1974), Amélia, Mulher de Verdade (1981), e Os Insaciados (1981).

Vida Pessoal

Em sua vida pessoal, casou-se no final dos anos de 1950, com a colega e escritora da TV Paulista, Enia Petri, com quem teve Mara, Marcos Miguel (em 1959), Márcia Lídia (em 1961), e Marta.

Marcos participa com apenas 5 meses da novela produzida por seu pai, Os Irmãos Dombey (1959), na TV Paulista. Já sua irmã, participa com 1 ano de idade no antepenúltimo capítulo da novela Grandes Esperanças (1962), ao lado do irmão que já tinha 3 anos de idade.

No final dos anos de 1960, casou-se novamente, agora com a atriz Nair Silva, com quem posteriormente trabalhou em dublagem.

Dublagem

Na dublagem, Líbero entrou em meado dos anos de 1960 na AIC. Nos anos de 1960, também dublava e dirigia dublagem na Odil Fono Brasil. No início dos anos de 1970, também dublou na CineCastro paulista. Permaneceu na AIC até seu encerramento e reabertura como BKS.
 
Nos anos de 1980 continuou na BKS e ingressou na Álamo, aonde nesta última, se tornou diretor de dublagem, sendo um dos mais importantes da casa.

Entre suas direções ficaram marcadas principalmente séries de live-action japonês, como Comando Estelar Flashman, Esquadrão Relâmpago Changeman, a primeira direção de O Fantástico Jaspion, a primeira direção de Jiraiya, O Incrível Ninja, entre outros.

Spencer Tracy

Como dublador, fez de tudo, filmes, desenhos, mas começaremos pelos filmes. Entre os atores que dublou, estão Spencer Tracy em A Costela de Adão, Gregory Peck em A Profecia, Louis Gossett Jr. em Os Aventureiros do Fogo, Henry Fonda em O Homem Com a Morte Nos Olhos, Barry Sullivan em Terremoto, Peter Sellers em Lolita, James Mason em Cruz de Ferro, Robert Duvall em Joe, Lyle Bettger em Sem Lei e Sem Alma, Charles Laughton na 1ª dublagem de O Grande Motim (1935), entre outros.

Doutor Zero

Em desenhos, fez Doutor Zero em Fantomas - O Guerreiro da Justiça, Narrador da Tourada, Vendedor de Refrescos e Árbitro no episódio Baseball Maluco, Narrador da Limosine do Ivan Awfulitch e Guarda no episódio O Acrobata Maluco em Pica-Pau, Pássaro Locutor, Corvo e a segunda voz de Milo em Andy Panda, General no episódio Os Lobos do Mar e a segunda voz do Albatroz Alfo em Picolino, Mensageiro do Rei em Ratinhos Preguiçosos (Walter Lantz), Fantasma Negro na primeira versão de Cyborg 009, Comandante Fred em Comando Dolbuck, entre outros.

Oninin Dokusai

Em séries japonesas, foi Lion Man Branco interpretado por Kanehiro Nomiyama em Lion Man, Imperador Monarca La Deus dublado originalmente por Uncho Ishizuka em Comando Estelar Flashman, a voz masculina de Shima dublado originalmente por Michirou Iida em Esquadrão Relâmpago Changeman, Satan Goss dublado originalmente por Shouzou Iizuka e Ikki interpretado por Toshimichi Takahashi em O Fantástico Jaspion, a primeira voz de Oninin Dokusai interpretado por Noriaki Kaneda em Jiraiya, O Incrível Ninja, entre outros.

Líbero Miguel veio a falecer no dia 28 de Outubro de 1989, vítima de um aneurisma cerebral. O seu último trabalho foi como o Ninja Dokussai, no qual foi substituído por Gilberto Baroli, que também o substituiu na direção da série.

Trabalhos:

Filmes

- Spencer Tracy em A Costela de Adão, e São Francisco - A Cidade do Pecado
- Ike Clanton (Lyle Bettger) em Sem Lei e Sem Alma
- Coronel Glover (Jonathan Terry) em A Volta dos Mortos Vivos
- Promotor Mitch Lodwick (Brooks West) em Anatomia de Um Crime
- Xerife Joe Pryor (Dick Miller) em Capone - O Gângster
- Atraxon (Daniel Massey) em Os Titãs Voltam à Luta na Atlântida
- Dr. William Stockle (Barry Sullivan) em Terremoto
- Clare Quilty (Peter Sellers) em Lolita
- Coronel Oberst Brandt (James Mason) em Cruz de Ferro
- Frank Harlan (Robert Duvall) em Joe Kidd
- David Warfield (Sam Wanamaker) em Superman IV: Em Busca da Paz
- Robert Thorn (Gregory Peck) em A Profecia
- Leo Porter (Louis Gossett Jr.) em Os Aventureiros do Fogo
- Prefeito Will Blue (Henry Fonda) em O Homem Com a Morte Nos Olhos
- Kid Twist (Harold Gould) em Golpe de Mestre
- Bligh (Charles Laughton) em O Grande Motim (1935) (1ª Dublagem)

Séries

- Lion Man Branco (Kanehiro Nomiyama) em Lion Man
- Imperador Monarca La Deus (voz) (Uncho Ishizuka) em Comando Estelar Flashman
- Shima (voz masculina) (voz) (Michirou Iida) em Esquadrão Relâmpago Changeman
- Satan Goss (voz) (Shouzou Iizuka) e Ikki (Toshimichi Takahashi) em O Fantástico Jaspion
- Oninin Dokusai (Noriaki Kaneda) (primeira voz) em Jiraiya, O Incrível Ninja

Desenhos

- Dr. Zero em Fantomas - O Guerreiro da Justiça
- Narrador da Tourada, Vendedor de Refrescos e Árbitro em Baseball Maluco, Narrador da Limosine do Ivan Awfulitch e Guarda em O Acrobata Maluco em Pica-Pau
- Pássaro Locutor, Corvo e a segunda voz do Milo em Andy Panda
- General em Os Lobos do Mar e a segunda voz do Albatroz Alfo em Picolino
- Mensageiro do Rei em Ratinhos Preguiçosos (Walter Lantz)
- Comandante Fred em Comando Dolbuck
- Fantasma Negro em Cyborg 009 (1966)

Trabalhos de Direção de Dublagem

Filmes

- Superman IV - Em Busca da Paz

Séries

- Comando Estelar Flashman
- O Fantástico Jaspion (1º Diretor)
- Esquadrão Relâmpago Changeman
- Jiraiya - O Incrível Ninja (1º Diretor)

Fontes: Ivan Betarelli, Revista do Rádio, Dublanet, Cruzeiro, Correio Paulistano, Radiolândia, Diário do Paraná, Diário de Notícias, Marcia Lidia Giachetta, Marina Paula.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Marcelo Ponce


Arquivo de Som:



Biografia:

Marcelo Ponce foi um dublador Paulistano.

Marcelino Ponce nasceu em 3 de Março de 1928. Por ser de família de origem hispânica, aprendeu espanhol desde cedo, sendo fluente na língua.

Rádio São Paulo

Em 1951, já estava na Rádio São Paulo. Em 1952 teve um hiato, estando mais ativo em 1953. Em 1954 reforma contrato até 1958 com a emissora.

Marcelo Ponce (1960)

Na emissora, começou fazendo pontas, até se tornar o grande nome das produções da rádio.

Entre os trabalhos que destacamos de Marcelo, temos os programas teatrais. Entre eles, temos Grande Teatro Royal, de Urbano Reis, em peças como Frei Antônio das Chagas (1951), e Duelo Sem Honra (1951).

Grande Teatro Lever, de Ivani Ribeiro, na peça A Vida Continua (1956). Teatro Cássio Muniz, também de Ivani Ribeiro, com a peça As Mulheres de Bronze (1957). Teatro Omo, atuando em Pedacinho de Céu (1958), de Odete Lyz.

Teatro Valery, nas peças Aqueles Olhos Azuis (1959), de Maria do Carmo, e A Cabana do Pai Tomás (1959), adaptada por Dárcio Ferreira. Teatro de Aventuras, na peça Pierre Vanguer (1960), adaptada por Cardoso Silva.

Além do Teatro Religioso, de Cardoso Silva, em peças como São Cristóvão (1959), e Santa Rita de Cássia (1959).

Marcelo Ponce (1959)

Em novelas, esteve em Segue o Teu Caminho (1958), Sorrir... Sofrer... Chorar (1958), de Odete Lyz, Um Estranho na Terra de Ninguém (1958), de Janete Clair, Um Coração Sem Dono (1959), de Ivani Ribeiro, Algemas Partidas (1959), de Ivani Ribeiro, Maria Farrel (1959), de Castro Gonzaga, A Presença de Eva (1959), de Maria do Carmo, e A Eterna Sombra (1959), de Mário Lago.

Jurema Pereira e Marcelo Ponce (1951)

Na década de 1960, atuou nas novelas Helena... Apenas Helena... (1960), de Mário Lago, Tinhorão (1960), de Dulce Santucci, A Casa dos Sete Candieiros (1960), de Dias Gomes, O Cavaleiro da Lagoa Azul (1960), de Ivani Ribeiro, Glória a Deus nas Alturas (1960), de Dulce Santucci, A Mulher Proibida (1960), de Thalma de Oliveira, Sorri Para Mim (1960), de Maria do Carmo, Quando Morre o Dia (1961), de Maria do Carmo, Maria Sem Pecado (1962), de Cardoso Silva, A Grande Pecadora (1962), de Fred Jorge, No Rumo das Estrelas (1962), de Ciro Pompeu do Amaral, No Mundo das Estrelas (1962), de Ciro Bassini, Dois Amores (1962), Ciro Pompeo do Amaral, O Selvagem (1962), de Ivani Ribeiro, No Palco da Vida (1962), de Roberto Mendes, A Inimiga (1962), de Ivani Ribeiro, E De Amor Se Morre (1964), de Eurico Silva, entre outras.

Também dirigiu novelas na emissora, como Helena... Apenas Helena... (1960), de Mário Lago, Tinhorão (1960), de Dulce Santucci, Glória a Deus nas Alturas (1960), de Dulce Santucci, e Ela Voltará Um Dia (1960), de Janete Clair.

Em programas, esteve em O Domingo Está no Fim (1955).

TV Record

Na TV Record, esteve, entre outros, em uma novela escrita por Newton Sá que estava no ar em Maio de 1961, ao lado de Ézio Ramos, Elaine Cristina, Elvira Samara, Marthus Mathias, Lino Di Giacomo. Não temos certeza, mas acreditamos que o nome da telenovela tenha sido O Preço da Glória (1961).

Teatro

Em apresentações públicas/teatrais, esteve no Circo Piolim em São Paulo, ao lado de colegas da Rádio São Paulo, na peça sacra, O Mártir do Calvário (1955).

Essa peça se repetiu outros anos, como no ano de 1959, aonde esteve ao lado dos colegas Antônio de Freitas, Mário Jorge, Arlete Montenegro, Elvira Samara, Gastão Malta, José de Freitas, Gessy Fonseca, entre outros.

Em 1962, a peça foi apresentada no Teatro Record.

Prêmios

Marcelo ganha em 1960 o prêmio Roquette Pinto de melhor radioator central de São Paulo do ano de 1959.

Vida Pessoal

Jurema Pereira e Marcelo Ponce (1951)

Em sua vida pessoal, casou-se com Jurema Pereira em 3 de Novembro de 1951. O juiz de paz do casamento civil, foi o radioator e colega de Rádio São Paulo, Odair Marzano. Nasceu seu primeiro filho, Marcelo, em 1955.

Dublagem
Reinaldo Sansivieri, Muibo Cury, Marcelo Ponce e Clayton Silva

Na dublagem, começou na GravaSon em 1957, permanecendo até o período AIC. Esteve ativamente até por volta de 1971/72 no estúdio.

Por volta de 1972, ingressa na Álamo, aonde fazia dublagens esporádicas, ficando por pouco tempo no estúdio.

Na AIC, teve participações principalmente em séries, como na 3ª, 5ª, e 6ª temporadas de A Feiticeira, 3ª, e 4ª temporadas de Jeannie é Um Gênio, 1ª, e 2ª temporadas de Lancer, 3ª temporada de Jornada nas Estrelas, 3ª temporada de Viagem Ao Fundo do Mar, 2ª Temporada de Terra de Gigantes, Hong Kong, Daniel Boone, Jim das Selvas, Missão Impossível, e Cidade Nua, além de desenhos como Jonny Quest.

Everett Sloane

Entre seus personagens de destaque, temos os atores Herbert Berghof em Cleópatra, Everett Sloane em A Dama de Shanghai, Stanley Blystone em Ases do Gatilho, e Torin Thatcher em O Manto Sagrado.

Abner Kravitz

Em séries, foi Abner Kravitz em A Feiticeira, por toda a 1ª temporada, até o episódio 47 da 2ª, Sargento Aloysius O'Hara "Biff" em As Aventuras de Rin-Tin-Tin, e Prof. Norton em Império Submarino.

Em desenhos, foi Masterspy em Supercar.
Marcelo veio a falecer em 29 de agosto de 1986, em decorrência de problemas cardíacos.

Trabalhos:

Filmes

- Theodotos (Herbert Berghof) em Cleópatra
- Arthur Bannister (Everett Sloane) em A Dama de Shanghai
- Zacarias, Barrabás, e Paralítico (não creditados) em O Redentor: Os Mistérios do Rosário
- Duque de Urbino (Alberto Lupo) em Agonia e Êxtase
- Juiz (Stanley Blystone) em Ases do Gatilho
- Senador Gallio (Torin Thatcher) em O Manto Sagrado (1ª Dublagem)

Séries

- Abner Kravitz (George Tobias) em A Feiticeira (1ª Temporada até o Ep. 47 da 2ª Temporada)
- Sargento Aloysius O'Hara "Biff" (Joe Sawyer) em As Aventuras de Rin-Tin-Tin
- Prof. Norton (C. Montague Shaw) em Império Submarino

Desenhos

- Masterspy em Supercar

Fontes: Universo AIC, O Governador, Revista do Rádio, Diário Paulistano, Radiolândia, Radiolar, Diário da Noite, Última Hora (PR), Dublanet, IMDB.

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