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Besouro Verde (Van Williams) em Besouro Verde (Série)
Biografia:
José Miziara foi um dublador Paulistano.
José de Barros Miziara nasceu em 29 de Dezembro de 1935 em Barretos, São Paulo.
Início
Quando jovem, trabalhou
com Gado, em Barretos. Já adolescente, chegou a ser bancário por
algum tempo.
Em 1952, aos 16 anos,
parte para São Paulo com a família, e vai morar na Av. Angélica.
Teatro
Começou em teatro amador
no Colégio Piratininga, onde estudava.
Suas primeiras peças foram A Ceia dos Cardeais
(1954), de Júlio Dantas, e As Máscaras (1954), de Menotti Del Picchia,
no Teatro Caetano de Campos.
No final do mesmo ano,
atuou na peça, Nossa Cidade (1954), de Thornton Wilder, no Teatro Colombo, pelo Grupo Teatral Politécnico,
fazendo parte do I Festival Paulista de Teatro Amador.
José Miziara (1963)
Em seguida, veio a Companhia Paulista de
Comédias, com as peças Romeu e Julieta (1955), e Um Sonho de Uma Noite de Verão
(1955), dupla apresentação, sendo substituído depois por Edney
Giovenazzi, no Teatro São Paulo.
No mesmo ano, participava
do Conjunto de Leituras Dramáticas, no Museu de Arte de São Paulo,
interpretando em peças como O Mercador de Veneza, Fedra, Édipo, e
outros.
Teve como professores,
diretores renomados de teatro, como Adolfo Celi, Ruggero Jacobi,
Carla Civelli, Geanni Ratto, João Ernesto Coelho Neto, entre outros.
As críticas às peças que
fez na Companhia Paulista de Comédias foram tão boas, que acabou
sendo contratado por Sérgio Cardoso, para atuar na peça, Hamlet (1956), pela Companhia Lídia
Lícia - Sérgio Cardoso, no Teatro Bela Vista, em São Paulo, e no
Teatro Municipal, no Rio de Janeiro.
Muitos anos depois,
retornou ao teatro, na peça Esses Homens Traidores e Seus Galhos
Maravilhosos (1970-71), de José Vasconcelos, e Péricles do Amaral,
ao lado de José Vasconcelos, Gracinda Freire, Miriam Rodrigues, e
Artur Miranda, no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro.
Circo Piolim
Em 1954, pela sua
relevância nas peças A Ceia dos Cardeais, e As Máscaras, é convidado
pessoalmente por Abelardo Pinto, o Piolim,
para trabalhar em seu circo, aonde seguiu carreira por algum tempo.
Piolim é considerado o
terceiro maior palhaço da história, depois de Charlie Chaplin, e
Gronki, que inclusive visitou o próprio Piolim, pois o achava melhor
que ele.
José Miziara (1963)
A primeira peça que atuou
no circo, foi a revista,
Eu Sou do Circoscope (1955).
Se afasta em 1955, para
ingressar na Companhia Paulista de Comédias, retornando em 1957.
No ano seguinte, atua na
peça, O Mártir
do Gólgota (1958), em homenagem a semana santa, ao
lado de Judy Teixeira, Odair Marzano, e grande elenco.
TV Tupi (SP)
Sua primeira atuação na
TV, foi na TV Tupi, em 1955, atuando no programa Grande Teatro Tupi.
Não sabemos ao certo, mais teria interpretado a peça A Ceia dos
Cardeais (1955), que interpretou 1 ano antes no teatro.
TV Record
No ano seguinte, teve uma
passagem pela TV Record. Entre outros, atuou no programa Teatro de Fantasia,
na peça O
Galo de Ouro (1956), e na novela, Marco Pólo (1956).
TV Paulista
Em 1957, ingressa na TV
Paulista, por intermédio de Dermival Costa. Na ocasião, havia ido
conversar com Dermival para levar o Circo Piolim para a emissora, o
que acabou não conseguindo, e ingressa na área esportiva da
emissora.
Gervásio Marques, José Miziara, Osmano Cardoso e Luís Pini (1958)
Logo em seguida, começa a
atuar como ator na emissora, estando, entre outros, no programa
teatral, Teledrama, atuando nas peças A Cela da Morte (1957), com Luís Pini, Ruth Schelske e Roberto Maya, A Tragédia de Mayerling (1957), O Treze Brumário (1957), Ataque (1957), O Professor Crock
(1958), A Testemunha
do Crime (1958), Abaixo o Divórcio (1958), Concerto Macabro (1958),
Apenas Um Homem (1958), Gilda (1958), Cinquenta Mil Dólares (1958),
Sem Novidade no Front (1958), Omelete Com Ovos de Sonho (1958), Um
Jovem da Boêmia (1958), Loucura de Milionário (1958), Um Filho Para
Sua Altesa (1958), ao lado de Walter Forster, Hebe Camargo, Wilma
Bentivegna, e outros, Kaputt (1959), ao lado de Osmano Cardoso,
Lampeão (1959), entre outras.
Também esteve nos
programas teatrais, Teatro Policial Lutz
Ferrando, na peça Assassinato Por Brincadeira (1958). No programa policial, Em Nome
da Lei, na peça Uma Boa Oportunidade (1958). Em Construtores de São
Paulo, nas peças Carlos Chagas (1959), e Osvaldo Cruz (1959), sendo
o próprio. E no Teledrama 3 Leões, na peça Kaputi (1959).
Henrique Becker e José Miziara (1959)
Em novelas, atuou em
David Copperfield (1958), e A
Princesinha (1959). E em séries, atuou em
Aventuras de Marco Pólo
(1958), Carlos Poffo, Daniel Guimarães e outros.
Em humorísticos, esteve
em Dorinha é de Morte (1958). E em programas diversos, esteve em Hit-Parade
(1958), programa musical com shows.
TV Continental
Em 1959, com a
inauguração da TV Continental, Miziara é convidado a trabalhar
emissora, por Dermival Costa Lima. Na ocasião, leva consigo sua noiva, Ana Ariel, filha de Piolim,
para trabalhar na emissora.
Na emissora, começou no teleteatro,
em peças como: Antes, o
Amanhã (1959), ao lado de Nicete Bruno, e Telmo de Avelar, Sindicato
de Ladrões (1959), Uma Equação a Três Incógnitas (1959), O Boa Sorte
(1960), Grito de Terror (1960), entre outras.
José Miziara (1963)
Mas foi na produção que
se destacou na emissora. Produziu diversas
atrações, como o programa: TV
Programas (1959), como Oswaldo Waddington, e Braga Filho; os
teletratros: Delito (1960), Na Beira da Várzea (1960), Estalagem
Maldita (1960), Um Serviço Para John (1960);
Também foi supervisor de
programas na emissora, como nos teleteatros: Os Farsantes (1959), O
Boa Sorte (1960).
TV Rio
Chico Anysio e José Miziara (1960)
Em 1960, também tem uma
breve passagem pela TV Rio, atuou, entre outros, no
quadro Seu Urubulino, no programa Milhões de Napoleões (1960), ao
lado de Chico Anysio.
TV Continental
Retorna a TV Continental
em 1961, atuando, entre outros no programa teleteatral, Videorama (1961),
apresentado todas as terças-feiras, e o programa Teledrama Continental
(1961), apresentado todas as sextas-feiras, entre outras.
Além disso, também atuou em peças
teatrais na emissora, como Ódio Aos Ratos (1961);
Em 1961, também fica responsável pela
direção geral da emissora.
TV Tupi (RJ)
José Miziara
(1962)
Por volta de 1962, vai
para a TV Tupi do Rio, aonde atua, entre outros no programa Teatro de Comédia,
em peças como: O
Tempo Não Acaba (1962), ao lado de Jardel Mello, Aracy Cardoso, Yara
Salles, Roberto Duval, entre outros.
TV Rio
Marcelo Arruda, André Raccah, Abdon Torres, e José Miziara (1963)
No início de 1963,
ingressa na TV Rio, e vai trabalhar com Péricles do Amaral, e
Antonino Seabra, dirigindo a linha de shows da emissora. Na ocasião,
dirige O Riso é o Limite (1963), Noites Cariocas (1963), e outros.
TV Excelsior
No dia 1 de Setembro de
1963, é inaugurada no Rio a TV Excelsior, aonde José Miziara atua
por alguns meses, inclusive indo para São Paulo trabalhar na
emissora.
Entre suas atuações na
emissora, está o programa Tele-Teatro, em peças como, Adeus Mocidade
(1963), e na novela, Angustia (1963).
Como diretor, ficou
responsável pelos programas, O
Maior Espetáculo da Terra (1963), e São Paulo Se Diverte (1963),
o qual também produziu.
Como produtor, esteve a
frente da novela Uma Família Feliz (1963), dos programas musicais, Cancioníssima 63 (1963), Eu Sou Juca Chaves (1963),
e Elizete Cardoso
Show (1963), e a peça musical, Amor,
Amor, Amor (1963), o qual também escreveu e dirigiu.
TV Rio
Retorna a TV Rio no mesmo
ano, aonde foi contratado como supervisão de direção artística na
emissora. Na ocasião, a maioria dos artistas tinham deixado a
emissora para trabalharem na TV Excelsior, e José vem com o papel de
reerguer a emissora, ao lado, novamente, de Amaral e Seabra.
José Miziara (1963)
Na emissora, volta a ser produtor de
programas, como os programas humorístico O Riso é o Limite
(1963-64), que produziu ao lado de Armando Couto, com apresentação de
Péricles do Amaral, ao lado de Consuelo Leandro, Carmem Verônica, Zilca Saleberry, Antônio Carlos, Nair Bello, Sônia Muller, Ankito,
Monsueto, Chocolate, Gasolina, Tutuca, e outros, Noites Cariocas
(1963-65), Mundo Alegre de José Vasconcellos (1963-64), entre
outros.
Riva Nimitz, José Miziara, e Altair Lima (1963)
Alem disso,
também atuou em dramaturgia da casa, como na apresentação do programa humorístico,
O Riso Mora Ao Lado (1964), ao lado de Ema D'Ávila, Brandão Filho,
Raquel Martins, Suely Franco, entre outros.
Também atuou nas novelas,
como
A Fonte da Saudade (1964), e Bom Dia, Mamãe (1965).
TV Tupi (RJ)
Aérton
Perlingeiro, José Miziara, não identificado, e Jerry Adriani (1966)
Em 1966, retorna para a
TV Tupi, por intermédio de Chico Anyzio, aonde, entre outros, dirige o programa Aérton Perlingeiro
Show (1966-67), programa de muito sucesso na época. Também dirige o programa A
Grande Parada (1966).
Também atuou no
humorístico: O Riso Mora Ao Lado (1967), com apresentação de Ema
D'Ávila, ao lado de Brandão Filho, Raquel Martins, Suely Franco,
Meire Pavão, Sônia Lemos, Márcio Greyck, Sandra, Carlos Kopa, e
outros.
Como produtor, esteve no
comando, no programa Câmera Um, da história, Stanislaw
Ponte Preta Show (1967), com direção de Antonino Seabra.
Todos os programas eram
gravados no Telecentro, no bairro da Urca.
TV Bandeirantes
José Miziara (1968)
Em 1968, vai para a TV
Bandeirantes, aonde atua na novela: Nunca é Tarde Demais (1968), ao lado de Líria Marçal, Judy Teixeira, Roberto Marques, Mara Di Carlo, e Aldo
César.
TV Rio
Em 1970, retorna a TV
Rio, agora participando do programa Teatro de Comédia, em peças,
como: Maria Cachucha (1970), de Joracy Camargo, ao lado de Consuelo
Leandro, Manuel de Nóbrega, Edson França, Edmundo Lopes, Cinira
Arruda, entre outros.
TV Globo
José Miziara, Sônia
Braga, Dina Sfat, e Jardel Filho (1974)
Fica um tempo afastado da
TV, devido a shows, e principalmente a dublagem, e retorna em 1974,
indo para a Rede Globo atuar na novela Fogo Sobre Terra (1974).
TV Tupi (SP)
No ano seguinte, em 1975,
retorna a São Paulo, à convite de Mário Wilson, para dirigir a linha
shows da emissora à seu lado.
Entre suas direções, está
o programa humorístico: Agência Lig-Pag
N.31 (1975), com Walter D'Ávila, Marcos Plonka, Stênio Garcia, Chocolate, e outros.
TVS
Em 1976, é convidado para
dirigir seu primeiro filme, nos Estúdios Silvio Santos. O filme foi
Ninguém Segura Essas Mulheres - 4° Episódio: O Furo (1976). Silvio
gostou tanto, que o convidou para dirigir atrações na TVS, começando
pela novela O Espantalho (1977), que começou a ser produzida em
1976. A novela foi exibida na TV Record, parceira da TVS na época.
Também foi produtor na
emissora, tendo produzido o programa Um Instante, Maestro (1976),
com apresentação de Flávio Cavalcanti.
Apesar de ficar
contratado por vários anos pela TVS, se retira da emissora por volta
de 1977/78, quando se dedica completamente ao cinema.
TV Globo
De volta a Globo, teve
uma passagem rápida pela emissora, escrevendo o programa
humorístico: Humor
Livre (1984), ao lado de Walter Stuart, com apresentação de Agildo
Ribeiro.
SBT
Por volta de 1986/87,
encerra seu trabalho no cinema, e retorna a TVS, agora SBT.
Em 1987, ingressa no
programa A Praça é Nossa, do amigo de longa data, Carlos Alberto de
Nóbrega.
Nos primeiros anos do
programa, além de atuar em alguns quadros, também escrevia muitos
textos para a atração, trazendo inclusive muito humorismo duplo
sentido para as esquetes da Praça.
José Miziara e Carlos
Leite (1990)
Entre 1990 e 1991,
Miziara interpretou o papel do empresário Oliveira, ao lado da
Carlos Leite que fazia o cantor Mauro Maurício. Miziara também
participou de outros quadros conhecidos, como o quadro do Mestre,
interpretado por Golias, aonde fazia um seguidor do personagem
chamado Arthur.
Miziara permaneceu na
Praça até Março de 2003, quando é demitido por Carlos Alberto, que
foi forçado por Silvio Santos a diminuir 20% de gasto no programa. Carlos tentou não tirar
Miziara, mas foi
inevitável, já que Miziara participava esporadicamente do programa.
Carlos Alberto,
Borges de Barros, Canarinho, Golias, Moacyr Franco, e José Miziara
(2005)
Por volta de 2005,
Miziara retorna ao elenco de A Praça é Nossa. No mesmo ano, Carlos
Alberto homenageou os mais amigos mais antigos que
trabalhavam/trabalharam na Praça. Entre eles Borges de Barros,
Canarinho, Ronald Golias, Moacyr Franco e José Miziara.
José Miziara
Miziara fica no programa
até por volta de 2012/13, quando sai definitivamente, se aposentou
logo em seguida do meio artístico.
Cinema
No cinema começou em 1960 no filme Cacareco Vem Aí
(1960). Filme esse que era pra ter sido de um gênero dramático, e se
transformou em cômico, por conta de uma sugestão em cima de um
rinoceronte chamado Cacareco que teve cerca de 100 mil votos nas
eleições municipais de 1959 em São Paulo. No final Miziara, como ele
mesmo disse, virou um figurante de luxo no filme.
A maioria de seus
filmes foi dentro do gênero de pornochancada, um gênero muito famoso
nos anos de 1970 e 1980, e que trazia cenas de sexo
semi-explicitas.
José Miziara, Monique Lafond, e Ana Maria Kreisler (1981)
Entre eles, temos: Já Não
Se Faz Amor Como Antigamente (1976), As Amantes de Um Homem Proibido
(1978), Embalos Alucinantes (1978), Herança dos Devassos (1979),
Bacanal (1981), Os Indecentes (1981), Prazeres Permitidos (1981),
Como Faturar a Mulher do Próximo (1981), Amor Estranho Amor (1982),
Viúvas Eróticas (1982), As Gatas, Mulheres de Aluguel (1982), Pecado
Horizontal (1982), O Delicioso Sabor do Sexo (1984), Mulher...
Sexo... Veneno (1984), Bobeou... Entrou (1984), Gozo Alucinante (1984),
e A Grande Trepada (1985).
Seu último filme, que foi
de gênero policial, foi A Rota do Brilho (1990).
Ninguém Segura Essas
Mulheres (1976)
Como criador de filmes,
começou nos estúdios da TVS, primeiramente escrevendo, com o filme:
Ninguém Segura Essas Mulheres (1976); O filme foi produzido pelo
próprio Silvio Santos.
Após isso, Miziara se
tornou famoso no gênero, e escreveu muitos outros filmes. Entre
eles, temos: O Bem Dotado - O Homem de
Itu (1978), As Amantes de Um Homem Proibido (1978), Embalos Alucinantes
(1978), Meus
Homens, Meus Amores (1978), Nos Tempos da Vaselina (1979), Mulheres
do Cais (1979), Os Rapazes da Difícil Vida Fácil (1980), As
Intimidades de Analú e Fernanda (1980), Como Faturar a Mulher do
Próximo (1983), As
Amantes de Um Homem Proibido (1983), Pecado Horizontal (1984), Mulher... Sexo... Veneno
(1984), e O Delicioso Sabor do Sexo (1984).
Na maioria dos filmes que
escrevia, tinha como protagonista Anselmo Duarte e Nuno Leal Maia.
Como diretor, dirigiu os
filmes: Meus Homens, Meus Amores (1978), Bem Dotado
(O
Homem de Itu) (1978), (seu filme mais famoso), Embalos
Alucinantes: A Troca de Casais (1979), Nos Tempos da Vaselina (1979),
Os Rapazes da Difícil Vida Fácil (1980), As Intimidades de Analu e
Fernanda (1980), Pecado Horizontal (1982), e Mulher... Sexo...
Veneno... (1984).
Como produtor, aquele que fica apenas na área empresarial/comercial,
foi responsável por 4 filmes. Eles foram: As Amantes de Um Homem
Proibido (1978), e Pecado Horizontal (1982).
A partir de 1985, os
filmes de pornochancada pararam de fazer sucesso, e Miziara partiu
para os filmes de sexo explícito.
Nessa fase, escreveu
Deliciosas Sacanagens (1985), Rabo I (1986), e A Quebra-Galho Sexual
(1986), dirigiu Sem Vaselina (1985), Deliciosas Sacanagens (1985), e Oscaralho: O Oscar do Sexo Explícito (1986),
e produziu Deliciosas
Sacanagens (1985), e Sem Vaselina (1985).
Shows
Em 1970, foi convidado
para participar no show de humor de José Vasconcelos, chamado Esses
Homens Traidores e Seus Galhos Maravilhosos (1970-71), aonde atuou
também ao lado de Iaratan Lauteta, Gracinda Freire, e Artur Miranda,
no Teatro Serrador.
Vida Pessoal
Quando trabalhava no
Circo Piolim, conheceu a filha de Piolim, Ana Ariel, começando um
namoro com a mesma um tempo depois. Por volta de 1959, já estavam
noivos, indo ambos para o Rio de Janeiro trabalhar na TV
Continental. Na ocasião resolveram se casar.
José Miziara (2011)
Nessa época, Ana começa a
usar o nome artístico de Ariel Miziara. Ana tinha um filho de outro
relacionamento, Ramon Miziara, que teve o sobrenome de Miziara, e
que também trabalhou na TV Continental.
No início dos anos de
1960, Miziara e Ana se separam. Por volta de 1964/65, Miziara namora
a atriz Lúcia Regina.
Por volta de 1959, estava
noivo de Ana Ariel, cansando-se posteriormente, e levando-a para
trabalhar com ele na TV Continental no Rio de Janeiro.
Ao se casar,
Ana usou o nome de
Ariel Miziara. No início dos anos de 1960, o casal se separou.
Apesar da separação, sempre teve
contato com o filho adotivo, Ramon, que falecera em início de 2012.
Posteriormente, se casou com a filha
de Walter Stuart.
Miziara além de ator,
diretor, produtor e dublador, também foi gerente em uma
churrascaria em São Conrado, Rio de Janeiro por volta de 1965.
Miziara também tinha um parente no meio artístico. Trata-se de seu
primo, Walter Brasil, que foi chefe do departamento esportivo da Rádio
Nacional de São Paulo por volta de 1957.
Dublagem
Começou na dublagem em 1961,
como dublador, diretor, montador, e sincronizador. O único estúdio em que trabalhou no
Rio foi a CineCastro. Na empresa, foi principalmente a voz do ator
Jack Lemmon. Também dirigiu dublagem na CineCastro.
Jose Miziara nos anos
de 1960
Dublou de forma constante
no estúdio até 1968, quando vai para São Paulo trabalhar na TV
Bandeirantes. Na mesma época, é convidado a ingressar na AIC.
Na empresa, participou de
diversas séries, como Daniel Boone, Lancer (1ª Temporada), Batman, A Feiticeira
(3ª, 4ª, 5ª, 7ª, 8ª Temporada), Jeannie é um Gênio, Jornada nas
Estrelas (3ª Temporada), Terra de Gigantes (2ª Temporada), entre muitas outras.
Por volta de 1969, se
torna diretor artístico da AIC no lugar de Older Cazarré.
Em 1970, se retira da
AIC, e retorna ao Rio contratado novamente pela TV Rio, deixando
direção artística da AIC nas mãos de Olney Cazarré.
Na ocasião, volta a ser
diretor de dublagem na CineCastro, retornando algumas vezes à São
Paulo para atuar como diretor de dublagem e narrador.
Retorna a
São Paulo em meados de 1971, após uma grande temporada com um show
de humor de José Vasconcellos.
Na ocasião, retorna a
AIC, e com a abertura
da CineCastro em São
Paulo, também se transfere para o estúdio, aonde também
se torna diretor de dublagem.

Jose Miziara (2005)
Em 1973, com a saída de
Emerson Camargo da direção artística da CineCastro paulista, José
Miziara fica em seu lugar. Fica poucos meses no cargo, e retorna
para a CineCastro do Rio.
Em seu lugar em São Paulo,
fica Carlos Campanile, que toma conta da cede da empresa por alguns
meses, até a mesma fechar as portas.
Miziara fica na
CineCastro carioca até 1974, quando a mesma é comprada pela Televox.
Após isso ele se retira da dublagem, e vai trabalhar na Rede Globo,
tendo dali em diante não voltado mais a dublar.
Jack Lemmon e Virna
Lisi
Entre seus trabalhos,
estão principalmente os filmes, aonde foi a voz do ator Jack Lemmon
na CineCastro, em filmes como Como Matar Sua Esposa, Lábios de Fogo,
Quanto Mais Quente Melhor, a primeira dublagem de Se Meu Apartamento
Falasse, entre outros.
Também foi Jack Lord na
primeira dublagem de 007 - Contra o Satânico Dr. No, Harry Andrews
em O Espadachim Negro, e Van Williams no filme do Besouro Verde,
ator que também dublou na série de mesmo nome.
Besouro Verde
Em séries, ficou marcado
com a voz Britt Reid, o Besouro Verde, na série de mesmo nome.
Também foi o General Peterson na terceira e quarta temporadas de
Jeannie é Um Gênio, e a segunda voz de Sparks na terceira e quarta
temporadas de Viagem Ao Fundo do Mar.
Em desenhos, temos
registros apenas do personagem Coronel White em Capitão Escarlate.
Trabalhos:
Filmes
- Britt Reid / Besouro Verde (Van Williams) em Besouro Verde
- Jack Lemmon em Como Matar Sua Esposa, Lábios de Fogo, Quanto Mais
Quente Melhor, e Se Meu Apartamento Falasse (1ª Dublagem),
- Julius Pritter (Dom
DeLuise) em A Espiã de Calcinhas de Renda
- Felix Leiter (Jack Lord)
em 007 - Contra o Satânico Dr. No / O Satânico Dr. No (1ª Dublagem)
- Earl Of Yeonil (Harry
Andrews) em O Espadachim Negro
Séries
- Britt Reid / Besouro Verde (Van
Williams) em Besouro Verde
- General Peterson
(Barton MacLane) em Jeannie é Um Gênio (3ª e 4ª Temporadas)
- Sparks (Arch Whiting)
(segunda voz) em Viagem Ao Fundo do Mar (3ª e 4ª Temporadas)
- Detetive Arkaro (Harry
Bellaver) em Cidade Nua (4ª Temporada)
Desenhos
- Coronel White em Capitão Escarlate
Fontes: Todo Teatro
Carioca, Imprensa Popular, Revista do Rádio, O Cruzeiro, Jornal do
Brasil, Diário Carioca, A Noite, Revista Zingu!, Correio da Manhã,
IMDB, História da Dublagem, Claudio Caparica, Universo AIC, C+,
Jornal do Commercio, Diário de Notícias, Revista Zingu!, Astros em
Revista, Super Hero Hype, Newsarama, O Fluminense, Baú do Maga, Best
Movie, História do Cinema Brasileiro, Canal Acervo 80JHL, Canal
Andreia Gatti, SBTpédia, Universo AIC, Adoro Coadjuvantes, Canal
SBTdobrasil, Marco Antônio Silva Santos, Augusto Bisson, História da
Dublagem, Correio Paulistano, Radiolândia, Revista Intervalo, A
Gazeta Esportiva (SP), Heco Filmes, Maycon Vinícius, Diário do
Paraná.