terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Borges de Barros


Arquivo de Som:

Moe Howard (Moe Howard) em Os Três Patetas


Biografia:

Borges de Barros foi um dublador Paulistano.

Início

Fileto Borges de Barros nasceu em 27 de Março de 1920 em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Se mudou bem cedo para a capital Campo Grande com a família. Aos 10 anos, foi coroinha na Igreja São José, aonde também era ajudante do padre João Gripa, aonde muitas vezes também foi sacristão. Borges chegou a ser seminarista, caminhando para se tornar padre. Desempenhou essas funções até os 14 anos.

Depois disso, foi com a família para São Paulo, aonde arranjou o emprego de entregador na Rua José Paulino, no bairro da Luz, centro de São Paulo.

Anos mais tarde, entrou para a Faculdade de Ciências e Letras, aonde se formou ao lado de nomes famosos, como Vida Alves e Fernando Baleronne.
 
Rádio Cultura
 
Em uma certa ocasião, o historiador e professor internacional de geografia e história da faculdade, Abituar Bastos, fez uma peça de teatro, aonde Borges participou e interpretou diversos personagens, e Abituar por ver seu talento, sugeriu que ele tentasse o rádio, que era o ramo artístico mais famoso da época.
 
Borges de Barros (1957)
 
Os amigos Gaeta e Galon, o ajudaram e o levaram para um teste de rádioator em uma empresa chamada Stand-Up Publicidade Propaganda, no qual Gaeta era amigo do diretor artístico, Luiz Escatena. Borges passa no teste, e é escalado na série Aventuras de Tarzan e o Vingador, em 1945 na Rádio Cultura.
 
Waldir Wey e David Brandão, deram vários personagens para Borges interpretar na série, mas ele se destacou fazendo a voz da macaca Cheeta na série. Foi a partir daí que começou sua carreira artística.
 
Rádio América
 
Posteriormente, vai para a Rádio América, aonde trabalha com os diretores de rádioteatro da emissora, Paulo Leblon e Dias Gomes, em diversas produções na rádio.
 
Rádio Cruzeiro do Sul
 
Nos anos de 1940, também atuou na Rádio Cruzeiro do Sul, na qual ficou algum tempo. Ainda nos anos de 1940, atua em outra emissoras, como Eldorado e Tupi.
 
Rádio Piratininga
 
Na mesma época, Borges atuava na Rádio Piratininga, com o pseudônimo de Jesus Lívio, talvez por não ser permitido ter contrato com duas emissoras simultaneamente.
 
Rádio Bandeirantes
 
Borges de Barros (1957)

Em seguida, esteve na Rádio Bandeirantes, aonde, entre outros, atuou no programa Cinema Em Seu Lar, em peças como Os Dedos da Morte (1947), ao lado de Daisy Fonseca.
 
Rádio Cultura
 
Pouco tempo depois, retorna para a Rádio Cultura, aonde fica pouco tempo.

Rádio Record

Ainda no final da década de 1940, trabalha na Rádio Record como contra-regras.
 
Rádio Excelsior
 
Em 1950, vai para a Rádio Excelsior, ficando 2 anos na emissora.
 
Rádio Nacional (SP)
 
Foi a partir de 1952 que começou a alcançar sua fama, sendo contratado pela Rádio Nacional de São Paulo. Foi na emissora que seu lado cômico foi mais estimulado, seguido também de seu lado dramático.
 
Borges de Barros, Manuel de Nóbrega e Carlos Alberto de Nóbrega (1958)

Entre os programas humorísticos que fez na emissora, está Balança, Mas Não Cai (1953-54), do carioca Paulo Gracindo, aonde interpretava o primo pobre, ao lado de Manoel de Nobrega que interpretava o primo rico, A Cidade Se Diverte (1956-59), Vai da Valsa (1956-58), ao lado de Farid Riskallah, Isaura Marques, Rachel Martins e Homem de Melo, Este Norte é de Morte (1956), ao lado de Chico Anysio, Gordurinha e Cacilda Lanuza, Climax Para Milhões (1957), ao lado de Manoel de Nóbrega e Golias, PRK-30 (1958), Aventuras do Galocha (1958), de Manoel de Nóbrega, e ao lado do próprio, Quem Inventou o Trabalho? (1959), ao lado de Moacyr Franco, Folias do Golias (1959-61), ao lado de Ronald Golias, Manoel de Nobrega, Canarinho e outros, Sete Dias, Sete Fatos (1959), Programa Manoel de Nóbrega (1959-60), e Família Pacheco (1961), ao lado de Líria Marçal e Luís Pini, Bar do Ponto (1961).
 
Em 1953, houve um acontecimento fatídico com Borges de Barros. Ele estava em uma perua com artistas da emissora na Rodovia Dutra, na altura da cidade de Jacareí, quando a mesma em alta velocidade teve seu pneu estourado e foi de encontro a outra caminhonete. No acidente faleceu o radialista Nestor Teixeira. Entre os passageiros estavam Nulo Roland, Wilson Vieira, Masenet, e Paulo Leblon. Detalhe, a outra caminhonete era da Rádio Bandeirantes que vinha de São José dos Campos, aonde os artistas nela contidos tinham participado de um programa de rádio.
 
Borges de Barros e Iara Salles (1956)

Na emissora, também atuou em diversas rádionovelas. Entre elas, No Fim, a Saudade Também Escreve (1955), Enquanto o Sono Não Vem... (1956), O Cavaleiro Negro (1957), A Vida Começa Amanhã (1957), Senzala (1957), As Feras Também Querem Amor (1959), Apesar de Seu Conteúdo (1960), Dr. Misógenes (1960), Campo de Sangue (1960), Amor Selvagem (1960-61), entre muitas outras.
 
Em programas de temas diversos na emissora, esteve em Todos Cantam Sua Terra (1956), programa musical produzido por Dias Gomes, A Vida Começa Amanhã (1957), de Mário Donato, Rádio Almanaque Kolynos (1957), com várias peças teatrais, entre elas Quem Uma Árvore Plantou, Um Livro Escreveu e Um Filho Criou, Um Tesouro Acumulou (1957), A História de Um Tigre (1957), A Velhice Transviada (1957), Gente Nossa (1958), programa sertanejo ao lado de Nhô Zé, Entre Nuvens e Estrelas (1961), aonde foi júri no programa apresentado por Marcos Rey, entre outros.
 
Borges de Barros, Homem de Melo, e Farid Riskallah (1956)
 
Em peças teatrais, entre outros, esteve nos programas Teatro Valter Forster, em peças como A Garra do Macaco, e Grande Espetáculo, em peças como Romeu e Julieta (1957), e Os Magos do Violão (1957).
 
Em 1958, além de trabalhar na Rádio Nacional de São Paulo, também trabalhava aos sábados de noite na Rádio Clube de Santos, interpretando um cobrador de bonde, no programa Mais Pra Frente, Por Favor (1958).
 
TV Paulista
 
Quando as Organizações Victor Costa, que eram donas da Rádio Nacional de São Paulo, incorporaram em sua organização a TV Paulista, o leque de oportunidades de Borges se abriu. Borges fez parte de uma das primeiras turmas de atores da emissora, e automaticamente da TV brasileira.
 
Neide Salgado e Borges de Barros (1957)
 
Na emissora, fez diversos papeis, tanto cômicos, como dramáticos. Entre eles, temos o programa Teledrama, aonde atuou em peças, como O Corcunda (1955), O Final do Conto (1955), O Casaco de Peles (1955), O Pássaro na Gaiola (1955), O Negrinho do Pastoreio (1955), Luzia-Homem (1955), Por Quem Os Sinos Dobram (1956), Sombras do Ódio (1956), Mar Silencioso (1956), Por Quem os Sinos Dobram? (1956), O Falcão Maltês (1956), Rua 21, Estação 37 (1956), Os Proscritos de Poker Flav (1956), Os Corumbas (1956), Terras do Sem Fim (1956), Clara dos Anjos (1956), O Tempo de Sua Vida (1956), Fausto (1957), O Malandro (1958), Arara Vermelha (1958), Lampeão (1959), Semente Amarga (1959), entre outros.
 
Além disse, esteve em outros programas teatrais, como Teledrama Três Leões, em peças como Terras do Sem Fim (1956), O Tempo de Sua Vida (1956), e Navios Iluminados (1958), e Tele-Teatro, em peças como Maria Bonita (1959), programa apresentado por Silvio Santos a partir de 1961.
 
Raquel Martins, Manuel Inocêncio, Borges de Barros e Farid Riskallah (1961)

Ainda esteve nos programas O Grande Espetáculo, que reproduzia peças musicadas, como Eu Não Existo Sem Você (1958), Fantasias Bendix (1958), e Luiz Gonzaga (1960), e Construtores de São Paulo, que contava a história de personalidades da cidade, como Prudente de Moraes (1959), Rodrigues Alves (1959), Padre Chico (1959), Bravos Bandeirantes (1959), entre outros.
 
E por fim, ainda esteve nos programas Contos Brasileiros, em Assombramento (1959), e Romance e Melodia em Terra Seca (1959), entre outros.
 
Manoel de Nóbrega e Borges de Barros
 
Em comédia, foi sem dúvida nenhuma o seu ponto alto na emissora, e que lhe trouxe fama nacional. Em 1957, fazia na Rádio Nacional de São Paulo o programa Praça da Alegria, sendo chamado para tal por Manuel de Nóbrega. A idéia do programa surgiu em uma viagem de Manoel à Buenos Aires, aonde conversara com um mendigo culto em uma praça da cidade.
 
Ao chegar em São Paulo, foi logo procurar Borges para interpretar um mendigo semelhante a esse que conheceu na Argentina. Manoel talvez tenha chamado Borges, pois o mesmo já tinha fama de atuar como mendigo, como mostrou em Balança, Mas Não Cai (1954), na Nacional.
 
Carlos Alberto de Nóbrega, Manuel de Nóbrega, Ronald Golias, e Borges de Barros (1957)

Com isso, Manoel monta o programa, e com o sucesso, o transfere para a TV Paulista, fazendo um sucesso nacional, que fez criar outros modelos do mesmo programa por diversas décadas seguintes.
 
Hebe Camargo e Borges de Barros (1960)

O programa é transferido em 1958 para a TV Rio, e Borges não aceitou mudar-se para o Rio de Janeiro, então em seu lugar fica Jorge Loredo, o famoso Zé Bonitinho, interpretando seu papel na atração. Com a volta do programa para São Paulo em 1963 na TV Record, Borges retorna para seu antigo papel, ficando no mesmo até a última exibição do programa, em 1970. Com a morte de Manoel, o programa vai para a TV Globo em 1977, como uma homenagem a seu criador. Nessa ocasião, o programa era apresentado por Chico Anysio, sendo exibido até 1979.
 
Roberto Silveira, Borges de Barros e João Boudin (1958)
  
Borges também atuou em outros programas humorísticos na Paulista. Entre eles Vai da Valsa (1957), A Volta Ao Mundo em 80 Músicas (1958), ao lado de Luiz Pini, Seu Borges é Um Caso de Polícia (1959), Lotação-Ponto Cinco (1959), com Ronald Golias como motorista, TV Se Te Agrada (1960), de Chico Anysio, Comédia, Pão e Manteiga (1960), Tá Tudo Naquela Base (1960) de José Sampaio, ao lado de Walter Ribeiro dos Santos e outros, Os Corumbás (1960), Milhões de Napoleões (1960-61), ao lado de Chico Anysio, Jorge Loredo, Moacyr Franco, e outros, São Paulo... Num Te Guento (1960), ao lado de Rachel Martins e grande elenco, Quando Os Gaiatos Se Encontram (1961-62), ao lado de Valter Ribeiro dos Santos, Zilomag Show (1961), ao lado de Canarinho, interpretando o baiano que interpretava em diversos programa humorísticos da casa, como Miss Campeonato, Bar do Ponto (1961), ao lado de Luiz Pini, Zilda Cardoso, Roberto Barreiros, e outros, PRK-30 (1962), Escolinha de Grupo (1962-63), interpretando o Professor, com textos de Manoel de Nóbrega, Cynar Faz o Espetáculo (1962), primeiro programa que produziu na emissora, e com a ajuda de Luís Pini, entre outras.
 
Rose Rondelli, Miss Campeonato de 1958, ao lado do time do Palmeiras
 
Também fez na TV Paulista o papel de um Corintiano Nordestino no programa Miss Campeonato (1957-61), aonde na época a torcida do Corinthians era caracterizada pelo povo do nordeste, com os Italianos para o Palmeiras, e assim por diante. Por conta desse personagem, é homenageado em 1961 ao vivo no programa pelo time do Corinthians, recebendo medalha e título de sócio do time. Entre as misses que estiveram no programa, estão Carmen Verônica, e Rose Rondelli.


Borges de Barros e Trajano Reis em Seu Borges na Metrópole (1959)
 
Em 1958, além de atuar na Rádio Clube de Santos aos sábados, também atuava, nos mesmos dias na cidade, na filial da TV Paulista, no programa que levava seu nome, chamado Seu Borges, Um Caso de Polícia. No ano seguinte, o programa é refeito na capital paulista, e também produzido por Borges, rebatizado com o nome de Seu Borges na Metrópole (1958).
 
Borges de Barros, Carmen Verônica, e Ronald Golias (1957)
  
Além dos programas humorísticos, esteve em programas de temas diversos, como Todos Cantam a Sua Terra (1956), de Dias Gomes, programa musical com arranjos do maestro Guerra Peixe, Meu Filho, Meu Orgulho (1957), e Cássio Muniz em Revista (1957).
 
Permanece na emissora até 1963.
 
TV Excelsior
 
Em 1963, é contratado pela TV Excelsior, ao lado do cantor Agostinho dos Santos, Ulisberto Lelot, Maria Cecília, e Bentinho.
 
Borges de Barros e Wilma Bentivegna (1958)

Na emissora, esteve no humorístico São Paulo Se Diverte (1963), ao lado de Homem de Melo, Walter Stuart, Lolita Rodrigues, entre outros.

Posteriormente esteve no programa Renner Brasil-63 (1963), apresentado por Bibi Ferreira, aonde se decorriam várias peças teatrais.

No ano seguinte, participara do programa musical Eu Show Luiz Vieira (1964).
 
TV Record
 
Em 1965 vai para a TV Record. Na emissora, atua no humorístico Ceará Contra 007 (1965), além de retorna ao seu personagem na Praça da Alegria (1966-70), ao lado de Manoel de Nóbrega, Simplício, Ronald Golias, Chocolate, Zilda Cardoso, Maria Tereza, Ema D'Ávila, Roni Rios, Walter D'Ávila, Viana Jr., e Roberto Barreiros. O programa encerrou em 1970, mas foi reprisado até 1971.


Borges de Barros, Erenita Tenório, Nelson Bueno, Vilma Bentivegna, Odair Marzano, Clayton Libaro e Sônia Forsione (1959)
  
Em novelas, esteve em Quatro Homens Juntos (1965), Mãos Ao Ar (1965-66), novela humorística ao lado de Ronald Golias, Chocolate, Carmen Verônica, Consuelo Leandro, Durval de Souza, e Adoniram Barbosa, e Meu Adorável Mendigo (1973).
 
Alguns programas, como Praça da Alegria, e a novela Mãos Ao Ar, eram passadas também na TV Rio.
 
Rede Globo
 
Na Rede Globo, teve uma passagem rápida, atuando apenas na novela Os Gigantes (1979-80).
 
TV Bandeirantes
 
Em seguida, vai para a TV Bandeirantes, e atua na novela Os Adolescentes (1981).
 
SBT
 
Carlos Alberto de Nóbrega e Borges de Barros
 
Em 1982, entra para a TVS, futuro SBT, no programa humorísticos A Feira do Riso (1982), ao lado de vários comediantes. Na TVS, também atua na novela Jerônimo (1984), ao lado de Eleu Salvador.
 
Com a recriação da Praça da Alegria no SBT em 1987, agora com o nome de A Praça é Nossa, Borges retorna a interpretar o mendigo milionário Antero, o qual o fez até meados dos anos de 1990.
 
Cinema
 
O Cangaceiro (1953)
 
Ele também fez cinema. Fez os filmes Simão o Caolho (1952), Ceará Contra 007 (1965), Quatro Homens Juntos (1965), Se Meu Dólar Falasse (1970), Regina e o Dragão de Ouro (dublou em 1974), Meu Adorável Mendigo (1973), Os Gigantes (1979), Os Adolescentes (1981), e Jerônimo (1984).
 
Zilda Cardoso, Borges de Barros e Grande Otelo em Se Meu Dólar Falasse (1970)
 
Teatro
 
Borges participou do show Valieté (1959), produzido por José Sampaio, ao lado de Salomé Parisio e do produtor, em apresentações na Fazenda Churrascaria e no Clube Piratininga.
 
Em peças, entre outros, fez o teatro de revista, Nem Zeus, Nem Eu (1961).
 
Posteriormente, fez a peça O Pagador de Promessas (1962), de Diag Gomes pelo Teatro Brasileiro de Comédias, com apresentação da sala de espetáculos na Rua Major Diogo.

Depois esteve em Estão Voltando As Flores (1964), no Teatro Oásis.

Também atuou em Como Matar Seu Marido (1965), no Teatro Ruth Escobar.
 
Música
 
Borges também chegou a gravar músicas nos anos de 1960. Gravou músicas cômicas na gravadora Copacabana na época.
 
Em 1961, gravou a marchinha Eu Quero Me Casar (1961), de A. Dutra para o Carnaval.
 
Em 1962, lança também marcinha para o Carnaval, como Ta Me Levando (1962) e Minha Camaradinha (1962), além de outras marchinhas ao lado de Zilda Cardoso.
 
Prêmios
 
Em 1957, ganha o prêmio Roquette Pinto, como revelação masculina da televisão no ano de 1956.
 
Em 1958, ganha outro prêmio Roquette Pinto referente à 1957, como melhor interprete cômico do rádio paulista.
 
Também em 1958, ganha o prêmio de melhor rádioator da Rádio Nacional de São Paulo, referente ao ano de 1957.
 
Em 1962, ganhou o Troféu Bandeirante por melhor equipe humorística, ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega, Canarinho, Manoel de Nóbrega, Golias e Luiz Pini. O prêmio foi entregue no auditório da OVC.
 
Em 1993, Borges de Barros ganhou o Troféu Aplauso como melhor dublador do ano.
 
Associação dos Radialistas
 
Em 28 de Dezembro 1957, se tornou o 2º secretário da Associação dos Radialistas do Estado de São Paulo, encabeçada por Manoel de Nóbrega. Em 1959, passa ao Conselho Consultivo da associação.
 
Vida Pessoal
 
Borges, Lourdes e Bárbara (1958)
  
Em sua vida pessoal, se casou com Lourdes na década de 1950, e teve sua primeira filha em 23 de junho de 1958, chamada Bárbara Virginia.
 
Borges e Bárbara (1958)
  
Borges tinha um irmão chamado Roberto Borges de Barros.
 
Dublagem

Na dublagem, começou em 1949 nos Estúdios Vera Cruz aonde dublavam-se filmes nacionais. O seu primeiro filme foi O Cangaceiro.
 
Borges de Barros ao lado dos dubladores da AIC - São Paulo nos anos de 1960

Em 1957, começou a dublar filmes estrangeiros para a TV na Ibrasom. Em seguida, entra para a GravaSon, que posteriormente transforma-se em AIC, e por fim em BKS.
 
Na empresa AIC, permaneceu até o final dos anos de 1990, quando raramente era chamado para dublar na mesma.
 
Borges de Barros e Mário Villela

Também participou de muitos outros estúdios, como Núcleo de Dublagem da TVS, Gota Mágica, Mastersound, Álamo, entre outros, sendo esse último uma das casas aonde Borges mas atuou nas últimas décadas de sua carreira.
 
Moe Howard em Os Três Patetas

Ele eternizou diversos personagens. Em series, por exemplo fez o Doutor Zachary Smith interpretado por Jonathan Harris em Perdidos no Espaço, Moe Howard em Os Três Patetas, Pinguim interpretado por Burgess Meredhit em Batman, entre outros.
 
Borges de Barros e Jonathan Harris no Programa Hebe
 
Borges teve uma honra que poucos dubladores tiveram: de conhecer o ator que dublou. No final dos anos de 1960, Jonathan Harris esteve visitando o Rio de Janeiro, e ao assistir um episódio dublado da série Perdidos no Espaço, aonde Borges o dublava, resolveu ir conhecê-lo em São Paulo. O encontro aconteceu no Programa Hebe na TV Record. Jonathan elogiou muito o trabalho de Borges, e disse que queria que sempre seus filmes fossem dublados por ele.
 
Zéca Urubu

Em desenhos, Borges fez diversos personagens, como Babu em Jeannie, foi uma das vozes dos personagens Zéca Urubu, Professor Dinbledong, Professor Grossenfiber, Inspetor Willoughby, Ursulão e personagens secundários em Pica-Pau (Clássico), Pilaf na primeira dublagem de Dragon Ball realizada na Gota Mágica para o SBT, Gigars nas duas dublagens de Os Cavaleiros do Zodíaco, Song Taijin em Efeito Cinderela, entre outros.
 
Edin em Jaspion

Em séries japonesas fez o profeta Edin interpretado por Noburu Nakatani em O Fantástico Jaspion, a segunda voz do Mantor do Diabo interpretado por Kiyoshi Obayashi em Lion Man, Gaata dublado originalmente por Hiroshi Masuoka e a voz masculina de Shima dublado originalmente por Michiro Iida em Esquadrão Relâmpago Changeman, Baraki dublado originalmente por Ginga Banjo em Comando Estelar Flashman, entre outros.
 
Edward G. Robinson em vários filmes

Em filmes fez Lancey Howard interpretado por Edward G. Robinson em A Mesa do Diabo, Conde Drácula interpretado por Bela Lugosi em Abbott e Costello As Voltas Com Fantasmas, Senhor Kentley interpretado por Cedric Hardwicke em Festim Diabólico, Alfie interpretado por Denver Pyle em O Homem Com a Morte Nos Olhos, Vincent Gardenia interpretado por Frank Ochoa em Desejo de Matar 2, entre outros.
 
Borges de Barros no lançamento do DVD de Perdidos no Espaço
 
O prêmio à Borges de Barros pelo trabalho na série Perdidos no Espaço
 
Em 24 de Julho de 2004, foram lançados os DVD's no Brasil da série Perdidos no Espaço, e para comemorar, fizeram um encontro com os dubladores principais da série, realizada nos anos de 1960. Entre eles estavam Borges de Barros, Helena Samara, Maria Inês e Gilberto Baroli. Borges recebeu um premio da Fox Home Entertainment pelo trabalho na série.
 
Borges de Barros sofria de problemas renais e cardíacos, e veio a falecer no dia 12 de Dezembro de 2007, quando sofreu uma parada cardíaca quando fazia uma sessão de hemodiálises.
   
Trabalhos:

Filmes

- Tio Remus (James Bakett) em Canção do Sul
- Vovô Martin Vanderhof (Lionel Barrymore) em Do Mundo Nada Se Leva
- Mestre Tchi (Chang Ching Peng Chaplin) em Desafio Mortal
- Lancey Howard (Edward G. Robinson) em A Mesa do Diabo
- Conde Drácula (Bela Lugosi) em Abbott e Costello As Voltas Com Fantasmas
- Eli Sands (Eddie Albert) em Aeroporto 79, O Concorde
- Vincent (Nikolai Binev) em Agente Biológico
- Mestre Tchi (Chang Ching Peng Chaplin) em Desafio Mortal
- Sr. Kentley (Cedric Hardwicke) em Festim Diabólico
- Alfie (Denver Pyle) em O Homem Com a Morte Nos Olhos
- Vincent Gardenia (Frank Ochoa) em Desejo de Matar 2
- Big Jim Colosimo (Frank Campanella) em Capone - Gangster
- William Cadwalader (John McGiver) em O Esporte Favorito dos Homens
- Xerife Cardigan (Jay C. Flippen) em Divida de Sangue
- Tom Smykowski (Richard Riehle) em Como Enlouquecer Seu Chefe
- Sgt. Pete Karelsen (Tim Ryan) em A Um Passo da Eternidade
- Tootles (Arthur Malet) em Hook - A Volta do Capitão Gancho
- Wang Khan (Thomas Gomez) em Sangue de Bárbaros

Séries

- Moe Howard (Moe Howard) em Os Três Patetas
- Dr. Zachary Smith (Jonathan Harris) em Perdidos no Espaço
- Pinguim (Burgess Meredith) em Batman (AIC)
- Capitão Roland Francis Clancey (Henry Beckman) em E As Noivas Chegaram
- Mantor do Diabo (Kiyoshi Obayashi) (segunda voz) em Lion Man
- Edin (Noburu Nakatani) em O Fantástico Jaspion
- Gaata (voz) (Hiroshi Masuoka) e Shima (voz masculina) (Michiro Iida) em Esquadrão Relâmpago Changeman
- Baraki (voz) (Ginga Banjo) em Comando Estelar Flashman
- Maurice Evans (Maurice Evans) (8ª Temporada), e Johann Sebastian Monroe (Jonathan Harris) (5ª Temporada) em A Feiticeira

Desenhos

- Babu em Jeannie
- Zéca Urubu (terceira voz), professor Dinbledong, Professor Grossenfiber, Inspetor Willoughby, Ursulão e personagens secundários em Pica-Pau- Gigars em Os Cavaleiros do Zodíaco (1ª e 2ª Dublagem)
- Capitão Stanley Lord (Matthew Walker) em Titanic (1996 - 2ª Dublagem)
- Pilaf em Dragon Ball (1ª Dublagem)
- Cientista em Street Fighter II V - O Filme
- Sul-Van em As Aventuras de Super-Homem (Anos de 1990)
- Dr. Escaravelho em Os Seis Biônicos
- Song Taijin em Efeito Cinderela
- Earthquake em Samurai Shodown
- Dédalo em O Poderoso Hércules (1ª Dublagem)
- Papai Noel em O Estranho Mundo de Jack (Longa-Metragem - 1ª Dublagem)
- Moscado (segunda voz) em Mosquete, Mosquito e Moscado
- Hoi em Dragon Ball Z - O Ataque do Dragão
- Vovô Urso em O Pequeno Urso

Links Relacionados:

Os Maiores dos Desenhos - 10/10/2012
 
Fontes: Acervo Pessoal, Universo AIC, Dublanet, IMDB, BradSnoopy97, MofoTV, Revista do Rádio, Wikipédia, Globo.com.

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